sábado, 19 de junho de 2010

Conferência Geral - Acompanhe

 Cobertura da Assembléia Mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Atlanta - EUA - de 23 de Junho a 3 de Julho de 2010.





Fonte: Portal Adventista

sexta-feira, 11 de junho de 2010

700 adolescentes renovam esperança cristã em acampamento

Campinas, SP... [ASN] Qual a verdadeira motivação para estar no Céu? Neste caso, o Céu, como morada dos salvos em Cristo, que passarão a eternidade com Ele, como a Bíblia descreve. Tocar harpas, vestir roupas brancas e uma coroa, é a cena pintada desde a infância de gerações na Igreja Adventista. É fácil compreender que este não é um ambiente atrativo para adolescentes que vivem no mundo das cores, dos sons, das fortes emoções e sensações. Mudar esta visão e falar do Céu como o melhor lugar para estar e como fazer chegar lá foi a tônica do Adolecamp 2010, com o tema Sublime Esperança.
Este acampamento é o evento anual para adolescentes da região central do estado de São Paulo. Ao longo dos anos, por sua repercussão e fortalecimento entre este grupo diferenciado de adventistas, versões do Adolecamp espalharam-se por todo o Brasil. Os 700 adolescentes da Apac (Associação Paulista Central) se reuniram na sede de acampamento adventista de Analândia entre os dias 3 e 6 de junho.
Para falar aos adolescentes, um time grande de pastores jovens, professores e convidados especiais foi convocado. A programação é totalmente adaptada a esta faixa etária, com recursos audiovisuais, muita música, momentos de recreação, temáticas e linguagem própria para a idade. Entre os convidados, estava o “adolepastor” Luis Gonçalves, evangelista da Igreja Adventista na América do Sul. Entusiasta do Adolecamp, Gonçalves passou algumas horas no evento para falar especialmente ao grupo sobre os sinais da volta de Jesus. “Esta deve ser a sublime esperança destes adolescentes”, afirma.
Criar gosto pelas coisas do Céu, seguir preceitos Bíblicos estritos há milhares de anos. O que faz essa garotada buscar a Deus, enquanto há tantos atrativos e formas de felicidade oferecidos no mundo atualmente? A psicóloga Rosana Alves, que presta atendimento e acompanha o Adolecamp há três anos explica: “Esta é uma fase em que eles estão procurando um referencial do que é certo e do que é errado. Estão procurando o que querem ser e o que desejam no futuro”.
Ao longo dos anos, o Adolecamp tem se firmado como um evento de reconsagração e renovação da fé entre centenas de jovens seguidores de Cristo. “É um grupo que já sabe o que é o Adolecamp, são interessados e comprometidos. Eles vêm buscar aqui um encontro com Deus”, destaca a professora Elange Ferreira, coordenadora do evento e líder do Ministério da Criança e do Adolescente na Apac. “Eles esperam este evento todos os anos”, completa a professora Irene Lisboa, assistente do departamento. “Ver o brilho dos olhos deles ao aceitar os diferentes apelos me surpreendeu. A gente vê que não é uma decisão vazia, são tomadas com convicção”, comenta Tassiana Massarenti, secretária do departamento em sua primeira participação no evento. “Como eles saem daqui é o grande diferencial do Adolecamp. Para sair, algumas decisões precisam ser tomadas”, define um dos pastores participante, Delmar Reis. [Equipe ASN - Ana Paula Ramos] 

Fonte:Portal Adventista

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Perigos Espirituais

Ave Maria, uma das mais antigas e a mais popular das orações cristãs, tem sido parte da liturgia católica desde o século XV, recitada como parte do rosário. Incorporada a melodias, ela aparece em várias versões. As composições de Franz Schubert e Charles Gounod são consideradas as mais populares. Se alguma vez você já as ouviu cantadas por Luciano Pavarotti (ou um pouco mais comovente – perdão pela irreverência— por Aaron Neville), então compreende quão cativantes são essas peças musicais. Elas me cativam toda vez que as ouço.
Não obstante os elementos bíblicos válidos da canção (com base em Lucas 1), o que temos ali é essencialmente uma oração a Maria, para muitos de nós disfarçada pela versão em latim. Será que eu me emocionaria com essa obra se a letra fosse simultaneamente traduzida enquanto a linda melodia chegasse aos meus ouvidos? Veja o que diz a letra:
“Santa Maria, Mãe de Deus,
rogai por nós pecadores,
agora e na hora de nossa morte. Amém.”
Se eu permitir que meu amor pela música ofusque o conteúdo inapropriado da letra, então será puro emocionalismo de minha parte. Orar pelos mortos é impróprio e não bíblico.
Desde seus primórdios, a Igreja Adventista do Sétimo Dia deu muita importância à teologia e à doutrina. Embora tenhamos sido zombados por isso e apesar de alguns adventistas terem involuntariamente tornado a doutrina e a teologia repugnantes, seria um erro terrível abandonar essa postura histórica. E nenhuma das doutrinas que defendemos é mais duramente rejeitada do que a questão do que acontece às pessoas quando morrem.
Onda de Livros
Certo professor, em uma de nossas universidades, entrou em contato comigo no início de 2009, perguntando se eu ouvira falar sobre “o fenomenal best-seller cristão … A Cabana.”1 Os professores da classe de Escola Sabatina, disse ele, haviam usado esse livro em lugar da lição no trimestre anterior e ele disse ter ouvido que outras igrejas adventistas também o “introduziram para discussão na Escola Sabatina e outros usos”. Desde aquele dia, tenho ouvido que outras instituições adventistas estão recomendando o livro para os alunos e até (em um dos casos) distribuindo exemplares nos dormitórios e convidando o autor para entrevistas e palestras para alunos e funcionários.
A ficção tem recebido críticas elogiosas de alguns periódicos. Em um anúncio no site do livro na Internet, Eugene Peterson descreve A Cabana como tendo o “potencial de fazer por nossa geração o que O Peregrino, de John Bunyan, fez pela sua”.2
E qual é o assunto do livro?
Um resumo do enredo aparece na contracapa do livro: “Missy, a filha mais nova de Mackenzie Allen Philips, foi raptada durante as férias da família e encontrada morta e abandonada numa cabana no deserto do Óregon, com evidências de que tenha sido brutalmente assassinada. Quatro anos depois, no meio de sua grande tristeza, Mack recebe um bilhete suspeito, aparentemente vindo de Deus, convidando-o a voltar à cabana para um fim de semana. Contra o melhor de seu bom-senso, ele chega à cabana numa tarde de inverno e volta ao seu mais terrível pesadelo. O que ele encontra ali muda seu mundo para sempre.”
Uma coisa que nunca devemos fazer é subestimar o poder da ficção. E o que temos nesse livro é ficção com uma agenda – agenda teológica. Na cabana isolada, Mack encontra os três membros da Divindade e descobre que tudo em Deus envolve “relacionamentos”, uma palavra bem popular nos círculos cristãos hoje em dia. (Aconteceu de eu estar estudando o livro de Jeremias enquanto lia o livro e não pude deixar de observar o imenso contraste entre o Deus de A Cabana e o Deus de Jeremias. Casualmente, encontramos ali um Deus de convívio, que precisa do seu café da manhã e vai em busca de bebidas alcoólicas.)
Filhas Mortas Estão Voltando
A coisa mais importante que acontece na cabana é que Mack, mais tarde, é colocado em contato com (você adivinhou) Missy, que agora está em segurança (adivinhou novamente) no Céu. Ela lhe traz conforto, oferece pistas sobre o assassino e lhe garante que ele não é culpado por sua morte. Toda a narrativa é um sonho envolvido por torpor dentro de um trabalho de ficção. Tudo é fluido, exotérico, místico. Mas algo claramente aceito é que os mortos podem se comunicar conosco.
Esse é um assunto que tem saturado a cultura contemporânea, como observou o crítico de cinema do Los Angeles Times, Bob Mondello, em recente declaração na Rádio Pública Nacional.3 Falando sobre o recente filme, Mondello observou: “Filhas mortas voltam como fantasmas para ajudar os pais.” No filme The Lovely Bones, “o fantasma de Susie Salmon … cuida de seu pai, guiando seus passos na direção do assassino”. No The Edge of Darkness, “a garotinha do papai, ao tentar sair do caminho perigoso, é morta à porta de entrada da casa dele e, em seguida, começa a falar com ele do além. “E no drama histórico A Criação, “a filha de Charles Darwin (Annie) falecida havia pouco tempo … aparece em seu escritório e o encoraja a terminar seu legendário livro A Origem das Espécies”.4
Sussuros de Fantasmas, série da Televisão CBS, americana, que estreou em setembro de 2005, é apenas mais um de uma série de outras na mesma linha. E o enredo segue a vida de Melinda Gordon (Jennifer Love Hewitt), que é capaz de “se comunicar com espíritos presos ou fantasmas que se agarram à vida, porque eles têm questões não resolvidas em nosso mundo”.5
Perigo
TheA questão mais controversa para os evangelistas adventistas não é defender o sábado, mas o estado dos mortos. As pessoas querem acreditar que seus entes queridos que partiram foram para o Céu e estão “olhando para baixo”, para eles, e são capazes de enviar sinais e mensagens. Qualquer ensino contrário, enfrenta dura resistência.
O preeminente estudioso do Novo Testamento, o falecido Oscar Cullmann, disse que algumas das piores cartas que recebeu em toda a sua carreira vieram em reação a um pequeno ensaio no qual argumentava a conjectura bíblica da ressurreição dos mortos contra o conceito grego da imortalidade da alma. Uma mulher francesa escreveu-lhe: “O povo francês, morrendo por falta do pão da vida, tem recebido, em vez de pão, pedras, senão serpentes.”6 Numa cerimônia fúnebre, repleta de celebridades na Catedral Nacional de Washington, pouco depois do “11 de Setembro”, Billy Graham, cujas palavras seriam, noutras circunstâncias, um excelente sermão, afirmou aos ouvintes que “muitas das pessoas que morreram na semana passada estão no Céu agora”.7
Seja por meio da ficção ou (supostamente) narrativas da vida real (como em um programa religioso que ouvi recentemente no rádio, em que as pessoas se reúnem, como em sessão espírita, para invocar a aparição de Maria), há muita “mensagem subliminar” aí fora, numa abordagem sutil, compreendida por todo anunciante.
É importante não reagirmos 
exageradamente a cada incidente que ocorre na sociedade, mas a confusão sobre o que acontece quando morremos não é uma questão irrelevante. Pode servir como trampolim para o espiritualismo, uma evolução perigosa prevista para desempenhar papel decisivo na crise final. Olhando através dos séculos para nosso tempo, João viu: “Então, vi sair da boca do dragão, … da besta e … do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs.” Eles são, disse ele, “espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso” (Ap 16:13, 14).
Como adventistas, temos uma missão especial. Às vezes, por ingenuidade, ou por complexo de inferioridade, podemos danificar nossa “marca”. Acho que sempre serei cativado pela música da Ave Maria, mas recomendar e endossar essa peça para outras pessoas seria errado. Posso me impressionar com o brilhantismo literário de A Cabana, identificar-me emocionalmente com a tragédia que levou William Young a escrever a obra, e até indicar para meus alunos como leitura acadêmica. Mas usá-la como substituto da Lição da Escola Sabatina ou endossá-la para os alunos adventistas, seria ir muito longe. Em virtude de questões bíblicas envolvidas e o poder sobrenatural da ficção, seria tão irresponsável quanto apresentá-los a Ouija Boards e às cartas de tarô.
Indo aos extremos, para muitos, esse trabalho, embora bem intencionado, pode muito bem servir como uma incursão ao ocultismo.
1Wm. Paul Young, A Cabana (Editora Extante, 2008).
2 http://theshackbook.com.
3 “Daughters, daughters everywhere… “ NPR, 29 de janeiro de 2010. www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=123122932&sc=emaf.
4 Ibid.
5 www.cbs.com/primetime/ghost_whisperer/about.
6 Oscar Cullmann in Krister Stendahl, ed., Immortality and Resurrection (New York: Macmillan Co., 1965), p. 47.
7 www.americanrhetoric.com/speeches/billygraham911memorial.htm.
Roy Adams é editor associado da Adventist World.

Fonte:Novo Tempo

Deus e Esportes

“Deus se preocupa com um jogo de futebol? É claro que sim. Ele ama tanto as pessoas que  se preocupa com tudo e qualquer coisa que elas façam.” — Kurt Warner,  arremessador MVP do St. Louis Rams1
“Futebol e religião não caminham juntos.”  — John Riggins, ex- MVP voltando do New York Jets e Washington Redskins2
odemos dizer com autoridade espiritual (e parafraseando)  que “ninguém pode servir a dois senhores : ou ele odiará um, e amará o outro, ou ele será devoto a um e desprezará o outro. Você não pode servir a Deus e aos esportes” (veja Mateus 6:24)?
Os frutos do Espírito—amor, alegria, paz, paciência, generosidade, bondade, fidelidade, gentileza e domínio próprio—ajusta-se com saques, batidas, mergulhos e  golpes?
O que pensamos quando  destacados Cristãos  parecem ser altamente conhecidos como fãs de esportes? “Vocês não sabem que numa corrida todos os corredores correm” (1 Cor. 9:24, NIV) e “correm . . . pelo prêmio” (verso 24, NIV) e “treinamento físico é de algum valor” (1 Tim. 4:8, NIV) e “atletas exercitam-se” (1 Cor. 9:25, NRSV)? Posso me alegrar com Jesus Cristo no Sábado e condescender com jogos no Domingo?
Tenho ouvido proponentes e oponentes dos esportes ao longo dos anos. Muitos vivem em função dos campeonatos estaduais, nacionais e internacionais; ou eles simplesmente desejam que a temporada nunca termine. Outros (que não tem a mínima idéia  sobre o que a última sentença significa) não se preocupam com isso. E alguns acreditam completamente que esporte competitivo é pecado. Não importa qual a perspectiva de alguém sobre este vasto e contínuo assunto,  acabei ouvindo  três “verdades” gerais sobre esportes de acordo com quase todos. Vamos examina-las.
1. Esportes entretêm a mente de questões mais importantes.
Poucos descordariam com esta “verdade.” Os amantes dos esportes discordam, “Os esportes ajudam-me a manter minha mente livre do stress da vida. Eles são uma boa maneira para me relaxar, divertir, recrear e  para equilibrar os desafios difíceis de uma vida cheia de atividades.” O crítico de esportes competitivos opõe-se, “Sim, esportes tiram sua mente de importantes questões da vida. Os esportes distraem homens e mulheres de lidarem com os importantes assuntos espirituais e relacionais para o qual Deus nos chama para prestar atenção de perto e continuamente.” A menos que você esteja no negócio dos esportes, está bastante claro que esportes tiram sua mente de problemas mais importantes—trabalho, pagar contas, religião, relacionamentos e assim por diante…
Primeiro, para o argumento dos amantes de esportes, recreação e diversão: é claro que Jesus nunca planejou que homens e mulheres estivessem em constante e incessante atividade. Ele disse aos seus discípulos, “Venham … e descansem por enquanto” (Marcos 6:31, NRSV); e “Vamos examinar o outro lado do lago” (Lucas 8:22, NIV). O que me impressiona sobre Jesus é sua diminuição de esforços de trabalho e ministério. Ele limitou seu trabalho para apenas 12 discípulos e poucos amigos íntimos. Ele focalizou seu trabalho apenas sobre o povo Judeu, enquanto havia um mundo inteiro de nações para salvar. Ele tomou tempo para comer e brincar com crianças. Aqueles que seguiram a Jesus descobriram o que C. S. Lewis reconheceu em sua famosa observação “Alegria é o negócio sério do Céu.”
Algumas de minhas memórias mais afetuosas são de assistir jogos de futebol com meus irmãos, chamando meu pai à meia-noite no colégio no nono turno para celebrar uns bravos de vitória juntos. Sobrevivi ao alívio do stress  com o basquetebol na faculdade, ensino secundário, e pós-graduação. Jogar tênis com meu amigo David, agora  me mantém em forma.
É difícil acreditar que Jesus rejeitaria completamente a alegria de participantes e espectadores de esportes. Cristãos que sentem a falta do valor e a ordem de Jesus não tão subjetiva “Divirtam-se!”,  são freqüentemente pessoas que não se parecem com o Deus brincalhão a quem servimos.
Por outro lado, os esportes podem ser uma distração excessivamente evasiva. Aqui os críticos fazem uma observação importante. Quando a ESPN é uma rede de programação 24 horas em seu lar, alguma coisa está errada. Deveríamos nos preocupar com cristãos que reclamam do trabalho e de um cansaço tão grande que não podem servir o pobre, freqüentar reuniões de oração, adorar regularmente no fim de semana, ou gastar tempo com a esposa, pais, filhos, ou amigos – enquanto isso assistem, falam, freqüentam, e lêem sobre esportes todo o tempo. Deveríamos nos preocupar quando um seguidor de Cristo é uma verdadeira enciclopédia atlética, mas não sabe  explicar o ensino de Cristo no sermão da montanha. Deveríamos nos preocupar quando os  discípulos dos esportes não estão totalmente engajados na vida abundante que Deus tem em mente para eles. Deveríamos nos preocupar se isso nos descreve.
Recompilação de documentos orientadores pelo Centro E.G.White da Univ. Adv. Del Plata – Espanhol
* Recreação e Diversão.
* Declaração por Artur L. White, secretario do Ellen G. White Estate.
* Compilação de escritos de E.G.W.
* Esportes em Instituições Educacionais Adventistas
Isto pode parecer meio fora-de-moda. . . , mas acredito que é verdade. Se a maioria dos  cristãos tomassem metade do tempo que eles gastam assistindo esportes na televisão e investissem na família, comunidade, serviço para a igreja, estudo bíblico, e oração, suas igrejas se tornariam lugares espiritualmente radicais. Imagine o que três horas de oração no Domingo à tarde fariam por um grupo de homens tementes a Deus (ainda mais se  deixassem os jogos das  quartas e feriados!). Imagine como se poderia revolucionar um casamento, se semanalmente, ao invés de assistir ao jogo houvesse um “namoro noturno” do casal. Imagine se o mês de campeonato  fosse usado como um mês de voluntariado intencional para os pobres. Tomando um investimento de grande tempo longe dos esportes e colocando-o em atividades cuja conta realmente seria extraordinária.
Saúde espiritual requer uma posição em algum lugar entre a abstinência e a obsessão. Diversão é uma boa coisa de tempos em tempos. Distração permanente é fatal. O escritor de Eclesiastes escreve, “Há  . . . um tempo para chorar e um tempo para rir” (Ecl. 3:1-4) e “Não seja justo em demasia” (Ecl. 7:16). Algumas vezes seriedade e trabalho são santos. Algumas vezes rir e brincar são santos. Santidade é equilíbrio.
2. Esportes são competitivos.
Os desportistas afirmam, “Os esportes ensinam-me como competir com energia e integridade no mundo real.” Os caluniadores dos esportes  opõe-se, “Esportes são competitivos demais e não têm lugar na mente ou coração de um cristão.” Destes, poucos discordariam: esportes são competitivos.
A história é contada sobre um treinador que arrastou  para fora  um de seus jovens jogadores de uma pequena liga durante o jogo. “Você entende o que é cooperação? O que é um time?” O pequeno garoto fez sinal com a cabeça que sabia. “Você entende que o problema é que se ganhamos será como um time? O pequeno garoto inclinou a cabeça afirmativamente. “Então,” o treinador continuou, “quando o árbitro apita ou você perde o lance, você não discute ou pragueja ou ataca o juiz. Você entende tudo isso?” Novamente o pequeno garoto inclinou-se. “Bom,” disse o técnico. “Agora vá lá e explique para sua mãe.
Alguma coisa está errada quando a pessoa “madura” é alguém incapaz de manter sua moderação. Alguma coisa está errada quando a “criança” tem uma melhor compreensão sobre jogo do que o então chamado adulto. A Bíblia indica que cristãos deveriam se tornar maduros para que possam  ajudar aos descrentes— os menos maduros— a entender a que uma verdadeira vida de adulto se  assemelha.
É desanimador na melhor das hipóteses e embarassador na pior assistir um cristão perder sua calma no campo. Um amigo que aludiu a esportes internos na Universidade de Andrews muitos anos atrás me contou que alguns dos estudantes do seminário que participaram tinham a pior das atitudes.  “Eles conheciam a lei de Deus, então eles obviamente acreditaram que eles conheciam as regras de basquetebol, as regras de futebol, e a regra do softball. Eles discutiam e se queixavam constantemente.” Tenho um amigo (e proeminente líder cristão) que perde sua calma toda vez que ele joga um esporte. Linguagem indecorosa, gritaria e conversa ralé são ocorrências regulares. Muitos Cristãos ganham ofensivamente e perdem amargamente. A competição tem uma maneira de apresentar cores verdadeiras das pessoas.
Há um problema, contudo, em rejeitar esportes totalmente porque eles são competitivos. Se rejeitarmos alguma coisa porque ela é competitiva, não fazemos muito. O Namoro é construído numa competição. O mercado de trabalho em qualquer carreira, incluindo a ministerial, é intensamente competitivo. A entrada no ensino secundário e universidades é competitiva. A Bolsa de valores é competitiva. Igrejas devem competir pela atenção e compromisso das pessoas. Conheço mulheres que não suportam a natureza competitiva dos esportes, mas  que  se comparam e  se contrastam com outras mulheres (principalmente através de fofoca) todo o tempo. Conheço homens que apresentam uma  linguagem agressiva contra a natureza competitiva de esportes e  que são cruéis no trabalho. (O capitalismo é por definição competitivo.) O paradigma da não-competição não funciona.3
A resposta correta, não importa qual o tipo de competição, é ser um bom esporte. Ganhar e perder são fatos da vida que não mudarão neste lado do céu. Ser um cristão maduro requer maturidade em vitória ou derrota. Ser um cristão maduro requer jogar dentro das regras e tratar os “oponentes” com respeito. Em esportes, maturidade é observar que é apenas um jogo. É chamar de injusto você próprio, celebrar o sucesso do outro time, jogando duro sem jogar sujo, contar um arremesso sem apontar a bola na face do seu oponente.
Os esportes podem nos ensinar muito sobre ganhar e perder. Os pais de times infantis que levam seus filhos para tomar sorvete juntos—ganhando ou perdendo—ensinam uma valiosa lição sobre prioridades. O adolescente que perde por causa de uma má advertência por um treinador, mas escolhe perder com graça, aprende uma lição valiosa sobre como lidar com injustiça na vida. Até mesmo o fã que torce por um time perdedor por décadas aprende um tipo de  lealdade que a torcida que muda de vencedor para vencedor, nunca sabe.
A posição espiritualmente responsável é a que conduz a competição com graça e integridade cristã. Fique longe de uma situação competitiva (incluindo esportes) se você não pode lidar com ela. Mas muito melhor, cresça em maturidade pessoal no lugar onde você pode lidar com responsabilidade competitiva. O segredo do fruto do Espírito é que ele aplica-se em cada situação.
3. Esportes ensinam comportamento.
Os proponentes dos esportes afirmam, “O esporte é uma grande maneira de aprender lições importantes e valores para a vida—até mesmo mais do que simplesmente ganhar e perder.” Os oponentes dos esportes dizem, “Esportes e personalidades esportivas influenciarão você de maneiras que manterão você longe de Deus e desencorajarão a vida moral.”
É fácil encontrar exemplos negativos no mundo do atletismo. Apenas leia estas manchetes americanas:
·        Eugene Robinson, jogador de futebol e conhecido Cristão, foi pego com uma prostituta na noite antes do Super Bowl.
·        Ray Lewis, jogador de futebol, envolvido em uma luta de faca que acabou em assassinato.
·        Charles Barkley, jogador de basquetebol, cospe em fãs.
·        Roberto Alomar, jogador de baseball, cospe num juiz.
·        Bill Romanaski, jogador de futebol, cospe em outro jogador.
·        Darryl Strawberry, jogador de baseball, preso por uso de droga.
·        Dennis Rodman, jogador de basquetebol, em que situação?
·        Marty McSorley, jogador de hóquei, sentenciado por tentativa de homicídio culposo por violentamente bater na cabeça de outro jogador com seu bastão.
·        Pete Rose, jogador de baseball, proibido formalmente do esporte pela vida inteira por apostar nele.
·        Bobby Knight, técnico de basquetebol, demitido por incontrolável raiva e insubordinação.
É também fácil de ver como a cultura dos esportes freqüentemente influencia os comportamentos destrutivos e pobres qualidades de caráter. O abuso do álcool, apostas e violência doméstica são problemas comuns associados com competição atlética. Agressão, raiva incontrolável, e um desejo de dominar um oponente são qualidades freqüentemente vistas em atletas e seus fãs. Freqüentemente existe uma sutil atitude que triunfa masculinidade sobre feminilidade. Quando a um jogador do sexo masculino é dito que ele “joga como uma mulher” ou ele é um “homem afeminado,” isto não apenas machuca o indivíduo mas também cria uma cultura que deprecia mulheres.
Mas enquanto atitudes negativas rodeiam o esporte, há também muitas grandes pessoas das quais aprender—e grandes lições que podem ser compiladas através do atletismo. Um exército de livros foi escrito por atletas que procuram usar sua influência profissional para o bem. O futebol de Reggie White, O baseball de Dave Dravecky, e o basquetebol de A. C. Green são três de muitos  exemplos americanos. O  movimento dos  “Promise Keepers, em alto grau, combinou uma atmosfera semelhante ao esporte com responsabilidade espiritual vivendo para ajudar a transformar a vida dos homens. Seu fundador, ex-treinador de futebol do ensino secundário Bill McCartney, abraça uma causa de ajuda a proeminentes atletas para comunicar-lhes a mensagem de Cristo. (No caso do Brasil existem os Atletas de Cristo e outras associações de esportistas que se unem para testemunhar e  pregar o evangelho). Não muito tempo atrás sentei em um restaurante em Atlanta, EUA,  e ouvi por acaso uma conversa espiritual de 90 minutos vinda de quatro homens sentados numa mesa próxima a mim. Quem guiou a discussão? Brett Butler, ex-jogador de baseball  da Major League e conhecido Cristão.
Além de figuras “positivas” de atletas, os esportes podem ensinar-nos como viver uma  vida melhor. O Ex-atleta profissional e ex-senador dos Estados Unidos, Bill Bradley afirma em seu Values of the Game que o basquetebol ensina “paixão,” “disciplina,” “altruísmo,” “submissão,” e “coragem,” entre outras qualidades importantes. Seu Time Present, Time Past conta-nos o valor que jogo de  basquetebol teve em seu desenvolvimento como homem.4
O esporte foi um grande professor em minha própria vida. Quatro anos de ginástica na faculdade me ensinaram trabalho duro, ir através da dor, o valor de uma equipe de trabalho, como me submeter a ordens, como dar ordens, e como  colocar-me em uma posição secundária pelo bem do time. O lema do nosso time “Qualquer que seja o prêmio” ilustrou um valor de compromisso que muitos de nós aprendemos de  numa maneira que nunca tínhamos conhecido antes.
A ponto central da maturidade espiritual é usar o julgamento e a sabedoria sobre como os esportes causarão impacto sobre nossos valores. Escolha uma atitude prudentemente. Você encontrará influências positivas e negativas nos esportes—assim como no governo, nos negócios,  nos círculos educacionais, e na igreja. Cada experiência na vida conduzirá você ou em direção a Deus ou para longe dEle. Nisto incluem-se os esportes. Permita que a alegria do esporte ensine a você ser uma pessoa melhor.
Finalmente, a melhor solução—e mais bíblica—é conectar Deus e os esportes. Faça a pergunta “Como Jesus agiria se Ele estivesse em meu lugar?” Pergunte “Como Jesus jogaria se Ele estivesse em meu lugar?”
Deus e esportes? Sim. Se Ele estiver no campo ou na quadra.
_________________________
1 Warner escreve sobre seu futebol e seu cristianismo em All Things Possible (Harper Collins, 2000).
2 Em entrevista de Riggins, em 10 de Outubro de 2000, com a rádio de Atlanta AM 790 ele comenta jogadores orando juntos seguindo o jogo.
3 Uma nota sobre o sistema escolar denominacional e esportes. Se Escolas Adventistas do Sétimo Dia   vão permitir ou não permitir competições atléticas com outras escolas, elas deveriam basear sua decisão em integridade racional. Excluir competições esportivas internas de uma universidade ou ensino secundário  porque elas são competitivas contém pouca integridade intelectual. Você exclui uma competição atlética com outras escolas se com o pretexto de que elas são competitivas, você deve também excluir esportes internos, namoro, escolas primárias, padrões de admissão,  professores, e prontamente dar seus estudantes para outras escolas (pois você está competindo com outras escolas por estudantes). Considerações financeiras, prioridades de calendário, ou a missão da escola se conduzem para longe das competições esportivas internas de uma universidade ou ensino secundário.
4 Values of the Game de 1998 está disponível em Aritsan Press. Time Present, Time Past é um livro de 1996 publicado pela Vintage Books. As citações são títulos de assuntos.

Fonte:Novo Tempo

Questão de Paixão

A cada quatro anos, em todo o planeta, há um fenômeno que é capaz de tomar conta das conversações diárias, da atenção de homens e mulheres por momentos específicos e gera até discussões acaloradas dos mais afoitos. Não se tratam das eleições para governantes federais, estaduais ou municipais e nem dos lançamentos de novas telenovelas. Estou falando da Copa do Mundo de Futebol. É diferente do futebol em geral que certamente é motivo de intermináveis debates familiares, principalmente por conta dos maridos que trocam a família pelos campeonatos regionais.
Mas por que é diferente? Porque Copa do Mundo é a reunião de seleções dos países e esta ideia antiga de campeonato é um enorme sucesso de audiência no planeta inteiro por conta de alguns fatores. Exponho ao menos dois. O primeiro é o de que Copa do Mundo reacende o nacionalismo, o orgulho das pessoas por seus países que, de alguma forma, estão ali representados em um campo com 11 jogadores titulares e outros reservas. Os milhares que não sabem nem as primeiras estrofes do hino do seu país miraculosamente estão ali, na frente de um televisor, balbuciando palavras inaudíveis enquanto os atletas colocam a mão no peito antes de um grande jogo de Copa. Mesmo quem não sabe a diferença entre um escanteio e um impedimento acaba com os olhos grudados em alguma partida. É um ímã sazonal que pega gente de todas as idades.
O segundo motivo é que futebol desperta nos seres humanos algo chamado paixão. É isso mesmo. Os torcedores e apreciadores do futebol são apaixonados pelo esporte e isso se torna mais fortalecido quando se aproxima o certame mundial. Coitado daquele que diz para o torcedor: “mas é só um joguinho, se perder não tem problema!”.
Para o apaixonado torcedor não é apenas mais um joguinho. É a COPA DO MUNDO. Sim, com letras garrafais mesmo, que podem ser lidas a qualquer distância. E se for da seleção brasileira, no nosso caso, então o jogo adquire um caráter quase sagrado. Qualquer outro evento, se não foi adiado, o será no horário do jogo. Até instituições públicas tratam de criar horários especiais para os jogos do Brasil. Escolas e outras repartições dão um jeito de “liberar” o pessoal na hora em que a bola rola. Futebol interfere na economia nacional, no cerne da família e até na religião. E aí está o motivo de uma reflexão da nossa parte. Até que ponto as pessoas têm paixão por suas crenças espirituais como demonstram pelo futebol? Na Bíblia, eu não encontro a palavra paixão com este sentido que quero enfatizar, mas localizei a palavra intrepidez. No capítulo 4 do livro de Atos dos Apóstolos, é dito que os discípulos atuavam com intrepidez ao pregarem sobre Jesus Cristo e Seus ensinos. Intrepidez tem relação com ousadia, com disposição firme, ou seja, não deixa de ser paixão. Os discípulos eram apaixonados pelo evangelho que pregavam e viviam na prática. Algo que eu vejo nos torcedores de futebol em véspera de Copa do Mundo. Gente com bandeiras, toucas, faixas, apitos, camisetas, enfim, toda uma preparação para os jogos que duram 90 minutos ou um pouco mais e entram para registros em almanaques esportivos. Uma só seleção vai erguer a taça e as comemorações serão feitas pelo país campeão durante alguns dias.
Belo exemplo para quem tem uma mensagem bíblica de salvação através da graça de Cristo e que pode, também, com bandeiras, faixas, camisetas e, principalmente, com toda a paixão (intrepidez) fazer algo que pode mudar a vida significativamente das pessoas ao redor. Não se limitará a uma menção em almanaque, mas vai ficar na memória de quem foi beneficiado com esta mensagem. Sabe qual é o paralelo que eu vejo entre futebol e pregação bíblica? Paixão. A diferença fundamental é que, na Copa do Mundo, só um grupo sai vitorioso. No caso da mensagem bíblica, todos saem ganhando. E um ganho de valor muito maior.
 Felipe Lemos
Jornalista – Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia

Fonte: Novo Tempo

O Jogo de Cartas

A nova ficha batismal que chegou às mãos dos pastores trás no item sobre o abandono de “diversões mundanas” que devem ser abandonadas pelos novos crentes o novo item “jogo de baralho”.
         Conheço cristãos que gostam de jogar baralho, há alguns anos atrás em um de nossos colégios em alguma grande cidade brasileira os alunos se reuniam em vários grupos formando círculos e jogavam cartas pelas calçadas, parecia uma febre.
         Um dos pais adventistas chegou a enviar uma carta anônima pedindo a correção, passado algum tempo um pastor se dirigiu ao diretor que de início parecia relutante em fazer a proibição ao jogo de baralho.
  •  Seria apenas um passatempo inocente ou uma invenção diabólica?
  • Seria o jogar cartas uma proibição divina?
  • A polêmica está estabelecida: as pessoas dizem: Será que quem joga qualquer modalidade de partida está fazendo uma obra de Satã?
  • Seria exagero dizer que ele vive nestas cartas e seus símbolos?
         A história das cartas de baralho envolve misticismo, mistério, ocultismo, vícios, falências pessoais e fortunas ganhas em um cassino ou casa de jogos.
  • O que se esconde em seus números e símbolos? E quem detém os segredos das cartas?

História Conforme a fabricante COPAG

         Pesquisei várias fontes, entre elas a fabricante COPAG resumiu bem as possibilidades das origens do baralho.
         “Jogos à parte, com o baralho a cigana prevê o futuro; o mágico faz seu espetáculo; o educador ensina; o psicólogo aplica testes. Há o Baralho de quarenta cartas, em que o valete é maior do que a dama, e o de 52 cartas, que é o tipo mais comum. Dados confirmados afirmam que três quartos da humanidade usam algum tipo de baralho, para algum fim. Mas afinal, como tudo isso começou? Pois bem, façam suas apostas.
         Para saber onde o baralho foi criado, escolha uma carta: o imperador chinês, o faraó egípcio, o xeique árabe ou o marajá indiano. Agora, para saber como ele chegou a Europa, tire mais uma carta entre outras três: o guerreiro sarraceno, os cruzados ou o aventureiro cigano. Muito bem! Pois fique sabendo que quaisquer que sejam as cartas tiradas, você acertou, pois o baralho surgiu com formas diferentes, em diferentes épocas e culturas. E acabou chegando à Europa também por mãos diferentes. Teria sido inventado na China, para agradar uma das namoradas do imperador Sehun-Ho, segundo velhos relatos chineses. Mas não há unanimidade sobre isto. O inglês T. F. Carter, no livro The Invention of Printing in China (A Invenção da Imprensa na China), publicado em 1925, faz referências aos jogos de cartas como sendo praticados já no ano de 969 para prever o futuro.
         Se, por um lado, não há consenso a respeito destas datas, por um outro lado não há muita dúvida sobre o passado religioso ou advinhatório das cartas. O antigo baralho indiano, por exemplo, tinha dez naipes, cada um representando uma das dez encarnações da entidade Vishnu. Essa ligação com o sobrenatural também fica clara quando surgem alguns dados históricos. Catherine P. Hargrave, que em 1930 publicou sua História do Jogo de Cartas, diz que no século XIV, os soldados sarracenos introduziram no sul da Itália um jogo de baralho chamado “naib”- que em hebreu quer dizer “feitiçaria”- e que pode também ter sido a origem da palavra “naipe” em português e espanhol.
         Religioso ou não, quando o baralho chegou à Europa entre os séculos XIII e XV, o prazer de jogar já existia. As apostas em jogos de dados (feitos em pedra ou osso) eram conhecidas em diversos países. O baralho vinha somar-se aos jogos anteriores, conquistando adeptos, certamente pelo fascínio que possui até hoje, somado ao quase infinito número de combinações matemáticas possíveis encontradas num prático maço de cartas, em tamanho de bolso.
         Do Oriente, fosse da China ou da Índia, chegaram à Europa os baralhos numerados e divididos em naipes. Sabe-se que eram 56 cartas com quatro figuras: o rei, a rainha, o cavaleiro e o pajem. As demais cartas eram numeradas de um a dez e os naipes já eram quatro, como nos baralhos de hoje, inspirados nos quatro naipes chineses, e não nos dez indianos…” Fonte: site: http://copag1.tempsite.ws/port/baralho_no_mundo.asp – acessado dia 17/04/2010.
DESENVOLVIMENTO EUROPEU
         Durante vários séculos a Europa, chamada de velho mundo, explorou através dos mares o planeta todo em busca de poder econômico, político e militar, foi ali que o jogo de cartas se adaptou e prosseguiu viagem para o resto do mundo.
         Como é o baralho, quais são símbolos?
         “O baralho é um conjunto de cartas que são utilizadas em jogos variados, de acordo com a preferência dos jogadores. Normalmente, o baralho possui 52 cartas, distribuídas em 4 grupos chamados de naipes, os quais possuem 13 cartas de valores numéricos diferentes. Os valores numéricos vão de 2 a 10, além de um “Ás”, que corresponde a 1, um valete (representado pela letra J, vale 11), uma Rainha (letra Q, vale 12) e um Rei (letra K, vale 13).�
         Os naipes (símbolos) do baralho são: espadas(♠), paus(♣), copas(♥) e ouro(♦). Acredita-se que o baralho foi criado pelo francês Jacquemin Gringonneur, sob encomenda do rei Carlos VI de França. Assim, Gringonneur teria criado o baralho para representar as divisões sociais da França através dos naipes. Copas representaria o clero; o ouro, a burguesia; a espada, os militares; e o paus, os camponeses.
         As cartas do baralho têm um lado com diversas cores e símbolos, chamado de face, e o outro com um padrão comum a todas as cartas, além disso, existe a carta coringa (jocker), que possibilita vantagens especiais a quem fica com ela.�
         Os jogos de baralho ficaram famosos na Idade Média, onde os senhores feudais começaram a apostar terras e escravos, promovendo a riqueza de alguns e a pobreza de outros, de forma quase instantânea e iniciando aí a compulsão pelos jogos de azar.
Fonte: http://www.brasilescola.com/curiosidades/baralho.htm – acessado dia 18/04/2010.
         Outro site traz mais informações vejamos:
         “Parece que, os jogos de naipes começaram a praticar-se na Europa por volta do século XIV, procedentes, provavelmente, de Itália. Foi tal a popularidade e furor destes jogos que o seu uso foi proibido em muitas nações.
         De fato, a história deixa clara constância de que em 1331 esta forma de entretimento gozava de certo vício em Espanha, já que justamente nesse ano, Afonso XI proibiu os cavaleiros da Ordem da Banda por ele fundada que interviessem em partidas de naipes… “Que não passassem os seus ócios no “nefasto jogo”…
         Posteriormente, em 1387, João I iria muito mais longe ao proibir por decreto a prática generalizada dos jogos de cartas.
         Em 1397, o Preboste de Paris, França, promulgou uma lei proibindo o uso dos baralhos.
         Sem dúvida, os períodos de perseguição e censura não podem impedir uma forma de diversão que podia proporcionar importantes benefícios econômicos ao estado e a grupos de poder.
         Como não podia ser de outro modo, os governantes não tardaram em dar-se conta disso e o Estado faz rapidamente ato de presença neste processo. Assim, em 1543, estipula-se que nada possam entrar naipes em Espanha para dar, um ano mais tarde, a exclusividade de vendas ao banqueiro de Medina e impor, no século XVII, o imposto conhecido como “renda de naipes”.
         Não obstante, nenhuma das limitações nem controles instaurados impede que, já no século XIV, os jogos de naipes sejam um passatempo habitual em Espanha e que em clubes privados, casas particulares e cassinos se passem as horas com o método de ócio mais popular inventado pelo homem.” Fonte:http://www.freewebs.com/fpbridge/Historia%20e%20Origem%20dos%20Naipes.pdf
A forma como os ciganos utilizam as cartas e seus significados
                A quem não queira aceitar/acreditar na potencialidade para o mal embutida nos desenhos e símbolos das cartas de baralho, porém, vale a pena conhecê-los:                  “A Cartomancia é um dos costumes ciganos mais conhecidos, afinal muitas pessoas recorrem a este povo para saber o futuro pelas cartas. De acordo com a tradição, o Baralho Cigano só poderá ser lido por mulheres, pois trazem em seu interior a energia da lua (o oculto), tendo a luz da vidência, o dom do sentir, pressentir e interpretar.
                   Para a leitura das cartas, as ciganas utilizam um baralho comum, desses usados para jogos de azar, retirando o curinga e as cartas que vão do dois ao cinco, restando 36 cartas que são utilizadas para a leitura.
                 O Povo Cigano associou a essas cartas algumas figuras do seu simbolismo esotérico, cujo significado veremos mais adiante.
                 As correspondências entre as cartas comuns e as figuras acontecem de forma natural para os Ciganos, porém para os não-ciganos torna-se um tanto difícil fazer essa associação, felizmente existe no mercado versões do baralho com as figuras impressas o que facilita muito o aprendizado e sua interpretação.”
                 1 – O MENSAGEIRO – NOVE DE COPAS
SIMBOLOGIA – Esta figura significa o homem em ação, em busca da sabedoria, da autoconfiança e do conhecimento interior. Também é a criatividade presente no ser humano. Representa as ações, A capacidade de mudar o rumo das coisas.�
MENSAGEM – Alcançará seus objetivos. Se estiver rodeada de cartas negativas, sua sorte está ameaçada.
2 – O TREVO – SEIS DE OUROS
SIMBOLOGIA – Este arcano é representado por um trevo de quatro folhas. Significam os tropeços da vida, as desorientações, mas que não trazem muitas preocupações, porque são problemas passageiros, de fácil solução.
MENSAGEM – As dificuldades serão passageiras, se acreditar que possui a força infinita da sabedoria.
3 – O NAVIO – DEZ DE ESPADAS
SIMBOLOGIA – É representado pela figura de um navio em águas revoltas. Estas águas significam a segurança na perigosa viagem da vida. Esta carta enfatiza a importância de todos os sentimentos.
MENSAGEM – Mudanças positivas em todos os aspectos: físico, espiritual e material. Se vier perto da carta que significa você, é sinal de viagem breve.
4 – A CASA – REI DE COPAS
SIMBOLOGIA – É representada pela figura de uma casa que mostra seu próprio lar e todos que dele participam. Indica a confiança, a prosperidade, o amor e o apoio familiar. Também significa o equilíbrio cósmico.�
MENSAGEM – Quando estiver localizada abaixo do que designa você, é melhor ficar alerta com as pessoas ao seu redor. Do contrário, terá sorte.
5 – A ÁRVORE – SETE DE COPAS
SIMBOLOGIA – Tal como o elemento que representa, esta lâmina demonstra a fertilidade permanente na vida do ser humano, a troca de energias positivas e também a força da vitalidade que existe em cada um.�
MENSAGEM – Quando esta carta aparece longe de que indica você, é sinal de boa saúde. Quando aparece perto, indica sorte e progresso.
6 – AS NUVENS – REI DE PAUS
SIMBOLOGIA – É simbolizada por um céu cinzento e assustador. Significa a instabilidade emocional, sensação de incapacidade em resolver os problemas. Também é sinal de mudanças lentas, tristeza.�
MENSAGEM – As mudanças de sua vida deverão ser vagarosas, de acordo com as necessidades. Os momentos de tristeza serão passageiros.
7 – A SERPENTE – DAMA DE PAUS
SIMBOLOGIA – Nesta carta, aparece a figura de uma serpente venenosa. Esta lâmina que tem muita carga negativa, significa que traições e forças externas ocultas estão agindo em seu campo astral.�
MENSAGEM – Se este arcano estiver perto da carta que representa você, é sinal que poderá passar por alguns riscos como traições.
8 – O CAIXÃO – NOVE DE OUROS
SIMBOLOGIA – É simbolizada pela figura de um caixão de defunto que representa momentos de ruptura. Por outro lado, refere-se às forças ocultas do inconsciente que podem levar à destruição, mas também a evolução.
MENSAGEM – Se estiver afastado da figura que representa você, é sinal de mudanças benéficas. O contrário, significa acontecimentos ruins.
9 – AS FLORES – DAMA DE ESPADAS
SIMBOLOGIA – As flores simbolizam a felicidade, alegria e beleza, a fraternidade e a união das pessoas. Também indica a realização de todas as possibilidades e sonhos.�
MENSAGEM – Esta carta representa a felicidade em todos os aspectos da vida. É um arcano ligado à alegria, realização em todos os setores da vida.
10 – A FOICE – VALETE DE OUROS
SIMBOLOGIA – Uma foice ceifando o trigo representa a destruição do tempo, a morte. É a perda dolorosa no momento certo, o perigo, a transformação e o desprendimento.�
MENSAGEM – Esta lâmina traz perigo de ruptura e separação. Mas se esta carta estiver rodeada de outras positivas, indica a possibilidade, uma nova chance que surge.
11 – O AÇOITE – VALETE DE PAUS
SIMBOLOGIA – Tem o símbolo de um grande chicote que representa a força, o poder mental. Também pode indicar o poder judiciário e a chance de um acordo em família.�
MENSAGEM – De acordo com a situação, este arcano representa o uso abusivo da força, quando seria melhor uma conversa. Indica o emprego necessário da sabedoria e da intuição.
12 – OS PÁSSAROS – SETE DE OUROS
SIMBOLOGIA – A imagem de um casal de pássaros juntinhos num galho de árvore representa o amor. Indica uma vida sentimental feliz. Este arcano quando aparece perto da carta A SERPENTE tem toda sua negatividade neutralizada.�
MENSAGEM – Indica respeito pelo par. Também é um aviso para não sufocar o companheiro de ciúme.
13 – A CRIANÇA – VALETE DE ESPADAS
SIMBOLOGIA – É a figura de uma criança inocente que representa a alegria, a própria inocência, a naturalidade e a espontaneidade ainda presente no coração das pessoas.�
MENSAGEM – Esta carta traz um conselho: você deve ficar bastante atenta com atitudes impensadas, repentinas e infantis. Estas ações podem magoá-lo(a) profundamente.
14 – A RAPOSA – NOVE DE PAUS
SIMBOLOGIA – Uma raposa esperando sua caça é o que traz este arcano. Com esta figura, ele simboliza as armadilhas da vida, as traições, a deslealdade e a salvação pela astúcia.�
MENSAGEM – Se aparecer perto da que representa você, é porque é muito invejado(a). Já se aparecer longe, é sinal de que está se prejudicando com sua inveja e cobiça.
15 – O URSO – DEZ DE PAUS
SIMBOLOGIA – Nesta carta, aparece a figura ameaçadora de um grande urso. Ela representa a falsidade dos amigos. Também mostra a inveja de pessoas próximas e queridas.�
MENSAGEM – Você deve ter cuidado com falsos amigos, do tipo “amigo-urso”. Sentimentos ruins como inveja, a cobiça podem interferir nas energias do seu campo astral.
16 – AS ESTRELAS – SEIS DE COPAS
SIMBOLOGIA – Esta grande estrela cintilante é o símbolo de sua força espiritual e da sua intuição, energias que devem vir à tona nos momentos difíceis de sua jornada.�
MENSAGEM – É um sinal para que tenha fé em suas intuições. Quando o arcano As nuvens estiver por perto. Ela indica desequilíbrio na vida amorosa.
17 – A CEGONHA – DAMA DE COPAS
SIMBOLOGIA – Nesta carta, aparece uma cegonha levando um galho no bico. Este arcano representa novidades, em muitos setores de sua vida.�
MENSAGEM – Simboliza o início de um novo ciclo em sua vida. Este arcano também indica que seus caminhos estão abertos a novas experiências e a prósperos empreendimentos principalmente no campo pessoal.
18 – O CÃO – DEZ DE COPAS
SIMBOLOGIA – É representada por um cão em posição de guarda. Esta carta simboliza a amizade leal, sincera, a força, o apoio e o carinho das pessoas amigas.�
MENSAGEM – Significa que pode confiar nas pessoas com quem convive. É sinal para ficar alerta se a carta As nuvens estiver por perto. Ela indica desequilíbrio na vida amorosa.
19 – A TORRE – SEIS DE ESPADAS
SIMBOLOGIA – Esta torre alta e com aspecto sóbrio representa o “eu” verdadeiro. Também mostra que você passa por uma fase de busca de seu autoconhecimento.�
MENSAGEM – Este arcano mostra a você que as respostas que tanto espera estão dentro de você mesmo(a). É só procurar as soluções que deseja em seu interior.
20 – O JARDIM – OITO DE ESPADAS
SIMBOLOGIA – Esta carta é representada pela paisagem de um jardim bastante fértil e pacífico, envolvido por uma aura de energia.
MENSAGEM – O Jardim é um arcano que traz um conselho a você; é hora de colher tudo o que plantou, pois o momento é de paz. Aproveite a tranqüilidade para refletir sobre todas as suas ações.
21 – A MONTANHA – OITO DE PAUS
SIMBOLOGIA – Representada por uma montanha rochosa, esta carta simboliza a força, o equilíbrio, a perseverança, a justiça e também é o alerta para o perigo próximo.�
MENSAGEM – Se aparecer perto da carta que representa você, mostra o alcance de seus objetivos. Longe, é sinal de perda do que já foi conquistado em sua vida.
22 – OS CAMINHOS – DAMA DE OUROS
SIMBOLOGIA – É representada pela paisagem de uma de uma estrada larga, comprida e sem qualquer obstáculo. Esta carta mostra que seus caminhos estão abertos e que poderá existir uma saída para todos os problemas que surgirem.
MENSAGEM – Você está no rumo certo e realizará os seus sonhos. Acredite mais na sua felicidade.
23 – O RATO – SETE DE PAUS
SIMBOLOGIA – Um grande rato comendo um pedaço de queijo indica que algo importante de sua vida está sendo roubado. Você precisa de proteção na saúde e no setor material.�
MENSAGEM – Há a possibilidade de contrair doenças sem gravidade. Se a carta As Estrelas aparecer próxima a esta, é sinal de que poderá recuperar o que foi roubado.
24 – O CORAÇÃO – VALETE DE COPAS
SIMBOLOGIA – É representada pela figura de um grande coração e simboliza o amor fraternal, a solidariedade universal, a paixão forte e a felicidade que está presente neste momento de sua vida.�
MENSAGEM – Você viverá uma grande paixão em breve. Também indica que deverá ajudar as pessoas que pedirem o seu auxílio.
25 – A ALIANÇA – ÁS DE PAUS
SIMBOLOGIA – Este arcano traz a figura de um par de alianças de ouro entrelaçadas e simboliza uma união duradoura ou mesmo a possibilidade de um relacionamento amoroso firme.�
MENSAGEM –Se aparecer ao lado direito da carta que representa você, é sinal de casamento feliz. Do lado esquerdo, indica instabilidade no relacionamento conjugal.
26 – O LIVRO – DEZ DE OUROS
SIMBOLOGIA – Traz a figura de uma pilha de livros sobre uma escrivaninha. Esta carta simboliza a necessidade de aquisição de conhecimento e cultura.�
MENSAGEM – Os estudos ou em qualquer teste a que for submetido(a) será um sucesso absoluto. Por isso, o momento é ideal para se testar. Não tenha medo de colocar a sua capacidade e a sua felicidade à prova.
27 – A CARTA – SETE DE ESPADAS
SIMBOLOGIA – É representada pela figura de um envelope. Indica comunicação, informação e também é um aviso para guardar seus segredos.�
MENSAGEM – Se este arcano vier seguido da carta Os Ventos, é sinal de notícias boas. Mas se esta carta estiver perto da que representa você, é sinal que as notícias poderão causar sofrimento.
28 – O CIGANO – ÁS DE COPAS
SIMBOLOGIA – Traz a figura de um cigano forte e bonito, destemido, empunhando uma espada, que corta os males e protege a pessoa que o procura. Simboliza o homem ideal e honesto para as mulheres.�
MENSAGEM – Este arcano é você, se quem consulta é homem. Também representa a chegada de uma mulher ideal em sua vida.
29 – A CIGANA – ÁS DE ESPADAS
SIMBOLOGIA – É representada pela figura de uma cigana jovem, bonita e cheia de vida. Ela olha para as cartas como quem consegue desvendar o futuro. Este arcano representa a amada para os homens.�
MENSAGEM – Se quem consulta é uma mulher, esta carta representa você e indica a chegada de um homem ideal em sua vida.
30 – OS LÍRIOS – REI DE ESPADAS
SIMBOLOGIA – É a figura que significa paz interior, harmonia, enfim, uma vida feliz.�
MENSAGEM – Se esta carta aparecer perto do arcano que representa você, é sinal que é uma pessoa honesta. Caso apareça abaixo deste arcano é porque você tem caráter duvidoso. Se a carta As Nuvens vier perto deste arcano, é sinal de grande sofrimento em família.
31 – O SOL – ÁS DE OUROS
SIMBOLOGIA – A imagem da paisagem de um sol ardente significa a plenitude da vida, a energia e o positivismo. Esta é uma carta alto-astral.
MENSAGEM – Quando este arcano estiver perto da carta que representa você, é sinal de fortuna e saúde. Se aparecer longe, indica sentimentos como desânimo, fraqueza e tristeza diante dos obstáculos.
32 – A LUA – OITO DE COPAS
SIMBOLOGIA – É representada pela figura de uma Lua Crescente e tem como significado a inconstância, a dúvida, os elementos ocultos.
MENSAGEM – Quando esta carta estiver ao lado direito da que representa você, é sinal de que terá reconhecimento por tudo o que faz. Se tiver do esquerdo, indica que passará por momentos de aflição.
33 – A CHAVE – OITO DE OUROS
SIMBOLOGIA – A figura chave que aparece neste arcano representa o sucesso, é a chave que abre as portas para os dias melhores que estão chegando.
MENSAGEM – Quando este arcano aparece próximo a carta que indica você, é sinal de que momentos de realização o(a) aguardam. Se aparecer longe, indica obstáculos e que seus caminhos poderão estar fechados.
34 – OS PEIXES – REI DE OUROS
SIMBOLOGIA – Peixes nadando próximos a uma arca cheia de tesouros simbolizam bens materiais, negócios e também é sinal de lucros que vão aparecer na sua vida.
MENSAGEM – Perto de sua carta indica sucesso e bons negócios. Longe, é exatamente o contrário, indica crise financeira em seus empreendimentos futuros.
35 – A ÂNCORA – NOVE DE ESPADAS
SIMBOLOGIA – Mostra uma grande âncora no fundo do mar e representa segurança material e financeira.�
MENSAGEM – Para os negócios, segurança e estabilidade. Para o amor, depende da localização da carta: perto da que indica você, é sinal de um relacionamento sólido. Longe, quer dizer que este amor poderá passar por períodos de inconstância.
36 – A CRUZ – SEIS DE PAUS
SIMBOLOGIA – É representada por uma grande cruz e simboliza a vitória em todos os sentidos, não importando os obstáculos que estejam em seu caminho. A cruz é poder.
MENSAGEM – Perto da carta que representa você, é sinal de vitória e proteção em todos os setores; longe, indica que energias negativas estão tentando influenciar sua vida.
Fonte: http://www.magiadourada.com.br/ciganos.html – acessado dia 18/04/2010.
Relação e interpretação na religião afro-brasileira
                   “Atualmente existem diversos tipos de Baralhos Ciganos no mercado, assim como um vasto material sobre cartas que poderão ser muito úteis àqueles que se interessarem e que desejam se
aprofundar no assunto.
                   Felizmente podemos acessar informações que permaneceram anteriormente obscuras devido a tabus, preconceitos e mesmo perseguições. E o ato de oracular é uma destas informações.
                   Sendo as cartas um instrumento sagrado, deve ser respeitado e requer cuidados especiais ao utilizá-lo como instrumento de trabalho.
                   É interessante salientar que nos símbolos das cartas do Baralho Cigano está inserida a energia dos Orixás onde encontramos Yemanjá na carta 3 – O Navio; Oxôssi na carta 5, A Árvore; Iansã na carta 6 – As Nuvens; Oxumaré na carta 7- A Cobra; Nana na carta 9- O Ramalhete; Obaluayé na carta 10 – A foice;
Êre na carta 13, A Criança; Ossayan, na carta 20- As Ervas; Xangô na carta 21 – O Morro; Ogum na carta 22 – Os caminhos, Oxum na carta 30 – Os Lírios e Oxalá na carta 31 – O Sol.
                   Desta forma é possível conhecermos Os Orixás (que são energias vibratórias da natureza) que o consulente está sob a proteção.
Felizmente muitas pessoas já conhecem e fazem uso do Baralho Cigano para ter informações e orientação sobre seu lado profissional, espiritual e afetivo.
                   Através dele teremos uma visão ampla do que está se passando na vida do consulente.
Fonte: http://www.baralhociganosandy.xpg.com.br/baralho_cigano.htm, acessado dia 18/04/2010.
O que a Bíblia diz?
                   Com toda esta informação histórica a respeito da origem, uso, simbologia e resultados de se jogar cartas de baralho o que a Palavra de Deus nos diz?
Afirmação Bíblica – Deut 18:9-13
“Quando vocês tomarem posse da terra… não imitem os costumes nojentos dos povos de lá. Não deixem que no meio do povo haja adivinhos ou pessoas que tiram a sorte; não tolerem os feiticeiros, nem quem faz despachos, nem os que invocam os mortos. Deus detesta os que praticam estas coisas nojentas.” (BLH). O verso 13 diz: “perfeito serás para o Senhor teu Deus”. Deus quer a nossa perfeição: “Sede perfeitos…!” (Mt 5.48).
Afirmação Bíblica –II Coríntios 06:14 e 16.
 “… que comunhão pode ter a luz com as trevas?… que acordo há entre o templo de Deus e os ídolos? Pois somos santuário do Deus vivo…” (NVI)
Afirmação Bíblica – Mateus 07:17
“… toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins… toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo.” NVI
                   Como Adventistas do Sétimo Dia temos o privilégio de conhecer o que a Bíblia, nossa única regra de fé, fala a respeito do jogo de cartas e some-se a isso o fato do dom de profecia dado por Deus para “edificação, encorajamento e consolação dos homens” (I Cor. 14:03), naturalmente sobre o único fundamento dos profetas e apóstolos. (Efésios 2:20). Assim, o que o Espírito de Profecia nos diz a respeito?
                   Que tipo de influências pode o jogo com baralhos trazer? Qual deve ser nossa posição?
“ O jogo de cartas deve ser proibido. São perigosas as companhias e as tendências. … Não há, nessas distrações, coisa alguma que beneficie o espírito ou o corpo. Nada que fortaleça o intelecto, nada que aí entesoure valiosas idéias para uso futuro. A conversação é freqüentemente sobre assuntos triviais e degradantes. … “ p. 334
ÊNFASE: O ambiente do jogo com cartas leva naturalmente a conversação maliciosa, trivialidades e a tendências que se forem desenvolvidas levarão a pessoa para longe da palavra de Deus.
         O jogo de cartas está associado a cassinos, apostas e dinheiro “fácil”, de que forma pode um simples jogo de baralho levar a ruína?
“A esperteza no manuseio das cartas induz muitas vezes ao desejo de empregar este conhecimento e tato para algum fim de proveito pessoal. Põe-se em jogo uma pequenina quantia, depois outra maior, até que se adquire uma sede de jogar que leva certamente à ruína. A quantos têm essa perniciosa distração conduzido a todo ato pecaminoso, à pobreza, à prisão, ao assassínio e à forca! Todavia, muitos pais não vêem o terrível abismo de ruína escancarado para os nossos jovens.” P. 334, Fonte: Conselhos a Professores, Pais e Estudantes
ÊNFASE: Um jogo de baralho pode levar as pessoas a querer arrumar um “dinheiro rápido” sem o trabalho e para isto o ambiente onde tais partidas ocorrem trazem consigo todos os males associados. Qual é a natureza do jogo de cartas e qual é a sua origem? Quando tomado como um hábito comum e visto somente como diversão o que pode ser fortalecido na mente dos que participam?
“Deve-se proibir o jogo de cartas. As associações e tendências são perigosas. O príncipe dos poderes das trevas preside nos salões de diversões e onde quer que haja jogo de cartas. Os anjos maus são hóspedes familiares nestes lugares. Nada existe de benefício à alma ou ao corpo nestes divertimentos. Coisa alguma para fortalecer o intelecto, nada para provê-lo de idéias valiosas para uso futuro. A conversa gira em torno de assuntos triviais e degradantes. Ouve-se aí gracejo indecente, palavreado baixo e vil, que diminui e destrói a verdadeira dignidade varonil. Essas diversões são as mais néscias, inúteis, prejudiciais e perigosas atividades que os jovens podem praticar. Aqueles que se dão ao jogo de cartas tornam-se grandemente agitados, e logo perdem todo o gosto, pelas ocupações úteis e elevadas. A perícia no manuseio das cartas conduzirá logo ao desejo de empregar esse conhecimento e tato em proveito próprio. É apostada uma pequena soma e, em seguida, uma maior, até que se adquire uma sede de jogar que leva a ruína certa. A quantos não têm essa diversão perniciosa levado a toda sorte de práticas pecaminosas, à miséria, à prisão, ao assassínio e à morte!” p. 56, fonte: Conselhos sobre Educação
ÊNFASE: O Jogo de cartas não pode ser visto isoladamente fora de seu contexto mundano, pois suas associações e tendências levam para uma vida de jogatina, aposta, dinheiro “fácil”, perda do salário, do tempo e da saúde, etc. Normalmente as pessoas que gostam de jogar são muitas vezes as mesmas que gostam de beber, contar piadas e falar palavras obscenas e palavras de duplo sentido como algo corriqueiro e sem problema. A agitação e camaradagem levam a desejar mais, afastando da ocupação útil levando a muitos a práticas de falência e desgraça familiar.  Satanás se deleita com todos que afastam sua mente de coisas proveitosas.
         E se for apenas um jogo entre os familiares?
 “Oh, que contas terão esses pais de prestar a Deus! Desonram a Deus e prestam toda a honra a seus obstinados filhos, abrindo-lhes as portas para divertimentos que no passado condenavam por princípio. Têm permitido que o jogo de cartas, festas e bailes ganhem seus filhos para o mundo. Na hora em que mais forte devia ser sua influência sobre os filhos, dando um testemunho do que significa o verdadeiro cristianismo, como Eli, colocam-se sob a maldição de Deus, por desonrá-Lo e desrespeitarem aos Seus reclamos, a fim de alcançarem o favor dos filhos. Uma aparente piedade não terá muito valor na hora da morte. Embora alguns ministros do Evangelho possam aprovar essa espécie de religião, os pais verificarão que estão abandonando a coroa da glória para obter lauréis que nenhum valor têm. Que Deus ajude os pais e mães a despertar quanto ao seu dever! Review and Herald, 13 de abril de 1897.” P. 278, Fonte:Orientação da Criança
                   Embora o Espírito de Profecia nas fontes pesquisadas não faça menção da origem histórica e diabólica das cartas de baralho, isso não significa que não precisemos levar em conta sua história. A exortação parece indicar mais os resultados da ação diabólica através daquele “veículo” do que analisar sua origem. Mostra mais as conseqüências de uma ação do maligno diretamente e previne a igreja a respeito dos perigos.
                  Quando passamos a conhecer origem do jogo de cartas e os possíveis significados de seus símbolos, podemos compreender também como surgem às conseqüências diabólicas tão presentes na vida das pessoas que o jogam e suas associações perniciosas e riscos que trazem para os cristãos.
                   Com este fundo histórico com compromisso satânico posso compreender um pouco mais porque a irmã White diz tão enfaticamente:
                   ”O jogo de cartas deve ser proibido”.
                   “Os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gl 5.24).          

[i] Se você desejar saber mais há uma sugestão sobre um documentário em português a respeito do assunto, eu não o assisti, talvez tenhamos maiores esclarecimentos, acesse: http://www.documentarios.org/video/adquirir.

Fonte: Novo Tempo