sábado, 16 de julho de 2011

Até quando Satanás teve oportunidade para se arrepender?

Algumas pessoas crêem que o tempo da graça para Satanás só se esgotou na cruz (João 19:30), pois ainda nos dias de Jó ele participou com “os filhos de Deus” de uma reunião “perante o Senhor” (Jó 1:6-8). Mas a descrição desse episódio não sugere que a reunião haja ocorrido necessariamente nas cortes celestiais, e muito menos que Satanás, depois de expulso do céu (Apoc. 12:7-9), ainda tivesse acesso à salvação.
Ellen White esclarece que o tempo da graça para Satanás e seus anjos esgotou-se com a expulsão deles do céu. Ela declara que “Deus, em Sua grande misericórdia, suportou longamente a Satanás”, e que “reiteradas vezes lhe foi oferecido o perdão, sob a condição de que se arrependesse e submetesse”, mas ele jamais aceitou os apelos da misericórdia divina (O Grande Conflito, págs. 495 e 496). Havendo perdido sua posição nas cortes celestiais, Satanás ainda solicitou para ser readmitido no céu, mas Cristo lhe disse que isto seria impossível. O próprio Satanás deixou a presença de Cristo “plenamente convencido de que não havia possibilidade de ser reintegrado no favor de Deus” (História da Redenção, págs. 27).

De acordo com a Sra. White, após os anjos caídos deixarem o céu, “não havia possibilidade de esperança de redenção para estes que haviam testemunhado e compartilhado da glória inexprimível do Céu, tinham visto a terrível majestade de Deus e, em face de toda esta glória, ainda se rebelaram contra Ele. Não haveria novas e maravilhosas exibições do exaltado poder de Deus que os pudessem impressionar tão profundamente como aqueles que já haviam testemunhado.” (No Deserto da Tentação, págs. 25 e 26).
Alberto R. Timm (publicado na revista do ancião em abr – jun 2003)

Fonte:Novo Tempo

sábado, 18 de junho de 2011

O Grande Conflito – Tocando vidas pelo mundo

“Sou uma pessoa revolucionária, do tipo silencioso”, disse Wehdy Luhabe, de Johannesburgo, África do Sul, ao repórter. Como uma das mulheres de negócio mais proeminentes da África do Sul e empreendedora social, Luhabe já realizou muitas coisas. O livro “O Grande Conflito”, porém, mudou sua vida para sempre.
Nada parecia diminuir o rítmo de Luhabe, superempreendedora, até que ela fraturou o tornozelo no início de 2010. Enquanto permaneceu em casa recuperando-se, uma amiga lhe deu um conjunto de DVDs do evangelista sul africano, Mark Woodman, que a introduziu ao assunto do grande conflito. Após contar ao filho Lumko e à nora Zanele sobre as coisas incríveis que estava aprendendo, Zanele deu a ela o livro O Grande Conflito, de Ellen G. White. Wendy leu o livro avidamente e ficou tão impressionada que foi à loja de livros adventistas e comprou toda a coleção de livros de Ellen White.
Além disso, Wendy entrou em contato com Paul Ratsara, presidente da Divisão África do Sul e do Oceano Índico. Ratsara ofereceu-se para estudar a Bíblia com ela e, seis meses mais tarde, no dia 23 de outubro de 2010, teve o privilégio de batizar Wendy Luhabe na Igreja Adventista do Sétimo Dia.
“Sendo anglicana toda a minha vida, e há dez anos procurando por uma igreja que defende a verdade, sinto-me abençoada por ter sido levada à Igreja Adventista do Sétimo Dia”, disse Wendy. “Os livros de Ellen G. White foram muito importantes. Quando li O Grande Conflito, compreendi, pela primeira vez, o significado do que aconteceu no Jardim do Éden, da crucifixão de Cristo, da decepção de minha antiga religião, o fato de que o mundo é caracterizado tanto pelo bem como pelo mal e, finalmente, do conflito entre o pecado e a justiça.”
“Já doei esse livro para várias pessoas lerem – inclusive para um bispo da minha antiga igreja. O Grande Conflito foi fundamental na minha decisão para o batismo em outubro de 2010.”
Arriscando-se:
Leah Polischuk – Ucrânia
Esse era um ritual na casa de Leah Polischuk : cobrir todas as janelas, fechar as portas, entrar num pequeno guarda-roupas de madeira e datilografar sob um cobertor para abafar o barulho da antiga máquina de escrever mecânica. Todos os dias Leah arriscava sua vida para que outros fiéis da União Soviética pudessem ler o material religioso contrabandeado, inclusive O Grande Conflito.
“Nunca consideramos essa atividade como um risco”, disse Leah , mais tarde. “A necessidade era grande; fazíamos isso, pois sabíamos que precisava ser feito.”
Leah fazia parte de uma grande rede secreta adventista, que produzia os livros ilegais chamados samizdat (autopublicados) durante o período comunista. Mais de trinta mulheres eram datilógrafas dessa rede secreta que incluía muitas outras mulheres e homens que serviam como tradutores, encadernadores de livros e distribuidores. Além de produzir cópias datilografadas (às vezes, escritas à mão) do O Grande Conflito e outros livros de Ellen White, a rede também traduzia as lições da Escola Sabatina e vários outros materiais religiosos importantes.
Pelo fato de todas as máquinas de escrever na ex-URSS serem registradas e monitoradas pela polícia secreta da KGB, a rede adventista adquiria equipamentos velhos e quebrados, consertava e os usava para produzir os preciosos livros.
Alimento Espiritual Vital
“O Grande Conflito era mais importante para nós do que pão”, disse Nikolai Zhukaluk, coordenador dos livros samizdat na Ucrânia, “porque era nosso pão espiritual.”
Tanto Leah Polischuk como o Pastor Zhukaluk pagaram na prisão o preço por alimentar as pessoas com esse pão espiritual.
Enquanto cumpria pena em sua cela minúscula, Leah, com 25 anos de idade, consolava a si mesma confiando em Deus e em Suas promessas. “Naquela época (durante o comunismo) nos acostumamos a decorar muitos textos bíblicos”, disse Leah, “e ainda me lembro de muitas das promessas que decorei.” Não intimidada pelo tempo que passou na prisão, Leah, quando libertada, voltou ao seu trabalho arriscado, produzindo O Grande Conflito e outros preciosos livros para os que buscavam a verdade. Por meio dela e de outros que também se arriscaram, milhares de livros foram distribuídos pela antiga União Soviética.
Hora de Arriscar
Hoje, os adventistas do sétimo dia em todo o mundo são convidados a assumir o risco e partilhar esse livro importante e oportuno com seus amigos, vizinhos, colegas de trabalho e até mesmo com estranhos.
“Não se intimide e não tenha receio do que as pessoas podem pensar e dizer se os presentearmos com um exemplar do O Grande Conflito”, diz Ted N. C. Wilson, presidente da Associação Geral (AG). “Vá e confie em Deus. Espere, pois Ele fará com que o destinatário leia esse material que contém a verdade, e seja transformado.”
Muitas pessoas estão buscando o sentido para a sequência rápida de acontecimentos ao seu redor, e O Grande Conflito oferece respostas concretas às questões mais prementes sobre a história humana e o futuro do nosso planeta. Com essa compreensão, Ellen White apelou aos adventistas do sétimo dia que divulgassem amplamente esse livro, pois “em O Grande Conflito, a última mensagem de advertência ao mundo é dada mais distintamente que em qualquer de meus outros livros”. (O Colportor Evangelista, p. 127)
Esse conselho é ainda pertinente hoje? Baseado em experiências como a de Wendy Luhabe, na África do Sul, Karen Banner, nos Estados Unidos e Leah Polischuk, na Ucrânia, os líderes da igreja acreditam que a resposta é um incontestável: Sim. Para incentivar os membros das igrejas de todas as treze divisões do mundo a distribuir esse livro em seus países e comunidades, o Comitê Executivo (A.G.) votou uma iniciativa chamada “Projeto O Grande Conflito”, que visa uma distribuição em massa do livro de Ellen White durante os anos de 2012 e 2013.
Além disso, os membros da igreja estão sendo convidados a preparar-se para essa distribuição, por meio da leitura do livro durante o ano de 2011.
“O Grande Conflito tem as respostas para as perguntas do mundo nesses últimos dias”, diz Delber W. Baker, vice-presidente da AG e diretor do projeto. “Eu incentivo os membros a ler ou reler o livro durante este ano, e então, unir-se à família mundial da igreja comprando vários exemplares e tornando-os disponíveis para familiares, amigos e desconhecidos.”
Os livros O Grande Conflito estão sendo preparados para venda com preços especiais para incentivar a compra de vários exemplares. “Queremos distribuir o maior número de exemplares possível”, diz o Pastor Ted Wilson, “mas esse projeto cumprirá os alvos do Espírito Santo, não os nossos. Vamos deixar que o Espírito Santo nos dirija e sigamos pela fé”.
No Brasil, teremos as versões: A Grande Esperança (Uma seleção de 11 capítulos de ‘O Grande Conflito – condensado’) e O Grande Conflito – condensado (em linguagem atualizada).
O livro A Grande Esperança já está disponível para você ler e ouvir em www.esperanca.com.br/agrandeesperanca. Em julho de 2011 terá início a campanha na internet que visa distribuir 10 milhões de livros digitais.

 Fonte:Novo Tempo




sábado, 11 de junho de 2011

Projeto Vida por Vidas será homenageado pelo Ministério da Saúde

Brasília, DF … [ASN] No Dia Mundial do Doador de Sangue, o projeto Vida por Vidas – uma das maiores iniciativas sul-americanas de estímulo à doação de sangue e medula óssea – será homenageado pelo governo brasileiro. O ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, convidou a coordenação do projeto, que é realizado por jovens adventistas em oito países sul-americanos, para receberem um reconhecimento oficial pelos serviços prestados no próximo dia 14 de junho, na Fundação Hemocentro de Brasília. Os números mostram que o incentivo às doações tem surtido efeito. Em 2010, por influência do projeto Vida por Vidas, 33.750 pessoas doaram sangue no Brasil. A ação ultrapassou as fronteiras e, em países como Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai, o número de doadores influenciados pela ação foi de 22.420 no ano passado. O projeto é realizado desde 2006. O desafio, no entanto, é claro se forem analisados os dados gerais de doação.
O coordenador sul-americano do projeto Vida por Vidas, pastor Areli Barbosa, explica que o Vida por Vidas tem objetivos bem claros. Um deles é o de criar uma conscientização da necessidade de doação de sangue, medula óssea e plaquetas. O outro objetivo é manter uma rede de doadores em todo o país capaz de ser acionada rapidamente em caso de necessidade dos hemocentros e instituições hospitalares. “Este projeto, cuja liderança é dos jovens em todas as regiões e países, tem como motivação o amor que temos pela vida das pessoas com base no amor que entendemos que Jesus Cristo manifestou por nós ao morrer”, explica.
“O projeto Vida por Vidas é de extrema importância por contribuir no aumento do número de doadores voluntários de sangue saudáveis, com baixa transmissão de doenças. Além disso, o Ministério da Saúde apoia e reconhece ações de incentivo desenvolvidas por organizações, como é o caso do grupo da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que evidencia a responsabilidade social do ato de doação voluntária de sangue”, afirma Guilherme Genovez, coordenador Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde. [Equipe ASN, Felipe Lemos]
                    

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Fonte: Vida por Vidas

sábado, 4 de junho de 2011

Dados sobre o Suicídio

Escrito por Dr. Cesar Vasconcellos de Souza

 Cresce a taxa de suicídios no mundo. A maior parte dos suicidas apresentam um transtorno mental, mas nem todo mundo com doença mental pensa em suicídio. Veja mais.

No Brasil ocorreram 8639 suicídios registrados em 2006. Isto dá uma media de 24 mortes por dia. Estamos no nono lugar no mundo nesta questão. É triste isto e em geral fica encoberto porque se noticiam mais as mortes por acidentes, homicídio, etc.

O Estado do Rio Grande do Sul é o que apresenta as mais altas taxas de morte por suicídio no país. A média estadual, em 2005, foi de 10 suicídios para cada 100 mil habitantes (17 em homens e 3 em mulheres). Entre a população indígena no Mato Grosso do Sul há elevado índice de suicídios também, com média de 8,6 (12,4 em homens e 4,7 em mulheres). Uma tristeza e uma vergonha. No Nordeste o Ceará é o Estado com maiores taxas de suicídio daquela região.

Tem aumentado os coeficientes de mortalidade por suicídio em nosso país, principalmente entre jovens e adultos jovens do sexo masculino. Nesse grupo (entre 15 e 29 anos de idade), o suicídio responde por 3% do total de mortes e se encontra entre as três principais causas de morte. Os números oficiais que temos certamente estão subestimados. Calcula-se que as tentativas de suicídio superem o número de suicídios em pelo menos dez vezes.

Há no Brasil um estudo realizado com apoio da Organização Mundial da Saúde, na área urbana do município de Campinas. Nesse estudo, a partir de listagens de domicílios feitas pelo IBGE, 515 pessoas foram sorteadas e entrevistadas face-a-face por pesquisadores da Unicamp. Verificou-se que, ao longo da vida, 17,1% das pessoas "pensaram seriamente em por fim à vida", 4.8% chegaram a elaborar um plano para tanto, e 2,8% efetivamente tentaram o suicídio. De cada três pessoas que tentaram o suicídio, apenas uma foi, logo depois, atendida em um pronto-socorro. (Botega e cols., Rev. Bras. de Psiquiatria, 2005).

A assistência prestada a pessoas que tentaram o suicídio é uma estratégia fun- damental na prevenção do suicídio, pois essas constituem um grupo de maior risco para o suicídio. O risco de suicídio em pacientes que já tentaram o suicídio é, pelo menos, uma centena de vezes maior que o risco presente na população geral.

Não há uma causa única para o suicídio. Ele envolve fatores socioculturais, genéticos, psicodinâmicos (conflitos interiores), filosófico-existenciais e ambientais. A existência de uma enfermidade mental é um importante fator de risco para o suicídio. Uma revisão de 31 artigos científicos publicados entre 1959 e 2001, somando 15.629 suicídios na população geral, demonstrou que em mais de 90% dos casos caberia um diagnóstico de transtorno mental à época do ato fatal (Bertolote e Fleischmann, World Psychiatry, 2002). Neste estudo de 15.629 casos de suicídio, verificou-se que 3.2% não tinham diagnóstico; 10.6% tinham esquizofrenia; 11.6% tinham transtorno de personalidade; 22.4% tinham transtornos ligados ao uso de substâncias (dependência do álcool e de outras drogas psicoativas) e 35.8% apresentavam transtorno do humor (depressão, doença bipolar). A situação se agrava quando há combinações do doenças, como depressão e alcoolismo, ou depressão, ansiedade e agitação.

Mas isto não quer dizer que todo o suicídio relaciona-se a uma doença mental, e nem que todo mundo que sofre doença mental irá se suicidar. Mas é importante considerar que a presença de doença mental é um fator de risco para o suicídio.

Há uma grande complexidade na causa do suicídio (fator predisponente), e ela envolve mais coisas do que apenas um fato ocorrido recentemente (fator precipitante) como a demissão do emprego ou fim de um relacionamento amoroso. As condições sociais, por si só, também não explicam esta tragédia. Pessoas que se matam e que estavam vivendo uma destas condições sociais muito provavelmente apresentavam um transtorno mental subjacente, e isto aumentou a vulnerabilidade ao suicídio.

No fundo, o suicida não quer morrer. Ele não sabe é como continuar vivendo com aquilo que para ele é um beco sem saída. Mas sempre há uma saída. Não necessariamente para aquilo que a pessoa desejava, mas pelo menos para ela aprender a suportar a perda e a frustração, assim como aprender a lidar construtivamente com a raiva contra a realidade que ela joga contra si mesma, se agredindo mortalmente.

Este texto é baseado nas informações colhidas no site da Associação Brasileira de Psiquiatria http://abp.org.br/2011/comunidade/ (acesso em 03/Maio/2011).

Fonte: Portal Natural

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Simpósio Bíblico-Teológico Sul-Americano – Assista pela Web

Foz do Iguaçu, PR … [ASN] Os principais programas e seminários do Concílio Ministerial Unidos na Esperança terão transmissão via satélite pelo Canal Executivo da TV Novo Tempo e através do próprio site do evento. A programação completa das palestras que serão transmitidas pode ser acessada neste link ou Assista Ao Vivo
Segundo os organizadores, essa medida foi adotada para beneficiar aqueles que desejarem assistir a mensagens especiais de oradores como o pastor Ted Wilson, presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, pastor Dwight Nelson, pastor Jerry Page, evangelista Mark Finley, entre outros. As palestras estão com as inscrições completas e as salas já estão com sua capacidade de lotação máxima, pois as inscrições já foram encerradas. Além disso, para controle e segurança de todos os participantes, o centro de convenções onde ocorrerão as reuniões possui um sistema de monitoramento de entrada e saída de pessoas por meio de crachás e credenciais. O acesso será permitido, portanto, apenas a quem estiver devidamente inscrito com a identificação em mãos. O número total de congressistas deve chegar a quase 4 mil e 100 vindos de oito países sul-americanos e América do Norte. [Equipe ASN, Felipe Lemos]

Fonte: Novo Tempo

domingo, 22 de maio de 2011

Adventismo Histórico?

Ministérios independentes e grupos dissidentes buscam espaço nas congregações adventistas sob a alegação de serem os genuínos arautos do assim chamado “adventismo histórico”, que precisa ser pregado a uma igreja supostamente em apostasia doutrinária. Alguns desses ministérios e grupos definem adventismo histórico como a rejeição da doutrina da Trindade e da personalidade do Espírito Santo. Suas principais características são consideradas em um artigo publicado anteriormente.
1 Outros ministérios e grupos, mesmo aceitando a existência da Trindade, alegam que Cristo assumiu uma natureza humana caída, com a mesma tendência natural para o pecado dos demais seres humanos.
O presente artigo provê uma breve análise crítica deste segundo segmento, da perspectiva do seu apelo à história adventista; do seu uso da Bíblia e dos escritos de Ellen G. White; de sua suposta relevância para a mensagem adventista, bem como do perfil ético dos seus postulados.
Quão histórico é o adventismo histórico? – As exposições históricas produzidas pelos adventistas históricos dão a impressão de que todos os pioneiros acreditavam exatamente como eles, sem vozes divergentes; e que a publicação do livro Questions on Doctrine [Questões Sobre Doutrina], em 1957, introduziu no seio da denominação a assim chamada “nova teologia” apóstata. Críticas são feitas também a D. E. Rebok, que revisou em 1949 o clássico livro Bible Readings for the Home Circle (publicado em português como Estudos Bíblicos), suprimindo do seu conteúdo a afirmação de que Cristo veio em “carne pecaminosa” como a dos demais descendentes de Adão. Mas nenhuma alusão é feita ao fato de que tal afirmação, não sendo parte do conteúdo original do livro (publicado desde 1889), foi incorporada a partir da edição revisada de 1914!
Entre as incoerências históricas do segmento em discussão existem duas que merecem ser destacadas. Primeira, como a teoria de que Cristo veio em carne pecaminosa floresceu entre os antitrinitários, os adventistas históricos, por uma questão de coerência, deveriam também aceitar o antitrinitarianismo, negando assim a coeternidade de Cristo com o Pai e a personalidade do Espírito Santo. Segunda, o forte apego dos adventistas históricos à tradição da igreja, como determinante da verdade, acaba suscitando a indagação: Não estariam os adventistas históricos atribuindo à tradição adventista a mesma autoridade que o maior poder eclesiástico atribui à sua própria tradição? Seja como for, devemos aceitar da tradição adventista apenas os componentes que estão em plena conformidade com os ensinos da Bíblia e dos escritos de Ellen G. White, interpretados adequadamente.
Quão inspirado é o adventismo histórico? – Todos os movimentos dissidentes da Igreja Adventista do Sétimo Dia, ao longo das décadas, sempre buscaram validar seus postulados na Bíblia e nos escritos de Ellen G. White, e o adventismo histórico não é uma exceção. Mas uma análise mais detida desse movimento evidencia leituras tendenciosas e parciais dos textos inspirados. Como os antitrinitários enfatizam os textos que falam apenas do Pai e do Filho, em detrimento daqueles que mencionam o Pai, o Filho e o Espírito Santo, assim também o segmento da natureza humana caída de Cristo enfatiza os textos que parecem endossar sua posição em detrimento daqueles que mencionam que Cristo não tinha tendência para o pecado.
A grande maioria dos teólogos adventistas concilia as várias declarações inspiradas sobre a natureza humana de Cristo afirmando que ela era física e morfologicamente enfraquecida pelo pecado, mas espiritual e moralmente sem tendência ao pecado. Mas, alegando que essa posição apresenta um Cristo híbrido e sem possibilidade de ter sido tentado, os adventistas históricos preferem ficar apenas com as declarações que favorecem suas teorias. A postura deles pode ser humanamente lógica e atrativa; mas é, ao mesmo tempo, parcial e seletiva em sua interpretação dos textos sagrados. Sem dúvida, como o primeiro Adão foi tentado sem ter uma natureza humana caída, assim o segundo Adão (Cristo) também o foi, “mas sem pecado” (Hb 4:15).
Quão relevante é o adventismo histórico? – Um estudo detido do desenvolvimento das doutrinas adventistas revela que o verdadeiro “adventismo histórico” abrange todo o sistema de verdades presentes, desenvolvidas em duas etapas. O período “pós1844” foi caracterizado pela definição de doutrinas distintivas da fé adventista como a lei e o sábado, a segunda vinda de Cristo, o sacerdócio de Cristo no santuário celestial e a imortalidade condicional do ser humano.2 No período pós-1888, a mensagem adventista foi enriquecida com maior ênfase nas doutrinas evangélicas da salvação pela graça mediante a fé, da plena divindade de Cristo e Sua coeternidade com o Deus Pai, bem como do Espírito Santo como a terceira Pessoa da Divindade.
A tentativa de redefinir o adventismo histórico da perspectiva do antitrinitarianismo ou da natureza humana caída de Cristo, importante como possa parecer, acaba reduzindo o amplo espectro da mensagem adventista. Esta é, sem dúvida, mais uma estratégia satânica para desviar a atenção do amplo sistema de verdades presentes, concentrando-a apenas em um de seus componentes. Com isso, grande parte da energia da igreja, que deveria ser gasta na evangelização do mundo, acaba sendo consumida por infindáveis discussões internas. Ellen G. White adverte: “Se Satanás for capaz de manter homens ocupados em responder às objeções dos oponentes, impedindo-os assim de realizar a mais importante obra para o tempo atual, seu objetivo será atingido.”3
Quão ético é o adventismo histórico? – Muitos adeptos do adventismo histórico têm assumido uma atitude extremamente crítica e belicosa para com a igreja e sua liderança. Alguns deles insinuam que a liderança da igreja acabou apostatando com a publicação do livro Questions on Doctrine, em 1957. Um de seus mais importantes líderes chegou mesmo a afirmar que o referido livro “atingiu o adventismo do sétimo dia com uma destruição doutrinária equivalente a um milhão de bombas atômicas”. Uma vez que o livro está disponível em português,4 seria oportuno que o leitor analisasse a validade de tais alegações à luz do próprio conteúdo do livro.
É certo que existem alguns teólogos, pastores e líderes que favorecem a noção de que Cristo assumiu uma natureza humana com tendência para o pecado, mas que não fazem disso uma arma para atacar a igreja e sua liderança. Aqueles que usam os nomes dessas pessoas para justificar sua belicosidade dissidente estão sendo desonestos para com a postura ética de tais líderes. Devemos lembrar ainda que, de acordo com o Manual da Igreja, um membro com postura independente ou separatista pode ser, inclusive, motivo de disciplina eclesiástica.5
Sempre que surgirem indivíduos e ministérios propondo reformar a Igreja, devemos primeiramente avaliar seus postulados e atitudes à luz dos conselhos de Ellen G. White no livro Testemunhos Para Ministros, p. 15-62. Devemos observar também se tais ministérios promovem a humildade pessoal (Mt 23:12), a alegria da salvação (Sl 51:12) e a unidade da igreja (Jo 17:20-23). Acima de tudo, devemos confiar na liderança divina. De acordo com Ellen G. White: “Não há nenhuma necessidade de duvidar, de estar temeroso de que a obra não seja bem-sucedida. Deus está à frente da obra, e porá tudo em ordem. Caso haja coisas necessitando serem ajustadas na direção da obra, Deus atenderá a isso, e trabalhará para endireitar todo erro. Tenhamos fé que Deus vai conduzir a nobre nau que transporta Seu povo, em segurança, para o porto.”6
Alberto Timm é reitor do SALT e coordenador do Espírito de Profecia da Divisão Sul-Americana O artigo originalmente foi publicado na edição de maio da Revista Adventista
Referências
1. Ver Alberto R. Timm, “Hermenêutica antitrinitariana moderna: análise metodológica”, Parousia (Unasp-EC), ano 5, nº 1 (1o semestre de 2006), p. 47-59.
2. Ver Alberto R. Timm, O Santuário e as Três MensagensAngélicas: Fatores integrativos no desenvolvimento das doutrinas adventistas, 5a ed. (Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2009).
3. Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 376.
4. Ver Questões Sobre Doutrina, edição anotada (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2009). Cf. Alberto R. Timm, “Questões Sobre Doutrina: História e impacto na Divisão Sul-Americana”, Parousia, ano 7, nº 2 (2o semestre de 2008), p. 95-109.
5. Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, ed. rev. em 2005 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), p. 195.
6. Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 390.


Fonte: Novo Tempo

Outro espírito

Gosto de observar gente equilibrada. Pessoas que têm profundidade e se distinguem por sua fidelidade, produzindo espírito de união e harmonia por onde passam. Desse modo, refletem o caráter de Cristo. Afinal, o amor e a unidade são as maiores demonstrações do cristianismo verdadeiro e concretizam o sonho de Deus para Sua igreja (Mt 25 e Jo 17)
Gosto de olhar para Calebe, que, em um momento de divisão, pessimismo, falta de fé e crítica, ficou ao lado de seu líder e da vontade expressa de Deus. Sobre ele, Deus diz: “Porém o Meu servo Calebe, visto que nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-Me, Eu o farei entrar na terra que espiou, e a sua descendência a possuirá” (Nm 14:24). Quando a maioria tinha espírito de agitação, ele demonstrou espírito de paz, equilíbrio e confiança na liderança de Deus sobre Seu povo. Ele teve “outro espírito”.
O resultado desse espírito diferente deu às famílias de Calebe e Josué o privilégio de herdar a terra prometida. Observe que em Números 13 está a lista dos doze príncipes que foram espiar a terra. Destes, dez não são lembrados. Foram esquecidos pela história. Não há lugar para os críticos, pessimistas, independentes e agitadores nos registros do povo de Deus. Por outro lado, Josué se tornou líder do povo e Calebe, um conquistador vitorioso e destemido. Deus está ao lado dos que têm “outro espírito”.
Hoje, a igreja precisa de pessoas dotadas do espírito de Calebe. Pessoas equilibradas, que são fiéis à verdade, pessoas que unem, agregam e geram harmonia. Que expressam suas opiniões, sempre pensando no bem coletivo. Que atuam pensando no crescimento do corpo de Cristo e não em seus interesses ou visão pessoal. Precisamos de membros, líderes, pastores e missionários voluntários que defendam a verdade com amor. Que preguem a Palavra, que estejam mais preocupados em salvar do que polemizar ou discutir. Pessoas que tenham “outro espírito”, que não se misturem com agitação, crítica nem divisão, mas que avancem com equilíbrio, lealdade, fidelidade e consagração.
Este é o momento da história em que mais precisamos de unidade e equilíbrio dentro de nossas fileiras, pois a chuva serôdia só será derramada sobre uma igreja assim: não dividida em movimentos aqui, críticos ali, independentes acolá. Para a conclusão da obra, Deus não está chamando críticos nem independentes, mas colaboradores e membros de um mesmo corpo. Gente que tem “outro espírito”.
Você já observou que um dos nomes mais comuns e fortes dados ao Espírito Santo é Consolador (Jo 14:16)? Ele é Aquele que une, acalma, demonstra amor, anda a segunda milha e conforta. Já Satanás é chamado, entre outros nomes, de acusador (Ap 12:10). Aliás, essa é uma das suas principais funções; por isso, esse nome o retrata muito bem. Nossas atitudes sempre demonstram qual desses poderes controla nossa vida.
Algumas pessoas confundem as coisas, agem como acusadores e dizem ser usadas pelo Consolador. Gente que usa diferentes recursos, reais ou virtuais. Esses aparecem em nossas igrejas, muitas vezes acusando pessoas; outras querendo levar os membros a um reavivamento, dizendo resgatar uma mensagem histórica ou acusando a igreja de estar apostatada. Normalmente, a fórmula é a mesma: aparência de piedade, crítica à igreja, sua liderança e sua mensagem; discurso unilateral, falando de um ou dois pontos doutrinários de forma insistente ou semeando dúvida na mente dos ouvintes.
Essas situações não são novas. Já existiram na vida da igreja cristã primitiva e também na jornada da igreja remanescente. Qual foi o resultado? Crises, agitação, divisão, dor e apostasia. Isso vem do Consolador? Reflete o espírito de Calebe? O fato é que esses movimentos ficaram pelo caminho, seus lideres desapareceram e abandonaram seus seguidores. Muitos deles nunca mais conseguiram se refazer espiritualmente. A igreja de Deus, porém, segue avançando firme. “Frágil e defeituosa”, mas mantida pelo Senhor. Ele mesmo nos preparou para isso, quando disse: “Velhas controvérsias serão reavivadas, e novas teorias surgirão continuamente” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 109). “Falsas teorias, revestidas de trajes de luz, serão apresentadas ao povo de Deus. Assim Satanás procurará enganar, se possível, até os escolhidos” (Ellen G. White, Testemunhos Seletos, v. 3, p. 271).
A igreja necessita do envolvimento de todos, de forma consagrada e equilibrada, para vencer os grandes desafios que temos no cumprimento da missão. O evangelho do reino precisa ser pregado para que Cristo volte (Mt 24:14) e precisamos de unidade para isso. Não de ações ou movimentos independentes, dissidentes e críticos. “Deus tem na Terra uma igreja que é Seu povo escolhido, que guarda os Seus mandamentos. Ele está guiando, não ramificações transviadas, não um aqui e outro ali, mas um povo” (Ellen G. White, Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 61).
O que fazer diante de pessoas ou movimentos assim? Ter “outro espírito”, à semelhança de Calebe, e permanecer fiel, não importando a pressão nem a sedução. Não abrir espaço nem gastar tempo com essas questões. Elas consomem o tempo e esgotam as energias da igreja. Vamos nos aprofundar na verdade. Por outro lado, precisamos orar pelas pessoas que acabaram sendo envolvidas nesses movimentos. Sua atitude indica que elas precisam urgentemente da presença de Deus, por mais que pareçam piedosas. Na verdade, “a razão de todas as divisões, discórdias e diferenças encontra-se na separação de Cristo” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 259).

Pr.Erton  Köhler
Presidente da Igreja Adventista na América do Sul
Fonte: Revista Adventista de maio 2011

Fonte: Novo Tempo