domingo, 21 de março de 2010

Quem são Adventistas

Mensagem e propósito:
A mensagem da Igreja Adventista do Sétimo Dia está centralizada em Jesus. O evangelho eterno, a graça da salvação oferecida pelo extraordinário amor de Deus revelado na vida vitoriosa, morte vicária e ressurreição triunfante de Cristo.
A grande esperança da Igreja é o advento de Cristo, concretização da promessa do Senhor “Virei outra vez” para levar Seu povo a um novo lar; a verdade presente sobre o ministério contemporâneo de Cristo no Céu, atuando como advogado e Sumo Sacerdote para aqueles que O aceitarem como Salvador pessoal, perdoando os pecados num oferecimento de significado especial, sem precedentes, para tornar o povo sadio, santo e feliz.
Missão:
A missão da Igreja é anunciar as boas novas ao mundo no contexto da mensagem dos três anjos de Apocalipse 14:6-12, levando as pessoas a aceitar a Jesus como Salvador pessoal e unirem-se à Sua Igreja na preparação para Sua breve volta.
Esta é a mensagem universal, para todos, em todas as partes. A “cada nação, e tribo, e língua e povo”; a cada cidade, a cada vila; a cada país, comunidade, colônia e “criatura”. Isto é, a cada pessoa (Marcos 16:15).
Regra de fé:
A Igreja Adventista do Sétimo Dia entende que seu surgimento “no tempo do fim” foi especificamente definido pela profecia bíblica.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem como regra de fé, a Bíblia, a Palavra de Deus preservada ao longo dos séculos para a orientação da humanidade no caminho de volta ao Lar, para alcançar a vida eterna.
João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu filho unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
História:
A Igreja teve seu início modesto composto por homens e mulheres de várias denominações, tementes a Deus e que pelo estudo da Bíblia alcançaram a compreensão de que Jesus em breve cumpriria Sua promessa de regressar ao mundo. Foi um começo tumultuado com várias pessoas sendo expulsas de sua igreja porque haviam abraçado uma mensagem mais ampla através do estudo da Bíblia.
Este pequeno grupo foi crescendo, aumentando em número e no conhecimento da Palavra de Deus. Foi assim que, em 1863, este grupo se organizou em uma estrutura denominacional com o nome de Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Adventista porque crê na promessa de Jesus “Virei outra vez”. Do Sétimo Dia porque crê na ordem de Deus que o dia de descanso santificado por Ele é o Sábado, o sétimo dia da semana. Êxodo 20:8-11: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou”.
Jesus confirmou que a lei permanece em vigor através dos exemplos deixados por Sua vida: ”
Este é o nome e o porquê do mesmo.
A Igreja hoje:
Hoje a Igreja Adventista do Sétimo Dia é um corpo organizacional estabelecido praticamente no mundo todo com ao redor de 12 milhões de membros.
São 3 os níveis administrativos da Organização:
Igrejas e Congregações – formam uma Associação ou Missão.
Associações e Missões – formam uma União.
Uniões – formam a Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Os princípios e normas que estabelecem a base da fé Adventista do Sétimo Dia são 28 e estão listados na página “Crenças Fundamentais”.

Fonte: Novo Tempo

domingo, 14 de março de 2010

Por que alguns adolescentes adventistas permanecem na Igreja quando adultos?

Um estudo de jovens adventistas do sétimo dia ativos na Europa oferece um retrato dos fatores que poderiam estar associados com jovens adventistas que poderiam prever estarem na Igreja em 20 anos.
Indicadores-chave preliminares incluem uma congregação que oferece um "clima de pensamento". O estudo sugere que os jovens que desenvolvem uma posição original em sua fé por formular perguntas e desafiar dirigentes da Igreja disseram que têm maiores probabilidades de permanecer na Igreja, em comparação com jovens nas congregações que apenas enfatizam o conformismo.
Outros resultados preliminares da pesquisa, envolvendo 6.000 respondentes, sugerem que o compartilhar pessoal e a interação com um pai em questões de fé grandemente aumenta a possibilidade de que os jovens antecipem permanecer adventistas na idade adulta.
O estudo da Valuegenesis Europa é o primeiro deste tipo para a Igreja Adventista no continente. Os pesquisadores esperam que os novos dados sirvam como uma ferramenta para dirigentes da Igreja moldarem o gerenciamento do ministério adventista na Europa.
Os pesquisadores empregam um questionário com 335 perguntas em 17 línguas para estudar adventistas entre as idades de 14 a 25 anos. Cerca de 41 por cento dos respondentes disseram que estavam inseguros quanto a seu futuro na Igreja, enquanto outros 6 por cento disseram que eram contra a ideia de estar na Igreja em 20 anos.
Os resultados desse estudo, de 2006-2007, estão sendo agora avaliados por uma equipe de eruditos adventistas do Colégio Newbold, na Inglaterra, a Universidade Adventista de Friedsau, na Alemanha, e a Universidade Adventista Saleve, na França.
As conclusões devem ser divulgadas num livro neste outono (do hemisfério norte).
Manuela Casti, a pesquisadora-chefe, declarou que os elevados índices de abandono da fé entre a juventude na Europa motivou o seu envolvimento no estudo. "Onde fui criada, na Itália, provavelmente 70 por cento deixaram a Igreja", declarou Casti, que também faz conferências no Colégio Newbold, que per cento à IASD, localizado em Berkshire, Inglaterra.
Os novos dados poderiam ressaltar uma necessidade de crescente apoio administrativo para os Ministérios da Família, declarou Corrado Cozzi, diretor de jovens para a região denominacional Euro-África, que também atua na comissão de estudo da pesquisa. Ele disse que se constatou que a decisão de um jovem tornar-se adventista é mais influenciada pela família, a longo prazo, um pastor e outros adultos na igreja do que um pastor de jovens ou amigos de mesma idade.
Embora os pesquisadores dissessem que as mães são geralmente as "rochas fundamentais" da fé no lar, são os pais que poderiam realmente determinar uma decisão positiva pela Igreja. Os respondentes da pesquisa que discutiram questões de fé com seus pais eram 70 por cento mais tendentes a se verem como permanecendo na Igreja do que aqueles que disseram que o seu pai não discutia religião com eles.
O membro da comissão de pesquisa, Paul Tompkins, que serve como diretor de jovens para a região Trans-europeia, da Igreja, declarou que os dados "revelam muito claramente que como homens, alguns de nós não somos bons em conversar sobre a fé com nossos filhos. Podemos falar sobre carros ou esportes, mas mesmo se discutirmos religião, isso muitas vezes se dá como outros homens".
O estudo europeu se baseia em pesquisas com jovens adventistas nos Estados Unidos. Dois estudos, de 1990 e 2000, também intitulados Valuegenesis, inspiraram um aumento de apoio ao ministério de jovens, declarou Bailey Gillespie, pesquisador-chefe dos estudos norte-americanos. Um terceiro estudo de Valuegenesis nos EUA está marcado para ser lançado em outubro.
"As igrejas irão precisar elevar e reconhecer a importância do ministério pelo crescimento da Igreja", disse Gillespie, diretor do Centro John Hancock para Ministério da Juventude e Família, na Universidade La Sierra em Riverside, Califórnia, EUA.
Num estudo longitudinal ao longo de 10 anos, quase 50 por cento dos jovens adventistas pesquisados tinham deixado a Igreja ou tornaram-se membros inativos em meados de seus 20 anos.
"Tornou-se crescentemente evidente que o clima congregacional foi um importante fator, não o que os líderes fazem [na sede mundial da Igreja Adventista]", declarou Roger Dudley, autor do livro "Why Our Teenagers Leave the Church" [Por que nossos adolescentes deixam a Igreja], tendo por base um estudo de 10 anos.
"Muitas pessoas disserm que amavam a sua Igreja", declarou Dudley. "Suas congregações os aceitavam, davam-lhes importantes tarefas, e faziam que sentissem ser um lugar maravilhoso e seguro. Por outro lado, muitas pessoas não gostavam [de sua congregação em particular] porque não se sentiam parte da mesma. Era-lhes fácil abandoná-la e deixar de frequentá-la.

Os pesquisadores europeus diseram que esperam que o novo estudo ofereça lampejos sobre um ponto de vista especificamente europeu da fé de jovens. Os respondentes eram mais velhos do que aqueles nos EUA e foram pesquisados nas igrejas, diferentemente do que se deu nos EUA, onde as pesquisas foram principalmente conduzidas nas escolas. Há muito menos escolas adventistas na Europa do que nos Estados Unidos.
Casti, a pesquisadora-chefe da Valuegenesis Europa, disse que novos dados assinalam uma necessidade de contato intergeracional tanto no lar quanto na Igreja. Interações com amigos em pessoa ou mediante a mídia social não são suficientes para manter os jovens na Igreja, ela disse.
"Quando atribuímos responsabilidade a um jovem, é geralmente no departamento de jovens ou em música", ela comentou. "Mas um envolvimento em outras áreas permitiria mais contato com gerações mais velhas".
Isso não significa que o envolvimento de ministério jovem seja uma coisa má, disse Casti. Pode ajudar os jovens a amadurecerem e contribuírem para a diversidade geracional; contudo, quando jovens lideram outros jovens, um padrão de segregação geracional se manifesta. A tendência é vista na Igreja Adventista e outras denominações, ela disse.
Muitas vezes um jovem se gradua de um ministério jovem e termina também se graduando da Igreja, declarou Casti.
Adicionalmente à importância da família e outros adultos, os pesquisadores descobriram também relevância na programação da própria igreja. Os respondentes que ouviram pregações que "auxiliaram no viver diário" na igreja revelaram-se 450 vezes mais tendentes a desejar permanecer ativos em sua fé do que aqueles que não se identificavam com sermões semanais.
Tenha um jovem apoio dos pais ou da congregação, a chave é propiciar um ambiente de "trocas francas, abertas e transparentes", disse Casti. Ela declarou ser grata aos adultos que lhe permitiram crescer em tal ambiente. "É por isso que estou aqui".
-- Helen Pearson contribuiu para esta matéria

Fonte: Adventist News Network 

quinta-feira, 11 de março de 2010

O Que Fazer Quando o Amor Acaba?

Era um casal perfeito, bem sucedido em tudo, para mim era um padrão de felicidade. Um belo dia, aquele bom amigo aproximou-se de mim e confessou-me para o meu espanto: – “não amo mais a minha esposa, não consigo nem olhar para ela, meu casamento acabou”.
 Atualmente, como nunca, milhares de pessoas estão concluindo que o amor acabou e simplesmente se divorciam. A maioria afirma: “eu mereço ser feliz, cansei de sofrer”. Excetuando os casos de abusos físicos e traições, existe uma parcela de casais que se separa por motivos que Deus não reconhece como justificáveis.
 O que vai no coração de Deus a esse respeito? O Senhor deixa claro em sua palavra alguns aspectos importantes a meu ver, tais como:
 1. O casamento foi instituído por Deus para ser eterno, sendo assim, Ele oferece o Seu amor – que é capaz de sustentar os mais difíceis relacionamentos.
 2. Satanás trabalha com extremo esforço e dedicação para impedir o amor – ele usa todos os recursos, inclusive os meios de comunicação, para imprimir conceitos mentirosos na mente humana, fazendo com cada pessoa obtenha uma compreensão equivocada sobre o amor.
 3. Com os conceitos de estética corrompidos, padrões morais rebaixados e um arsenal de pensamentos para sustentar a racionalização dos valores divinos, Satanás obtém vitória sobre a vida destes que seguem a multidão.
 4. Para Deus o amor “Eros” não é medido pelo nível do sentimento, pelo contrário, ele se constitui como um “princípio” divino. Contudo, não significa que o amor seja algo puramente racional, ele envolve sentimento também. Em outras palavras, o verdadeiro amor não se rende apenas aos sentimentos, mas principalmente a razão – ele é responsável, conseqüente e temente a Deus, porque vem do Senhor.
 5. Se uma pessoa sente que não tem mais amor por seu cônjuge, compreenda que isso não ocorreu da noite para o dia, foi um longo processo de afastamento da fonte do amor, que é Deus. O Todo Poderoso nunca aceitou a falta de amor como um motivo suficiente para por fim a um casamento. O Senhor Deus não quer perder a oportunidade de realizar um grande milagre na vida de um casal fracassado no amor.
 6. Deus deseja que Seus filhos, clamem a Ele, diariamente, para receberem o amor. Saiba que o amor é um milagre diário. “Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.” Romanos 5:5.
 7. Quando uma pessoa foge da oportunidade de um milagre, rejeitando-o, por não acreditar ou desejá-lo, está negando ao próprio Deus, está fechando o seu coração e negando uma oportunidade de salvação, crescimento e redenção. “Aquele que não ama, não conhece a Deus, porque Deus é amor”. 1João 4:8
 8. O cristão é um peregrino neste mundo e vai passando por muitos desafios que promovem o seu crescimento moral e espiritual. O seu grande desafio é vencer todos os obstáculos e jamais fugir de nenhum deles, porque quem foge de um acaba voltando futuramente ao mesmo ponto que o confrontará. Para vencer é preciso coragem, que só o Espírito Santo pode conceder, e muito apego a Cristo Jesus.
 Como retornar ao milagre do verdadeiro amor?
 a. Considere com cuidado os seis passos iniciais, a seguir:
1.  Faça um novo concerto com Deus;
2. Dedique-se a consagrar sua vida fazendo uma reforma em seus hábitos, cuidando do que você vê, ouve e come;
3.  Ore e jejue pelo seu cônjuge e ore também com ele;
4.  Levante-se nas madrugadas para clamar pelo batismo do Espírito Santo e ler a Palavra de Deus;
5.  Não imagine que o amor retornará da noite para o dia, porque não foi assim que ele desapareceu, ou seja, não tenha ansiedade, viva um dia de cada vez;
6.  Não desista de persistir e Deus realizará o milagre.
b. Dicas de atitudes pessoais para caminhar em direção ao amor:
 1. Procure compreender o que é amor;
2. É preciso decidir se você aceita amar novamente;
3. Identifique mágoas e converse sobre elas com seu cônjuge;
4. Diminua urgentemente as críticas, o desprezo e o desrespeito;
5. Crie significados na vida em comum, não trate tudo como normal;
6. Realize rituais em casal, seja criativo;
7. Treinamento de afeição e admiração, procure observar as coisas boas;
8. Resolva o que tem solução;
9. Procure ajuda em terapia de casal;
10. Tenha cuidado com fantasias sobre outras pessoas;
11. Pergunte: quais necessidades suas não estão sendo supridas? Converse com o seu cônjuge sobre elas de maneira que ele se sinta informado e não criticado?
12. Pergunte também: quais necessidades do seu cônjuge você não tem suprido? O que pode levá-lo a não corresponder às suas?
Sinto-me privilegiado por ter testemunhado milagres de casais completamente fracassados no amor e que se permitiram viver o plano de resgate de Deus. Agora, encontram-se unidos, usufruindo da incrível e prazerosa experiência do amor. O que era aparentemente impossível, transformou-se em emocionante história de amor.
Acredite, negue-se a si mesmo e ouse em confiar em Deus. Viva o extraordinário passo da fé, por amor a Deus. E prepare-se para viver o que você ainda não conhece. Viva o verdadeiro amor.

Manasses Queiroz
Conselheiro Espiritual

Fonte:Novo Tempo

segunda-feira, 8 de março de 2010

Biorritmo e o Sétimo Dia

 A ciência está ampliando o conhecimento sobre biorritmos. Sabe-se que para várias funções orgânicas existe o que cientistas chamam de “Ritmo do Sétimo Dia”. Algo ocorre em nosso corpo em certas circunstâncias no sétimo dia do evento, seja uma cirurgia, transplante ou liberação de hormônios.
Dr. Halberg do Laboratório de Cronobiologia da Universidade de Minesota, nos Estados Unidos, é um líder na pesquisa de biorritmo naquele país. Em colaboração com outros cientistas de várias nações ele documentou o Ritmo do Sétimo-Dia no ser humano (Halberg F., and E. Halberg. Conceptualization and Validation of a Circaseptenary Clinospectral System. Abstracts, Second International Conference on Immunopharmacology, Sheraton Park, Washington, D.C., July 5-10, 1982, 340-341).
Monitoraram os batimentos cardíacos de um homem durantes vários meses enquanto ele permanecia em um ambiente totalmente isolado com todas as condições controladas e nada do mundo exterior poderia interferir com seus ritmos internos corporais. Quando os dados foram analisados, seu coração mostrou claramente um Ritmo do Sétimo Dia (McCluskey, E.S. Light-Dark Cycle Entrainment of Circadian Rhythms in Man. The Biologist 65:17-23, 1983).
Usando-se poderosos métodos de computadores, um grupo de cientistas analisou cuidadosamente modelos de produção de hormônios esteróides coletados da urina de um homem saudável durante um período de 15 anos. Os resultados das análises hormonais mostraram que a excreção desses hormônios também ocorria num Ritmo do Sétimo Dia (Halberg, F., M. Engeli, C. Hamburger, et al. Spectral Resolution of Low-Frequency, Small-Amplitude Rhythms in Excreted 17-Ketosteroids; Probably Androgen-inducced Circaseptan Desynchronization. Acta Endocrinológica. Suppl. 103:5-53, 1965).
Outro grupo de pesquisadores estudou mais do que 70 homens jovens que tiveram um ou mais dentes molares extraídos. Cada dia após a cirurgia, suas faces e maxilares foram medidos cuidadosamente. É de se supor que o edema (inchação) na face diminuiria nos próximos dias após a cirurgia para a extração dos dentes. Mas isso não ocorreu. Verificou-se a presença de um Ritmo do Sétimo Dia quanto à inchação local (Pollman, L. and G. Hildebrandt. Long-Term Control of Swelling After Maxillo-Facial Surgery: A Study of Circaseptan Reactive Periodicity. Inter. J. Chronobiology, 8:105-114, 1982).
Observou-se também que em várias cirurgias de transplante de rim ocorre este ritmo de sete dias, já que se verificou que a rejeição ocorria após sete dias da operação (De Vecchi, A., F.Halberg, R.B. Sothern, et al. Circaseptan Rhythmic Aspects of Rejection in Treated Patients with Kidney Transplants. Inter. J. Chronobiology, 5:432, 1978).
Esse tipo de biorritmo é chamado de “circaseptano”, também encontrado em macacos, cachorros, ratos e outros organismos. Isso parece revelar que o Ritmo do Sétimo Dia é um mecanismo normal existente na fisiologia de organismos vivos.
Alguns cronobiologistas crêem que esse tipo de biorritmo – o do sétimo dia – pode revelar que os organismos precisam de uma certa pausa como um estímulo para seguirem vivendo.
Durante a Revolução Francesa (1789-1799), cientistas seculares tentaram revolucionar a semana de sete dias, instituindo uma semana de dez dias. Foi um caos. O matemático e senador La Place teve um papel importante em restaurar o modelo anterior dos sete dias na semana. Simplesmente não funcionou!
Na Bíblia, em Gênesis capítulo 2, versículos 1 a 3, está escrito: “Assim os céus, a
terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.”
E Moisés, pioneiro em medicina preventiva e melhoras sociais, escreveu: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou” (Êxodo 20:8-11). Aliás, este é o quarto mandamento da Lei de Deus. O único que descreve quem é o Deus dos outros nove mandamentos.
Que paralelo fantástico entre as Escrituras Sagradas e a moderna ciência! Sabemos hoje que um dos componentes para redução do estresse é o descanso semanal, a ênfase na importância da dimensão espiritual do ser humano e as práticas naturais de saúde. Jesus foi totalmente científico quando disse: “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2:27). Ele falava desse biorritmo há 2 mil anos, e do amor de Deus em preparar um dia de descanso, de reflexão, de serviço espiritual especial e de culto ao Criador dos céus e da Terra.
(Bernell Baldwin, Ph.D., professor de neuro-fisiologia e fisiologia aplicada no Wildwood Lifestyle Center and Hospital, pesquisador e articulista do The Journal of Health and Healing. (www.wildwoodlsc.org)

Fonte: Sábado ou Criacionismo

Cronograma de Atividades 2010

Mês de Novembro


05 á 07-Calebecamp
07 -Domingo - Casa Aberta - Natal
12 á 14 -Retiro do Ministério da Mulher
20- Sábado - Seminário I Para Novos Conversos - Distrital - Jornada Espiritual  - Distrital                           
26/NOV á 05/DEZ - Colheita da Esperança                                     

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Adventistas e Muçulmanos:Cinco Convicções

Há três anos, o pastor Jan Paulsen, presidente da Associação Geral, pediu que eu trabalhasse no desenvolvimento das relações inter-religiosas com líderes das grandes religiões do mundo. Uma vez que os adventistas são dezessete milhões em mais de duzentos países, isso faz sentido – e, realmente, é isso que nossa missão requer − que nos esforcemos para compreender a fé de outros povos, para que possamos compartilhar com eles os nossos valores e a esperança no retorno de Jesus.

Durante esses três anos, tenho me concentrado em fazer contatos com líderes muçulmanos. Lenta, mas regularmente, várias convicções criaram raízes profundas em minha mente.
  Construindo Blocos 
Primeiro, o Senhor está preparando o mundo muçulmano para Sua segunda vinda.   Há alguns meses, recebi uma mensagem totalmente fora do meu quadro de referência: um xeique, líder espiritual de muitos milhares de muçulmanos em vários países, afirmou que Deus havia lhe dado uma visão sobre os adventistas. Ele fez contatos com alguns adventistas leigos e agora estava pedindo para se encontrar com líderes da Associação Geral. O que o levou a fazer tal pedido?
Após me consultar com o pastor Paulsen e outras pessoas, foi decidido que alguns de nós, da sede mundial, deveríamos atendê-lo, esperando entrar em sérias discussões, se eles permitissem. Para me preparar para tal encontro, fiz uma viagem para conhecer o xeique. As nove horas gastas com ele, ao longo de dois dias, foram, para dizer o mínimo, memoráveis.
Logo no início do período que passamos juntos, o xeique me convidou para ir à sua casa. Desde o primeiro momento, estabelecemos um relacionamento bom e amigável. Estando nós dois, apenas, sentados em sua sala, quase que imediatamente ele fez uma pergunta a queima-roupa: �
Muslims quickly size up a person.  If they find that he or she is honest and genuine, the respond in kind.
“− Você acredita na segunda vinda de Jesus?
− Sim − respondi.
  – Quando Ele virá?    – Em breve.   “– Mas quão breve?    “– Em breve. Nós, adventistas, não marcamos data para a Segunda Vinda, mas cremos que será em breve.   − Você acha que Jesus voltará neste século?   − Eu não sei. Pode ser que Jesus volte muito antes do que muita gente, inclusive os adventistas, espera.    − Eu creio que Jesus voltará neste século − disse ele. − Nos escritos sagrados, encontro uma série de sinais que indicam quando Ele voltará, e quase todos os sinais já se cumpriram.   Conversamos, por duas horas, sobre o retorno de Jesus. Ali estava alguém que, não apenas cria na Segunda Vinda, mas cria apaixonadamente. Na visão do xeique, o mundo de hoje é uma terrível confusão que se agrava a cada dia; somente o retorno de Jesus pode consertar as coisas. .   No dia seguinte, o xeique e eu nos encontramos para considerar que assuntos deveriam ser a base da discussão com o grupo maior. Quase imediatamente concordamos na Segunda Vinda. Decidimos solicitar aos dois lados que preparassem pequenas dissertações sobre o tema geral da volta de Jesus, sobre os sinais da Segunda Vinda e sobre o anticristo. Então, chegou o momento pelo qual eu estava esperando.�
− Senhor − perguntei −, é verdade que o senhor recebeu uma visão sobre os Adventistas do Sétimo Dia?
− Não apenas uma, mas três – foi sua resposta. – As três continham a mesma mensagem: os Adventistas do Sétimo Dia são o verdadeiro Povo do Livro (um termo do Corão, designando os seguidores de Alá, que não são muçulmanos). Os Adventistas já são o povo de Deus, por isso, não tente convertê-los. Ao contrário, trabalhe com eles.
Algumas semanas mais tarde, foi convocada a reunião com o grupo maior. Mais uma vez o xeique abriu as portas de sua casa para o início do período em que estaríamos juntos. A hospitalidade e a simpatia foram insuperáveis enquanto participávamos de um generoso banquete. Quando começamos a apresentação dos trabalhos que havíamos preparado, o nível de interesse foi intenso; os muçulmanos absorviam cada palavra de seus convidados adventistas. A avidez e a expectativa foram palpáveis naquela noite e no dia seguinte.
Vários meses se passaram desde que nos reunimos com os muçulmanos. Ainda estou processando aquele evento, tentando descobrir o seu significado e o que o Senhor tem em mente para a Sua igreja. Foi um acontecimento extraordinário. A avidez para aprender mais e a fervorosa crença de que Jesus voltará em breve despertaram em mim o desejo de encontrar tal espírito entre meus irmãos e irmãs adventistas.
Sim, há importantes diferenças de compreensão a respeito do retorno de Jesus. O básico, porém, o fato essencial, permanece: um grande número de muçulmanos aguarda a volta de Jesus, e para breve.
O Que Temos em Comum
Passo agora para uma segunda convicção: os adventistas do sétimo dia estão excepcionalmente bem posicionados para levar o evangelho aos muçulmanos.   Os adventistas têm as seguintes vantagens sobre outros cristãos para levar as boas novas aos muçulmanos:   O lugar das Escrituras. Baseamos nossas práticas e crenças na Bíblia e na Bíblia somente. Essa devoção e lealdade à Palavra revelada impressionam os muçulmanos, que creem que o Corão é a revelação de Deus.   Estilo de Vida. Nossa abstinência de carne de porco e álcool é uma boa surpresa para os muçulmanos que não estão acostumados a associar os cristãos a essas práticas. Isso significa que cristãos e muçulmanos podem participar de uma refeição juntos, sem apreensões – fator importante para se estabelecer as bases de um relacionamento. Além dessas práticas, a ênfase adventista na simplicidade e modéstia soa sincera aos muçulmanos, cuja religião é praticada nas 24 horas dos 7 dias da semana.
Preocupação com os últimos dias. O assunto do juízo final, a segunda vinda de Jesus e a ressurreição desempenham um papel importante no pensamento islâmico. Para muçulmanos sérios, toda 
a vida é vivida em função do julgamento final. Seus ensinos diferem 
dos nossos em importantes aspectos, mas o pensamento Central é comum e apresenta-se como oportunidade para que os adventistas ofereçam uma instrução esclarecedora de sua compreensão.
O sábado. O Corão menciona o sábado e sob um aspecto positivo; ele não menciona o primeiro dia da semana como o dia de culto. Nossa observância do sábado, estampada em nosso próprio nome, nos distingue como obedientes à revelação divina.   Conflito cósmico. Os muçulmanos compreendem que os acontecimentos na Terra têm como pano de fundo uma luta cósmica entre o bem e o mal, em que Lúcifer, Satanás e os seres caídos desempenham papel importante.   Esse quadro geral tem paralelos óbvios, associado a diferenças importantes, como a compreensão adventista do grande conflito entre Cristo e Satanás.  A Criação. Tanto muçulmanos como adventistas creem na doutrina da criação e rejeitam a teoria da evolução.
Saúde. Os muçulmanos têm muito interesse na saúde e no estilo de vida saudável. Os adventistas e muçulmanos facilmente fazem parceria para melhorar a qualidade de vida. No Oriente Médio, os adventistas administram uma série de hospitais e clínicas em países muçulmanos, e o Centro Médico da Universidade de Loma Linda tem parceria contínua com o Reino da Arábia Saudita e com o Afeganistão.
Relação com Israel. O fato de que, como igreja, os adventistas se recusam a se identificar com qualquer lobby geopolítico é uma enorme vantagem para o mundo muçulmano. Não fazemos parte do lobby pró-Israel: cremos na justiça para todos os povos, inclusive para israelitas e palestinos.
Um movimento de reforma. Compreendemos que nossa mensagem não é nova, mas um retorno aos ensinos da Bíblia. Estamos completando a reforma parcial iniciada por Lutero, Calvino e muitos fiéis do passado. Os muçulmanos também se consideram parte de uma obra de reforma.
Essas novas características adventistas nos colocam em uma posição única para estabelecer contato com os muçulmanos em todos os níveis e para avançar a divina missão a nós confiada. Não somos, porém, muito conhecidos no mundo muçulmano; na verdade, não somos nada conhecidos. Quando muçulmanos ouvem sobre os cristãos, pensam imediatamente em homens e mulheres consumidores de carne de porco, de álcool, de vida sem princípios e que são a favor de Israel.
Talvez nosso maior desafio em relação aos muçulmanos é ensiná-los sobre quem somos e o que defendemos. Quando isso for feito, a atitude mudará de descrença para admiração, apreciação e aceitação calorosa.
Quando me encontro com líderes muçulmanos, enfatizo o fato de que prefiro ser identificado como adventista em vez de cristão. Para os muçulmanos, o nome “cristão” leva em si associações negativas, associações que não caracterizam um adventista do sétimo dia. Por isso, prefiro evitá-las. E “adventista” sintetiza bem a identidade de quem somos, de nossa esperança no retorno de Jesus e a consciência do divino chamado para levar essa mensagem ao mundo.
Papel da Profecia
A terceira convicção resulta diretamente da segunda convicção: a profecia pode ser uma abordagem útil para despertar o interesse dos muçulmanos.    Esse tem sido o caso com o xeique e seus colegas. Embora o primeiro contato com os muçulmanos tenha vindo por intermédio de um ato espontâneo de bondade de um membro leigo adventista, o interesse subsequente veio por um indivíduo com o qual foram compartilhadas as profecias bíblicas, primeiro no lar de um muçulmano ajudado por ele e, posteriormente, a convite do xeique, na mesquita.
Na primeira noite na mesquita, um adventista abordou uma importante profecia para o mundo todo, incluindo o islâmico. Ele explicou por que nós, adventistas do sétimo dia, temos uma compreensão que o resto do mundo não tem. Enquanto falava das profecias da Bíblia, naquela primeira noite, os muçulmanos responderam sem reservas. Nas apresentações seguintes, ele seguiu o caminho convencional, começando com Daniel 2, e mais tarde, abordando o livro do Apocalipse.
As profecias são importantes na conversa com os muçulmanos, pois dão credibilidade à Bíblia. Embora o Corão aponte para a Bíblia, o muçulmano tradicional defende que ele está corrompido e grande parte o ignora.
Cuidado com o Preconceito
Uma quarta convicção diz respeito a mudanças que precisam ocorrer entre os adventistas: embora o Senhor tenha confiado a nós uma mensagem e um estilo de vida que é bem atrativo aos muçulmanos, devemos nos submeter a uma renovação significativa em nossas atitudes e em nossa vida espiritual, se quisermos que o Senhor nos use como é Seu propósito.
Os muçulmanos sofrem preconceito generalizado no Ocidente. Inevitavelmente, os adventistas também são afetados pelos sentimentos expressos pela mídia de massa. Como resultado, pastores e membros, principalmente, não se preocupam em trabalhar com muçulmanos; além disso, as congregações adventistas não estão prontas para recebê-los em seu meio. De fato, alguns adventistas têm preparado livros e DVDs que pintam o Islã com traços fortemente negativos.   Entre os estereótipos negativos e mitos sobre os muçulmanos a que nosso povo está sujeito, estão os seguintes:   O islamismo é uma religião violenta e a maioria dos muçulmanos é, portanto, propensa à violência. O islamismo tem um componente de violência que também pode ser encontrado em outras religiões. Esse componente, entretanto, representa apenas uma pequena percentagem dos muçulmanos. O Instituto Gallup realizou uma pesquisa maciça entre os muçulmanos de todo o mundo e entrevistou cerca de trinta mil pessoas. Os resultados mostraram que noventa e três por cento dos muçulmanos rejeitam a violência.    “Alá” é o nome de uma divindade pagã. Esse mito é rapidamente desmentido pelo simples estudo da etimologia. “Alá” é simplesmente o termo árabe para Deus, e era tanto usado 
por cristãos árabes, antes de Maomé, como o é hoje. Porque 
o Islamismo nasceu entre os árabes e o Corão foi escrito 
em árabe, inevitavelmente o nome “Alá” foi adotado para designar Deus.   Por causa de suas altas taxas de natalidade, os muçulmanos, em breve, superarão os cristãos em número, se tornarão a religião majoritária em vários países da Europa. Um DVD, que tem circulado amplamente, assustou alguns adventistas que aceitaram suas ideias sem subsídio. De fato, o DVD mostra a invasão sem violência do Ocidente pelos muçulmanos, por meio de grandes famílias, dominando a cultura, em pouco tempo. Apesar da apresentação gráfica, o argumento é falho. São dados coletados ao acaso, com suposições não comprovadas e que ignoram as evidências contrárias à sua tese. 
Prontos para a Renovação
A convicção final é, talvez, a mais surpreendente de todas: o fato de levarmos a sério nossa missão entre os muçulmanos tem o potencial de renovar e reformar a Igreja Adventista.   IAinda estou impressionado com a paixão do xeique pela Segunda Vinda e pelo seu senso de iminência. Eu me pergunto: Será que Deus está enviando um chamado ao despertamento do Seu povo adventista? 
O evangelismo adventista entre os muçulmanos só acontecerá quando nos humilharmos, permitindo que o Senhor amoleça nosso coração e derrube nosso preconceito. O Senhor precisa colocar dentro de nós um profundo amor pelos muçulmanos e um desejo ardente de vê-los conosco na caminhada para o Céu. Ele precisa fazer com que nossas igrejas os aceitem calorosamente e de braços abertos. Só Ele pode fazer isso. Tais mudanças significam uma Igreja Adventista renovada e reformada.
  Minha experiência com os muçulmanos é pequena, mas já testemunhei o poder do amor. O encontro com o xeique, que progrediu num ritmo tão surpreendente, estava enraizado num gesto generoso de um adventista que refletia abertamente o amor e a boa vontade. Tenho observado que os muçulmanos analisam rapidamente uma pessoa, e se julgam que ele ou ela é genuinamente honesto, respondem com bondade.   Recentemente conheci uma empresária adventista que sente a responsabilidade de trabalhar com muçulmanos. Isso nem sempre foi assim; de fato, ela cresceu não gostando desse povo, mas o Senhor mudou seu coração. Ela confidenciou que antes usava muitas joias, mas quando começou a se relacionar com os muçulmanos, por causa da ênfase que dão à modéstia, sentiu que deveria tirar suas jóias e, mais tarde, abrir mão delas.   Essa, talvez, seja uma parábola do que pode acontecer em grande escala com os adventistas, ao se relacionar com os muçulmanos. 
William G. Johnsson é assistente do 
presidente da Associação Geral para as relações interdenominacioais.

Fonte: Novo Tempo

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Compromisso Com o Sábado

Deus, a igreja e a sociedade precisam de seu compromisso
Lendo a revista Exame do mês de julho de 2009, encontrei um artigo que me chamou muito a atenção. A matéria dessa revista que é importante referência no mundo dos negócios, trazia o título: “O sócio cristão de Elie Horn”. Como não é comum essa abordagem relacionando religião e negócios, olhei com atenção e fiquei impressionado com o conteúdo.
Denise Carvalho, autora do texto (29/7/2009, p. 52), apresenta uma sociedade criada entre os empresários Fábio Cury e Elie Horn. Ao descrevê-los e apresentar seus negócios, ela diz: “Entre os empresários de ascendência árabe residentes no Brasil, o engenheiro Fábio Cury é, provavelmente, um dos menos religiosos… Embora tenha sido batizado, feito a primeira comunhão e casado na igreja, Cury faz parte do grupo dos autodenominados ‘católicos não praticantes’… Como tantos brasileiros, ele só pisa numa igreja hoje para assistir a missas de sétimo dia, batizados e casamentos. Mas nos últimos dois anos Cury se tornou rigorosamente obediente a determinados preceitos religiosos – não aos dele, mas aos do empresário sírio de fé judaica Elie Horn, dono da Cyrela, a maior incorporadora e construtora do país. Desde que Horn se tornou seu sócio, em 2007, Cury fez algumas adaptações na maneira de conduzir sua empresa. A principal delas diz respeito ao sistema de vendas. Da tarde de sexta-feira ao pôr do sol do sábado, assim como acontece na própria Cyrela, nenhum negócio é fechado. Nesse período, todos os 124 funcionários de Cury são proibidos de assinar contratos e receber cheques, mesmo correndo o risco — por sinal, alto — de perder a venda. No mercado imobiliário, 40% dos negócios são fechados aos sábados. ‘Fiquei preocupado por achar que perderíamos negócios’, diz Cury. ‘Mas deu certo. Os clientes ficam impressionados com a postura de respeito à religião e assinam o contrato nos outros dias’.”
Apesar de terem outra base religiosa, esses dois empresários moldaram seus negócios pela guarda do sábado. Especialmente Elie Horn, um dos grandes empresários do ramo imobiliário no Brasil, não abre mão da guarda do sábado. Fico pensando que ainda existem muitos outros, que nem conhecemos, e que também têm profundo respeito pelo sábado. Que lição para nós!
O ano de 2010 será nossa grande oportunidade de colocar o sábado no lugar em que Deus quer que ele esteja. Será um ano marcado pela proclamação do sábado como “Um Dia de Esperança”. Queremos que nossa comunidade conheça o dia do Senhor e faça um compromisso com sua observância. Vamos trabalhar fortalecendo a guarda do sábado internamente, na vida de cada membro da igreja, envolvendo diferentes iniciativas e materiais. Ao mesmo tempo, no dia 15/05, queremos ter o exército de mais de dois milhões de adventistas na Divisão Sul-Americana saindo às ruas, durante o Impacto Esperança, para distribuir 30 milhões de revistas com uma visão positiva do sábado. Uma semana depois, no sábado 22/05, serão 500 mil “Lares de Esperança” abrindo suas portas para compartilhar com os amigos um DVD com uma mensagem apresentada pelo pastor Fernando Iglesias, seguida por um convite para assistir a uma série de vídeos especiais sobre o dia de sábado. Serão iniciativas fortes para aprofundar a compreensão sobre a santificação do sábado na igreja e na sociedade, levando cada membro a guardá-lo e proclamá-lo.
Você já parou para pensar quantos guardadores do sábado ou corações sinceros vamos encontrar, entre cultos e incultos, ricos e pobres, pessoas aparentemente insensíveis ou mais abertas, cristãos ou não cristãos? Estamos dispostos a manter, a qualquer preço, o compromisso com a guarda do sábado? A abrir mão de privilégios, ou mesmo aparentes necessidades, para ser fiéis ao “dia do Senhor” (Ap 1:10)?
Quero desafiar você a guardar e proclamar o dia de sábado. Esse é o tempo em que precisamos renovar, de maneira profunda, nosso compromisso com sua observância. É o momento de abandonar hábitos, concessões, desculpas, interesses e tudo que possa estar enfraquecendo o sinal de Deus (Ez 20:20) em sua vida. Por outro lado, “A mensagem do terceiro anjo requer a apresentação do sábado do quarto mandamento, e esta verdade tem de ser levada perante o mundo…” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 383). Precisamos nos unir e torná-la mais conhecida.
O pastor Erton Kohler escreve mensalmente para a Revista Adventista, periódico mensal publicado pela Casa Publicadora Brasileira.

Fonte : Novo Tempo