sábado, 14 de agosto de 2010
Você acredita em amor à primeira vista? E antes da primeira vista, por meio de um teclado? Acredita que isso seja possível?
No mundo cibernético, com a chegada do romance virtual, parece que o amor à primeira teclada está na concepção de alguns que entram nas salas de bate-papo em busca de uma aventura sexual, de um romance casual ou de uma relação emocional séria. No entanto, na maioria das vezes, no momento em que saem do virtual e caem na real, percebem que o verdadeiro amor é muito difícil de acontecer via on-line.
“A Internet nos jogou numa nova era romântica. Mas, muitos que tentaram fazer com que os relacionamentos on-line funcionassem na vida real, ficaram decepcionados. Para alguns, é melhor aproveitar o romance cibernético pelo que ele é. Mas, sendo ou não amor, ele pode certamente mudar sua vida.” – Celeste Biever, Amor Eletrônico – Revista Seleções, Outubro de 2007, p. 115.
Muitas pessoas, por meio das teclas de um computador, estão marcando encontros nos quais podem ocorrer tanto um grande romance, como também uma grande decepção e, até mesmo, um inconseqüente adultério.
A jornalista Alice Sampaio, autora do livro “Amor na Internet – Quando o Virtual Cai na Real”, publicado pela editora Record, faz algumas afirmações que merecem uma reflexão:
a) “amor virtual é virtual mesmo, é uma fantasia absoluta”.
b) “Tem desde gente sincera e com boas intenções até gente desonesta, mentirosa e safada”.
c) “Meu livro alerta pessoas de todas as idades de que a Internet não é inocente, pois sempre existe o risco de encontrar alguém perigoso”.
As pessoas mentem muito nas salas de bate-papo da Internet, e na maioria das vezes, não são nada do que dizem ser. Além de se deparar diante de pessoas que só estão querendo uma aventura, há possibilidades de encontrar também estupradores, ladrões, viciados, assassinos e pessoas com problemas morais, cujas preferências sexuais podem ser bem diferentes das suas.
A autora conta em seu livro a história de uma garota de 20 anos que só queria “ficar” e que acabou namorando um rapaz que era na realidade um matador de aluguel. Conta também a história de um rapaz de 19 anos que teclou por três meses com uma linda loirinha de 20, até encontrá-la e descobrir que na realidade tratava-se de um gay de 67 anos. Experiências como essas evidenciam a importância urgente de um diálogo sincero e aberto entre os cônjuges e entre pais e filhos, sobre o uso da Internet.
A Internet pode se transformar, para algumas pessoas casadas, na árvore do conhecimento do bem e do mal plantada dentro de casa. Quando isso acontece, geralmente, a pessoa se vicia a ponto de passar várias horas, seja de dia ou de noite, em busca de sexo.
No tocante “a gente sincera e com boas intenções”, que Alice Sampaio faz menção, logicamente ela se refere a pessoas que estão em busca de um relacionamento emocional sério. Sendo assim, não se trata de gente casada, porque pessoas realmente comprometidas não entram numa sala de bate-papo em busca de amizade com pessoas do outro sexo. Pois, a comunicação on-line pode estimular o romantismo e a abertura do coração a ponto da pessoa fazer revelações íntimas, e assim, começar a desenvolver algum tipo de sentimento e desejo pelo outro.
Não ignore o fato de que a Internet tornou-se o principal meio de infidelidade virtual. Começa-se com “tecla vai, tecla vem” em nome só da amizade, passa-se para confidências e trocas de e-mails, onde podem ocorrer revelações de carências afetivas e de desejos sexuais. Depois, troca-se números de celulares e, finalmente, ocorre o encontro. E assim, o que era apenas virtual se torna totalmente real.
Por isso, o bate-papo pelo computador está se tornando uma das principais vias de adultério do mundo pós-moderno. Pessoas que jamais trairiam seu cônjuge estão sendo estimuladas, e estão encontrando, nas mensagens eletrônicas a tentação quase que irresistível da traição. A verdade é que a Internet está afetando o relacionamento conjugal e o comportamento sexual de muitas pessoas.
As estatísticas mostram que está ocorrendo um crescente aumento de infidelidade virtual e, conseqüentemente, está crescendo o número de divórcios por causa de relações extraconjugais(,) que tiveram início com a prática do sexo virtual. A própria Internet tem sites que mostram isso. Um determinado advogado que se especializou neste tipo de caso, afirma que “o índice de divórcio desencadeado pela prática do sexo virtual tem crescido entre 10% a 40% a cada ano.” – www.exactaexpress.com.br/infidelidadevirtual.htm
A psicóloga Cristina Martins, da cidade de Campinas – SP, realizou uma pesquisa on-line na qual entrevistou 200 mulheres norte-americanas, acima de 21 anos, sobre a infidelidade na Internet. O resultado foi o seguinte: 58% consideram a prática do sexo pela Internet uma traição, 21% acham que ainda não é traição e 21% ficaram neutras.
Independente da opinião de cada pessoa, o fato é que as salas de bate-papo na Internet podem mexer com sua cabeça e seu coração, pois(,) estimulam à imaginação e o desejo, que por sua vez podem afetar e interferir, para o bem ou para o mal, em seus sentimentos, comportamento e relacionamentos.
Medite: “Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.” – Mateus 5:28.
De coração a coração:
1) Suponhamos que você chegasse à sua casa e encontrasse seu cônjuge praticando sexo virtual. Você consideraria essa prática uma traição?
2) Mentir, inclusive na Internet, pode deixar a pessoa sob uma influência espiritual degradante (João 8:44)? ( ) Sim ( ) Não. Por quê?
3)
Se uma pessoa casada está tendo problemas emocionais e sexuais por meio da Internet e, apesar de suas intenções e tentativas, não consegue se controlar, em sua opinião, ela deve:
Falar a verdade para seu cônjuge e pedir ajuda
Pedir para bloquear em seu computador o acesso a esses tipos de chats
Tirar a Internet de casa
Orar e ler mais a Bíblia
Pedir ajuda ao pastor
No mundo cibernético, com a chegada do romance virtual, parece que o amor à primeira teclada está na concepção de alguns que entram nas salas de bate-papo em busca de uma aventura sexual, de um romance casual ou de uma relação emocional séria. No entanto, na maioria das vezes, no momento em que saem do virtual e caem na real, percebem que o verdadeiro amor é muito difícil de acontecer via on-line.
“A Internet nos jogou numa nova era romântica. Mas, muitos que tentaram fazer com que os relacionamentos on-line funcionassem na vida real, ficaram decepcionados. Para alguns, é melhor aproveitar o romance cibernético pelo que ele é. Mas, sendo ou não amor, ele pode certamente mudar sua vida.” – Celeste Biever, Amor Eletrônico – Revista Seleções, Outubro de 2007, p. 115.
Muitas pessoas, por meio das teclas de um computador, estão marcando encontros nos quais podem ocorrer tanto um grande romance, como também uma grande decepção e, até mesmo, um inconseqüente adultério.
A jornalista Alice Sampaio, autora do livro “Amor na Internet – Quando o Virtual Cai na Real”, publicado pela editora Record, faz algumas afirmações que merecem uma reflexão:
a) “amor virtual é virtual mesmo, é uma fantasia absoluta”.
b) “Tem desde gente sincera e com boas intenções até gente desonesta, mentirosa e safada”.
c) “Meu livro alerta pessoas de todas as idades de que a Internet não é inocente, pois sempre existe o risco de encontrar alguém perigoso”.
As pessoas mentem muito nas salas de bate-papo da Internet, e na maioria das vezes, não são nada do que dizem ser. Além de se deparar diante de pessoas que só estão querendo uma aventura, há possibilidades de encontrar também estupradores, ladrões, viciados, assassinos e pessoas com problemas morais, cujas preferências sexuais podem ser bem diferentes das suas.
A autora conta em seu livro a história de uma garota de 20 anos que só queria “ficar” e que acabou namorando um rapaz que era na realidade um matador de aluguel. Conta também a história de um rapaz de 19 anos que teclou por três meses com uma linda loirinha de 20, até encontrá-la e descobrir que na realidade tratava-se de um gay de 67 anos. Experiências como essas evidenciam a importância urgente de um diálogo sincero e aberto entre os cônjuges e entre pais e filhos, sobre o uso da Internet.
A Internet pode se transformar, para algumas pessoas casadas, na árvore do conhecimento do bem e do mal plantada dentro de casa. Quando isso acontece, geralmente, a pessoa se vicia a ponto de passar várias horas, seja de dia ou de noite, em busca de sexo.
No tocante “a gente sincera e com boas intenções”, que Alice Sampaio faz menção, logicamente ela se refere a pessoas que estão em busca de um relacionamento emocional sério. Sendo assim, não se trata de gente casada, porque pessoas realmente comprometidas não entram numa sala de bate-papo em busca de amizade com pessoas do outro sexo. Pois, a comunicação on-line pode estimular o romantismo e a abertura do coração a ponto da pessoa fazer revelações íntimas, e assim, começar a desenvolver algum tipo de sentimento e desejo pelo outro.
Não ignore o fato de que a Internet tornou-se o principal meio de infidelidade virtual. Começa-se com “tecla vai, tecla vem” em nome só da amizade, passa-se para confidências e trocas de e-mails, onde podem ocorrer revelações de carências afetivas e de desejos sexuais. Depois, troca-se números de celulares e, finalmente, ocorre o encontro. E assim, o que era apenas virtual se torna totalmente real.
Por isso, o bate-papo pelo computador está se tornando uma das principais vias de adultério do mundo pós-moderno. Pessoas que jamais trairiam seu cônjuge estão sendo estimuladas, e estão encontrando, nas mensagens eletrônicas a tentação quase que irresistível da traição. A verdade é que a Internet está afetando o relacionamento conjugal e o comportamento sexual de muitas pessoas.
As estatísticas mostram que está ocorrendo um crescente aumento de infidelidade virtual e, conseqüentemente, está crescendo o número de divórcios por causa de relações extraconjugais(,) que tiveram início com a prática do sexo virtual. A própria Internet tem sites que mostram isso. Um determinado advogado que se especializou neste tipo de caso, afirma que “o índice de divórcio desencadeado pela prática do sexo virtual tem crescido entre 10% a 40% a cada ano.” – www.exactaexpress.com.br/infidelidadevirtual.htm
A psicóloga Cristina Martins, da cidade de Campinas – SP, realizou uma pesquisa on-line na qual entrevistou 200 mulheres norte-americanas, acima de 21 anos, sobre a infidelidade na Internet. O resultado foi o seguinte: 58% consideram a prática do sexo pela Internet uma traição, 21% acham que ainda não é traição e 21% ficaram neutras.
Independente da opinião de cada pessoa, o fato é que as salas de bate-papo na Internet podem mexer com sua cabeça e seu coração, pois(,) estimulam à imaginação e o desejo, que por sua vez podem afetar e interferir, para o bem ou para o mal, em seus sentimentos, comportamento e relacionamentos.
Medite: “Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela.” – Mateus 5:28.
De coração a coração:
1) Suponhamos que você chegasse à sua casa e encontrasse seu cônjuge praticando sexo virtual. Você consideraria essa prática uma traição?
2) Mentir, inclusive na Internet, pode deixar a pessoa sob uma influência espiritual degradante (João 8:44)? ( ) Sim ( ) Não. Por quê?
3)
Se uma pessoa casada está tendo problemas emocionais e sexuais por meio da Internet e, apesar de suas intenções e tentativas, não consegue se controlar, em sua opinião, ela deve:
Falar a verdade para seu cônjuge e pedir ajuda
Pedir para bloquear em seu computador o acesso a esses tipos de chats
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Pedir ajuda ao pastor
Resultado parcial
Fonte: www.vidaadois.net
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
A luta de Nadson Portugal contra a doença
O cantor Nadson Portugal, 46 anos, está com psoríase, uma doença crônica e incurável. Trata-se de uma doença inflamatória da pele, benigna, relacionada à transmissão genética e que, diante de vários fatores, melhora ou piora a situação. Afeta de 1 a 2% da população mundial, independente de sexo. No inverno o sofrimento é maior. Alguns amigos, sensibilizados com a situação e dificuldades que está enfrentando, criaram um blog para ajudá-lo nesse tratamento e o drama enfrentado por Nadson hoje é conhecido entre todos que admiram seu trabalho.
Nadson tornou-se conhecido pelo Grupo Harmuss, de Salvador, Bahia, nos anos 90, especialmente na música “Quem é este Homem?”, uma das mais rodadas na programação das emissoras Novo Tempo, na época.
Hoje, tem três álbuns solos gravados. Exerce o ministério musical voluntário, participando de programações por todo o Brasil. Reside na capital baiana, de onde concedeu uma entrevista exclusiva a este blog.
Nadson, desde quando você começou a sentir os sintomas dessa doença?
Esta doença se manifestou há cerca de 16 anos atrás, mas sempre de forma médio-moderada. Agora porém, em reação a um tratamento feito entre os meses de abril e junho, fugiu ao controle chegando a ocupar cerca de 90% de todo o corpo.
Incomoda muito?
É extremamente incômoda pois, além de ardência e sensação de queimação, coça muito. Sem contar o aspecto estético que é extremamente desagradável.
Como você tem enfrentado essa situação?
Tenho enfrentado a situação com muita resignação e acreditando que “tudo coopera para bem dos que amam ao Senhor”. Sei que esta enfermidade é para glorificação do nome do Senhor, pois de forma poderosa Ele tem me amparado e providenciado todas as coisas necessárias neste momento.
Já enfrentou algum tipo de preconceito ou rejeição por causa da psoríase?
Já enfrentei preconceito, sim. Mas entendo que é por conta da falta de informação sobre esta doença. As pessoas em geral temem ser contagiosa, coisa que não é. Mas eu não fico triste com isso, não. Eu entendo.
E as programações agendadas, com tem feito?
Quanto à agenda de compromissos, foi necessário adiar e ou cancelar os eventos de todo o mês de julho e parte do mês de agosto. Mas, pela graça de Deus, logo estaremos em ação! A propósito, eu quero agradecer a compreensão de todos os irmãos quanto a isso.
E a fé, como está?
Sempre cantei e falei pra muita gente sobre ser fiel e louvar a Deus em meio às tempestades da vida. Agora chegou a hora de provar pra mim mesmo o quanto eu creio em tudo isso que prego e canto. E neste momento tão nebuloso o Senhor Jesus tem se mostrado presente, posso senti-Lo me amparando e me dando a força e a coragem que nunca tive pra enfrentar prova como esta, com a certeza da vitória.
Alguma música o fortalece de maneira especial?
Eu glorifico a Deus por seus músicos e compositores, pois numa hora como esta são muitas as canções e os louvores que me transmitem conforto e paz. Dentre as quais eu destaco uma que foi gravada pelo Pr. Josué de Castro em seu primeiro cd. Não me recordo o título, mas o refrão diz: “Se meu louvor exige entrega eu quero me entregar…”. A outra fui eu mesmo quem gravei. É a canção “O céu vai revelar” que está no último álbum: coisas que olhos nunca viram.
Um recado para os ouvintes da Novo Tempo?
“Não temas pois eu Sou contigo, não te assombres pois Eu sou o Teu Deus; Eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.” Isaías 41:10 a 13. Alguém um dia me disse que ninguém invade as fileiras do inimigo, resgata perdidos em nome do Senhor, e fica imune aos ataques do devorador, mas disse também que nada temos a temer, pois somos, em Cristo (nosso comandante), mais que vencedores. Eu sei que não é contra carne. E também sei em quem tenho crido. Por isso estou certo que nada me separará do amor de Deus, que está em Cristo, meu Jesus! Graça e paz a todos os filhos e filhas do Senhor que ouvem a Novo Tempo neste momento, e à toda equipe NT em todo Brasil.
O blog “Amigos de Nadson” apresenta mais detalhes sobre a doença, imagens do cantor com a psoríase e também a possibilidade de deixar uma mensagem especial e também contribuir financeiramente para seu tratamento.
Veja em http://amigosdenadson.blogspot.com
Fonte: Novo Tempo
Nadson tornou-se conhecido pelo Grupo Harmuss, de Salvador, Bahia, nos anos 90, especialmente na música “Quem é este Homem?”, uma das mais rodadas na programação das emissoras Novo Tempo, na época.
Hoje, tem três álbuns solos gravados. Exerce o ministério musical voluntário, participando de programações por todo o Brasil. Reside na capital baiana, de onde concedeu uma entrevista exclusiva a este blog.
Nadson, desde quando você começou a sentir os sintomas dessa doença?
Esta doença se manifestou há cerca de 16 anos atrás, mas sempre de forma médio-moderada. Agora porém, em reação a um tratamento feito entre os meses de abril e junho, fugiu ao controle chegando a ocupar cerca de 90% de todo o corpo.
Incomoda muito?
É extremamente incômoda pois, além de ardência e sensação de queimação, coça muito. Sem contar o aspecto estético que é extremamente desagradável.
Como você tem enfrentado essa situação?
Tenho enfrentado a situação com muita resignação e acreditando que “tudo coopera para bem dos que amam ao Senhor”. Sei que esta enfermidade é para glorificação do nome do Senhor, pois de forma poderosa Ele tem me amparado e providenciado todas as coisas necessárias neste momento.
Já enfrentou algum tipo de preconceito ou rejeição por causa da psoríase?
Já enfrentei preconceito, sim. Mas entendo que é por conta da falta de informação sobre esta doença. As pessoas em geral temem ser contagiosa, coisa que não é. Mas eu não fico triste com isso, não. Eu entendo.
E as programações agendadas, com tem feito?
Quanto à agenda de compromissos, foi necessário adiar e ou cancelar os eventos de todo o mês de julho e parte do mês de agosto. Mas, pela graça de Deus, logo estaremos em ação! A propósito, eu quero agradecer a compreensão de todos os irmãos quanto a isso.
E a fé, como está?
Sempre cantei e falei pra muita gente sobre ser fiel e louvar a Deus em meio às tempestades da vida. Agora chegou a hora de provar pra mim mesmo o quanto eu creio em tudo isso que prego e canto. E neste momento tão nebuloso o Senhor Jesus tem se mostrado presente, posso senti-Lo me amparando e me dando a força e a coragem que nunca tive pra enfrentar prova como esta, com a certeza da vitória.
Alguma música o fortalece de maneira especial?
Eu glorifico a Deus por seus músicos e compositores, pois numa hora como esta são muitas as canções e os louvores que me transmitem conforto e paz. Dentre as quais eu destaco uma que foi gravada pelo Pr. Josué de Castro em seu primeiro cd. Não me recordo o título, mas o refrão diz: “Se meu louvor exige entrega eu quero me entregar…”. A outra fui eu mesmo quem gravei. É a canção “O céu vai revelar” que está no último álbum: coisas que olhos nunca viram.
Um recado para os ouvintes da Novo Tempo?
“Não temas pois eu Sou contigo, não te assombres pois Eu sou o Teu Deus; Eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.” Isaías 41:10 a 13. Alguém um dia me disse que ninguém invade as fileiras do inimigo, resgata perdidos em nome do Senhor, e fica imune aos ataques do devorador, mas disse também que nada temos a temer, pois somos, em Cristo (nosso comandante), mais que vencedores. Eu sei que não é contra carne. E também sei em quem tenho crido. Por isso estou certo que nada me separará do amor de Deus, que está em Cristo, meu Jesus! Graça e paz a todos os filhos e filhas do Senhor que ouvem a Novo Tempo neste momento, e à toda equipe NT em todo Brasil.
O blog “Amigos de Nadson” apresenta mais detalhes sobre a doença, imagens do cantor com a psoríase e também a possibilidade de deixar uma mensagem especial e também contribuir financeiramente para seu tratamento.
Veja em http://amigosdenadson.blogspot.com
Fonte: Novo Tempo
Meu Primeiro 2º. Dia dos Pais
“Porque tudo o que a gente merece neste dia é tudo o que a gente já tem!” Sou pai.
Fiquei apavorado com o teste positivo, descontrolado comprando coisas pro quarto, desnorteado nas consultas pré-natais e abobalhado durante o parto. Se pra mim o mundo já havia caído com a notícia, parou tudo quando peguei meu nenê nos braços. Flutuei suspenso como quem sonha. Meu sorriso de paspalho traduziu um coração feliz, com uma mente de aprendiz, num corpo de super-homem.
De lá pra cá, tudo virou de ponta-cabeça. Meus sapatos nunca mais estiveram no lugar, minhas chaves jamais continuaram secas, nem minhas revistas sobreviveram ao “estraçalhamento”. Entro em casa tropeçando em panos e pisando em patinhos – invado a noite dormindo aos pedaços e orando por inteiro – além do sono em fatias trazendo sonhos assustadores. O silêncio virou preocupação, tomar banho um completo Dilúvio e meu veículo um carro-alegórico do avesso.
Sou pai.
Passei assistir Discovery Kid´s, pechinchar o preço do Lego e decorar marcas de fraldas. Papinha é um assalto disfarçado, shampoo infantil um roubo descarado e sapatinhos “fofos” um seqüestro intolerável. Por que criança custa tão caro? Porque o valor das coisas é medido pela raridade delas – e o mercado sabe que para cada pai seu bebê é único.
Mas não me importo com nada disso – sou pai-coruja e nem ligo por manchar minha gravata. Já saí cheirando pomada, trabalhei com algodão no terno e dei carona pra gente importante pisando bolacha pelo chão. Atraso mais do que admitiria um dia, vejo uma invasão de coisas sobre a pia e no meio das duas sou completa minoria.
Minha filha e minha esposa são uma coalizão de infantaria capaz de me vencer em qualquer pedido. Não sou banana, não! Mas se tiver que descascá-la amassando bem quietinho, faço e não reclamo. (Vai Farinha Láctea junto, aí?)
Outro dia, às nove da noite, virei malabarista tentando trocar uma fralda neste serzinho alucinado. Todos os frascos voavam longe, com uma perna eu abria o lixo, o outro pé pisava num bichinho, uma mão segurava as perninhas, o outro braço segurava a pomada, na boca a fralda nova, o celular tocava no bolso, o choro assustava o bairro, a música do móbile era filme de terror e a mãe, lá do banho, ainda gritava “mais rápido!”. Enfrentei com valentia o impossível, e já cantava vitória contratado no Cirque du Soleil, quando, de repente, minhas mãos ficaram subitamente molhadas. E com água morna?! Cadê a torneira? Bom, não era água bem assim… mas, veio junto com um sorriso banguela, feito duas meias brancas no varal, que me quebrou em mil pedaços. Tive que rir e começar tudo outra vez (torcendo pra não vir com o “número 2” junto…).
Fazer o que? Sou pai. “Queimo o filme”, “chuto o balde” e “pago mico” – tudo junto, e sem stress! Horas atrás, confundi os tubos plásticos com seus conteúdos e troquei a pomada anti-assadura pela pasta dental infantil. Seu bumbum ficou cheirando tuti-fruti e sua gengiva com gosto de Hipogloss. E daí? Curto tudo isso (ela talvez não!). Pior foi a vez, num hotel, que me distraí enquanto a patroa dava uma saída, e a menina bebeu todo o frasco de shampoo 2 em 1. Os momentos seguintes foram épicos. Enquanto eu levava bronca da mãe, a filha ficou o dia inteiro sorrindo bolhas de sabão. Mas ficou tudo bem…
Êita, a gente muda pra valer, mesmo. Filmes me emocionam mais, noticias me assustam como nunca, estou interessado em dicas de educação e preocupado com a mensalidade da faculdade em 2027. E quando ela começar a namorar? Com um frangote de bermuda caída mostrando a zorba? Ficou doido? E se alguém lhe magoar? Será que ela vai me levar junto com as amiguinhas ao shopping? Continuará usando macacãozinho aos 18 anos? Entrarei com ela, num corredor florido, só para lhe dar de mão-beijada a um machão-tosco-metido-a-besta? Chega… senão a paranóia me mata.
Por isso, eu repito: ser pai é morrer de saudade!
Neste dia dos Pais, quero me olhar no espelho, suspirando profundamente e vendo o que a vida fez comigo. Mereço uma homenagem, um desfile em meu nome, um discurso do presidente da nação. Sou pai, e não sei como o mundo não parou pra me reconhecer. Faço papel de bobo, carrego bolsa rosa, rastejo de quatro no chão e não tenho mais vontade própria. Prefiro a vacina em mim, petrifico com um grito mais forte e arranco a perna de alguém se mexer num dedinho dela. Fiquei mais corajoso, mais atento e mais sensível. Tudo isso, sem perceber direito este um ano que passou voando.
E você, que também é pai?! De sangue ou de coração? Casado, viúvo, separado, ou talvez largado? Torcedor de qualquer time ou torcendo body no varal? Engravatado lá fora e vestido de Buzz dentro de casa? De barba feita pra impressionar, ou maquiado de Barbie para agradar? Somos todos iguais – e completamente diferentes.
Parabéns! Se olharmos pelas mães, merecemos menos – pela força de aço que elas têm. Se olharmos pelo comércio, merecemos mais – pela publicidade estereotipada vendendo loção pós-barba. Mas se olharmos para quem nos tornou pais, daí sim, tudo o que a gente merece é tudo o que a gente já tem – uma paz na alma de quem é o que só Deus também é.
Um Pai.
Neste dia de todos os dias, seja o pai que você sempre quis ser – e veja em seus braços o que o Pai do Céu sempre sonhou pra você.
E, melhor ainda, se vier com um beijinho junto (e bem babado, no meu caso!).
Que Deus nos abençoe.
FELIZ DIA DOS PAIS!
Fonte: Novo Tempo
No sábado, sexo é pecado?
Uma pergunta que sempre é feita por ocasião dos encontros de casais e cursos para noivos da Igreja Adventista do Sétimo Dia é a seguinte: “Relação sexual, durante as horas do Sábado, é pecado?” As respostas se dividem: Alguns respondem sim; outros não.
Vários fatores levam uma pessoa a posicionar-se diante do assunto: Sua formação cultural, religiosa, familiar e concepções pessoais sobre o Sábado, sexo e casamento.
Conhecendo a Situação
É importante lembrar que a teologia do período pós-apostólico foi influenciada por correntes filosóficas como o Gnosticismo, que com seu dualismo entre matéria, essencialmente má, e espírito, essencialmente bom, gerou dois tipos de comportamentos:
Liberalismo – Doutrina que se baseia na liberdade inconsequente para desfrutar os prazeres da carne. Seus praticantes entregavam-se ao vicio e à imoralidade. Este comportamento liberal é completamente desaprovado pela ética cristã como se observa em toda a Bíblia.
Ascetismo – Doutrina moral que se baseia no desprezo do corpo e das sensações físicas de prazer. Seus praticantes chegavam a proibir o casamento e possuíam conceitos negativos sobre o sexo. Por sua vez, em sua época Paulo condenou uma heresia que proibia o casamento (1Tm 4:3).
Interessante atentar para o fato de que muitos dos chamados Pais da Igreja defendiam o celibato. Dentre eles: São Jerônimo, Tertuliano, Santo Agostinho. E ao que tudo indica, Santo Agostinho foi o que mais influenciou o pensamento católico. Ele cria que o celibato é superior ao casamento; e que sexo no casamento somente para procriação. E, ele foi além. Se o casamento é sacramento, então o sexo é pecado venial. Segundo o Novo Dicionário Aurélio, o pecado venial é aquele “que enfraquece a graça sem a destruir”. Diríamos que seria um pecado que Deus consentiria.
O ponto de vista de Agostinho em relação ao sexo tornou-se dominante na Igreja Medieval, e foi aceito por São Tomás no século XIII. Dessa forma, tornou-se a palavra autorizada para o catolicismo posterior, como testemunharam o Concílio de Trento e os pronunciamentos dos papas mais recentes. (E. C. Gardner, Fé Bíblica e Ética Social p. 257 e 258). Por outro lado existe o pensamento hedonista de que o sexo deve ser praticado apenas para o prazer.
Esses pensamentos equivocados geraram visões distorcidas do sexo, que não correspondem à Bíblia.
O Sexo na Bíblia
Na Bíblia, o sexo é apresentado como algo bom, dádiva do Criador para o casamento com propósitos de procriação e prazer (Gn 1:27,28; Pv 5:18-19; Mt 19:16). No entanto, há algo mais nas Escrituras que merece ser estudado.
O símbolo de uma experiência maior
Em Ef 5:23 a 32, Paulo estabelece um paralelo entre o casamento humano e a união de Cristo com Sua igreja. Este simbolismo tem suas raízes no Antigo Testamento. Esta analogia evidencia por implicação que o sexo dentro do casamento não é pecado.
A relação sexual praticada por um casal que se ama é plena de significado bíblico. É o clímax de uma união física, mental e espiritual abençoada pelo Criador. Pois, este ato torna os dois “uma só carne”. Não há dicotomia entre o corpo e a alma. Não há separação entre tal unidade e santidade. Por isso, o apóstolo Paulo disse: “O matrimônio seja honrado por todos, e o leito conjugal, sem mancha…” – Hb 13:4. A palavra para “leito” aqui usada é “koite”, que significa “coabitar”. Portanto, sexo no casamento é considerado santo e a expressão maior de uma união conjugal. Se crermos assim e o considerarmos bom e santo, provavelmente, não haverá problemas em nos relacionar dessa forma no sábado.
Além disso, no pensamento hebraico o Sábado devia ser usado como um tempo para os cônjuges renovarem seus votos de fidelidade e íntima comunhão. O Dr. Samuele Bacchiochi em seu livro Divine Rest For Human Restlessness, p. 294 menciona uma prática judaica que nos ajuda a entender esta concepção: “Samuel M. Segal explica que ‘segundo a lei judaica, todo homem deveria ter relações maritais pelo menos uma vez por semana, preferivelmente na sexta-feira à noite. Desde que o Cântico dos Cânticos fala do amor entre homem e mulher, o homem precisa lê-lo ao entrar no Sábado para criar uma atmosfera de amor e afeição. E por essa razão, também, na sexta-feira à noite, durante a refeição, o homem recita o último capitulo de Provérbios no qual se enaltece a mulher virtuosa’ (The Sabbath Book, 1942 p. 17)”.
Conclusão
Não pretendemos dogmatizar, mas apresentar um ponto de vista com respaldo teológico e bíblico. Todavia, existem outros pontos de vista que devem ser respeitados. Vale lembrar que a Bíblia não é normativa quanto a esta questão. Ela apenas nos fornece elementos necessários para dizermos que a relação sexual no casamento, conforme Hb 13:4, não é pecado. E, que este ato não é somente fisiológico-hedonista, nem somente para procriação. Mas um procedimento que envolve três aspectos distintos, mas inseparáveis: físico, mental e espiritual; é uma unidade. Com base nisso pode-se fazer uma ligação entre o sábado e a manifestação maior do amor conjugal. Contudo, é importante ressaltar que algumas pessoas não se sentem à vontade para praticar este ato durante as horas sabáticas. Elas devem ser respeitadas. Afinal a semana tem outros seis dias. O que não se pode é declarar que sexo no sábado é pecado baseado em conceitos pessoais.
Bibliografia
1) Bachiocchi, Samuele. Divine Rest for Human Restlessnes,Edição do autor – Berrien Springs. Michigan 49-103, USA
2) Gardner, E. C.. Fé Bíblica e Ética Social – Juerp, RJ
3) Lahye, Tim e Berverly. O Ato Conjugal, Editora Betânia, Venda Nova – MG
4) Lawe, Frank e Stephan Olford – A Santidade do Sexo, Editora Fiel, São Paulo, SP
5) Francis Nichol, Ed, The Seventh-Day Adventist Bible Comentary, Vols. I e VIII
6) Charles Wittschiebe, God Invented Sex, Review and Herald Publishing Association, Nashville, Tennessee.
7) Kubo, Sakae. Theology Ethics of Sex, Review and Herald Publishing Association, Nashville, Tennessee – Washington – DC
Autor: Pr. Moisés Mattos - http://www.vidaadois.net -www.bloglarefamilia.blogspot.com
Fonte: Novo Tempo
Vários fatores levam uma pessoa a posicionar-se diante do assunto: Sua formação cultural, religiosa, familiar e concepções pessoais sobre o Sábado, sexo e casamento.
Conhecendo a Situação
É importante lembrar que a teologia do período pós-apostólico foi influenciada por correntes filosóficas como o Gnosticismo, que com seu dualismo entre matéria, essencialmente má, e espírito, essencialmente bom, gerou dois tipos de comportamentos:
Liberalismo – Doutrina que se baseia na liberdade inconsequente para desfrutar os prazeres da carne. Seus praticantes entregavam-se ao vicio e à imoralidade. Este comportamento liberal é completamente desaprovado pela ética cristã como se observa em toda a Bíblia.
Ascetismo – Doutrina moral que se baseia no desprezo do corpo e das sensações físicas de prazer. Seus praticantes chegavam a proibir o casamento e possuíam conceitos negativos sobre o sexo. Por sua vez, em sua época Paulo condenou uma heresia que proibia o casamento (1Tm 4:3).
Interessante atentar para o fato de que muitos dos chamados Pais da Igreja defendiam o celibato. Dentre eles: São Jerônimo, Tertuliano, Santo Agostinho. E ao que tudo indica, Santo Agostinho foi o que mais influenciou o pensamento católico. Ele cria que o celibato é superior ao casamento; e que sexo no casamento somente para procriação. E, ele foi além. Se o casamento é sacramento, então o sexo é pecado venial. Segundo o Novo Dicionário Aurélio, o pecado venial é aquele “que enfraquece a graça sem a destruir”. Diríamos que seria um pecado que Deus consentiria.
O ponto de vista de Agostinho em relação ao sexo tornou-se dominante na Igreja Medieval, e foi aceito por São Tomás no século XIII. Dessa forma, tornou-se a palavra autorizada para o catolicismo posterior, como testemunharam o Concílio de Trento e os pronunciamentos dos papas mais recentes. (E. C. Gardner, Fé Bíblica e Ética Social p. 257 e 258). Por outro lado existe o pensamento hedonista de que o sexo deve ser praticado apenas para o prazer.
Esses pensamentos equivocados geraram visões distorcidas do sexo, que não correspondem à Bíblia.
O Sexo na Bíblia
Na Bíblia, o sexo é apresentado como algo bom, dádiva do Criador para o casamento com propósitos de procriação e prazer (Gn 1:27,28; Pv 5:18-19; Mt 19:16). No entanto, há algo mais nas Escrituras que merece ser estudado.
O símbolo de uma experiência maior
Em Ef 5:23 a 32, Paulo estabelece um paralelo entre o casamento humano e a união de Cristo com Sua igreja. Este simbolismo tem suas raízes no Antigo Testamento. Esta analogia evidencia por implicação que o sexo dentro do casamento não é pecado.
A relação sexual praticada por um casal que se ama é plena de significado bíblico. É o clímax de uma união física, mental e espiritual abençoada pelo Criador. Pois, este ato torna os dois “uma só carne”. Não há dicotomia entre o corpo e a alma. Não há separação entre tal unidade e santidade. Por isso, o apóstolo Paulo disse: “O matrimônio seja honrado por todos, e o leito conjugal, sem mancha…” – Hb 13:4. A palavra para “leito” aqui usada é “koite”, que significa “coabitar”. Portanto, sexo no casamento é considerado santo e a expressão maior de uma união conjugal. Se crermos assim e o considerarmos bom e santo, provavelmente, não haverá problemas em nos relacionar dessa forma no sábado.
Além disso, no pensamento hebraico o Sábado devia ser usado como um tempo para os cônjuges renovarem seus votos de fidelidade e íntima comunhão. O Dr. Samuele Bacchiochi em seu livro Divine Rest For Human Restlessness, p. 294 menciona uma prática judaica que nos ajuda a entender esta concepção: “Samuel M. Segal explica que ‘segundo a lei judaica, todo homem deveria ter relações maritais pelo menos uma vez por semana, preferivelmente na sexta-feira à noite. Desde que o Cântico dos Cânticos fala do amor entre homem e mulher, o homem precisa lê-lo ao entrar no Sábado para criar uma atmosfera de amor e afeição. E por essa razão, também, na sexta-feira à noite, durante a refeição, o homem recita o último capitulo de Provérbios no qual se enaltece a mulher virtuosa’ (The Sabbath Book, 1942 p. 17)”.
Conclusão
Não pretendemos dogmatizar, mas apresentar um ponto de vista com respaldo teológico e bíblico. Todavia, existem outros pontos de vista que devem ser respeitados. Vale lembrar que a Bíblia não é normativa quanto a esta questão. Ela apenas nos fornece elementos necessários para dizermos que a relação sexual no casamento, conforme Hb 13:4, não é pecado. E, que este ato não é somente fisiológico-hedonista, nem somente para procriação. Mas um procedimento que envolve três aspectos distintos, mas inseparáveis: físico, mental e espiritual; é uma unidade. Com base nisso pode-se fazer uma ligação entre o sábado e a manifestação maior do amor conjugal. Contudo, é importante ressaltar que algumas pessoas não se sentem à vontade para praticar este ato durante as horas sabáticas. Elas devem ser respeitadas. Afinal a semana tem outros seis dias. O que não se pode é declarar que sexo no sábado é pecado baseado em conceitos pessoais.
Bibliografia
1) Bachiocchi, Samuele. Divine Rest for Human Restlessnes,Edição do autor – Berrien Springs. Michigan 49-103, USA
2) Gardner, E. C.. Fé Bíblica e Ética Social – Juerp, RJ
3) Lahye, Tim e Berverly. O Ato Conjugal, Editora Betânia, Venda Nova – MG
4) Lawe, Frank e Stephan Olford – A Santidade do Sexo, Editora Fiel, São Paulo, SP
5) Francis Nichol, Ed, The Seventh-Day Adventist Bible Comentary, Vols. I e VIII
6) Charles Wittschiebe, God Invented Sex, Review and Herald Publishing Association, Nashville, Tennessee.
7) Kubo, Sakae. Theology Ethics of Sex, Review and Herald Publishing Association, Nashville, Tennessee – Washington – DC
Autor: Pr. Moisés Mattos - http://www.vidaadois.net -www.bloglarefamilia.blogspot.com
Fonte: Novo Tempo
Calebe, o perseverante
Josué 14:6-14.
Todos temos objetivos, propósitos e até sonhos na vida que almejamos conquistar. Estes são os desafios da vida. Mas, para chegarmos lá, temos que passar por dificuldades e barreiras e, às vezes, temos que enfrentar e lutar sozinhos diante desses obstáculos e montanhas.
Três pensamentos devemos extrair deste texto:
1- Devemos perseverar e continuar perseverando.
2- O perseverante é incansável na batalha. Calebe, com 40 anos, lutava; com 85 anos, lutava com a mesma fé.
3- Calebe foi destemido, ousado e corajoso. Calebe significa “Aquele que permanece”.
Ser cristão é fácil, permanecer cristão é mais difícil. Requer mais entrega, mais submissão, conservar o espírito, permanecer na decisão, permanecer na visão, permanecer no seu propósito, nos seus sonhos. Permanecer é um verbo passivo. Cristo disse: “Permanecei em mim”. Queridos, não existe permanência em Cristo sem passarmos tempo com Cristo. Muita gente fala de Cristo, mas muita gente não toma posse de Cristo.
Por que alguns Israelitas não tomaram posse da terra prometida? Faltou coragem e vontade.
Cristianismo não é religião para covardes. Queriam uma religião fácil. Mas Calebe fez a diferença: não pediu os vales, pediu as montanhas.
Meu caro amigo, ao longo da vida subimos pequenos montes e, quando chegamos ao topo, descobrimos que diante de nós se levantam montanhas. Mas não desista de seus sonhos. Se a montanha parece alta demais, não vá pelo caminho mais fácil. Olhe para as montanhas!
Não siga o caminho da mediocridade. Olhe para as montanhas! Saia do vale do conformismo, largue as planícies da rotina e da monotonia. Atreva-se a subir a montanha. Subir a montanha não é fácil. Os pés podem sangrar. O suor corre pelo rosto, o cansaço toma conta do corpo.
Quando se olha para trás, às vezes dá a impressão de que não se subiu nada. Quando se olha para cima, dá a impressão de que está bem distante. Às vezes, há momento de desânimo. Subir a montanha não é fácil!
Quando chegar o momento de tomar decisões importantes na vida, por favor, não olhe o mais fácil, desafie a si mesmo porque, quando chegar lá em cima, você descobrirá que valeu a pena perseverar, valeu a pena persistir.
A vida é um permanente subir, até que um dia Deus lhe diga: “Filho, chega! Que bom que você não desistiu! Que bom que você perseverou e veio me abraçar. Eu te esperei com muita ansiedade e você está aqui. Entra no gozo do teu Senhor”.
Pastor Tufi Fernandes
Associação Amazônia Roraima – UNoB
Fonte : Novo Tempo
Todos temos objetivos, propósitos e até sonhos na vida que almejamos conquistar. Estes são os desafios da vida. Mas, para chegarmos lá, temos que passar por dificuldades e barreiras e, às vezes, temos que enfrentar e lutar sozinhos diante desses obstáculos e montanhas.
Três pensamentos devemos extrair deste texto:
1- Devemos perseverar e continuar perseverando.
2- O perseverante é incansável na batalha. Calebe, com 40 anos, lutava; com 85 anos, lutava com a mesma fé.
3- Calebe foi destemido, ousado e corajoso. Calebe significa “Aquele que permanece”.
Ser cristão é fácil, permanecer cristão é mais difícil. Requer mais entrega, mais submissão, conservar o espírito, permanecer na decisão, permanecer na visão, permanecer no seu propósito, nos seus sonhos. Permanecer é um verbo passivo. Cristo disse: “Permanecei em mim”. Queridos, não existe permanência em Cristo sem passarmos tempo com Cristo. Muita gente fala de Cristo, mas muita gente não toma posse de Cristo.
Por que alguns Israelitas não tomaram posse da terra prometida? Faltou coragem e vontade.
Cristianismo não é religião para covardes. Queriam uma religião fácil. Mas Calebe fez a diferença: não pediu os vales, pediu as montanhas.
Meu caro amigo, ao longo da vida subimos pequenos montes e, quando chegamos ao topo, descobrimos que diante de nós se levantam montanhas. Mas não desista de seus sonhos. Se a montanha parece alta demais, não vá pelo caminho mais fácil. Olhe para as montanhas!
Não siga o caminho da mediocridade. Olhe para as montanhas! Saia do vale do conformismo, largue as planícies da rotina e da monotonia. Atreva-se a subir a montanha. Subir a montanha não é fácil. Os pés podem sangrar. O suor corre pelo rosto, o cansaço toma conta do corpo.
Quando se olha para trás, às vezes dá a impressão de que não se subiu nada. Quando se olha para cima, dá a impressão de que está bem distante. Às vezes, há momento de desânimo. Subir a montanha não é fácil!
Quando chegar o momento de tomar decisões importantes na vida, por favor, não olhe o mais fácil, desafie a si mesmo porque, quando chegar lá em cima, você descobrirá que valeu a pena perseverar, valeu a pena persistir.
A vida é um permanente subir, até que um dia Deus lhe diga: “Filho, chega! Que bom que você não desistiu! Que bom que você perseverou e veio me abraçar. Eu te esperei com muita ansiedade e você está aqui. Entra no gozo do teu Senhor”.
Pastor Tufi Fernandes
Associação Amazônia Roraima – UNoB
Fonte : Novo Tempo
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Como salvar seu casamento
A revista Época (17.O4.2010) publicou um excelente artigo de VAN MARTINS E KÁTIA MELLO sobre o desafio de manter um casamento. Interessante que mesmo com um numero grande de divórcios e recasamentos, a busca pelo par ideal, em que se possa ficar junto até o fim da vida, persiste como uma grande realidade. E que a maioria deseja uma única relação para sempre. Como fazer isso dar certo… Outra constatação interessante que os conceitos tradicionais sobre manutenção de relação ainda persistem em alta: conhecimento mútuo, dedicar tempo para a relação, fazer sexo, manter o amor companheiro, conversar com o outro e respeitar a individualidade. A seguir transcrevemos alguns trechos da reportagem.
O casamento. A boda. O matrimônio. O que essas palavras evocam são imagens tocantes e cenas de festa. Uma noiva sorrindo à beira de um lago, radiante em seu vestido branco de cetim que, embora ela não saiba, foi usado pela primeira vez pela rainha Vitória, da Inglaterra, em seu casamento com o príncipe Albert, em 1840. De lá para cá, as noivas no Ocidente vestem branco. E são rainhas por um dia.
Mas o casamento, a boda, o matrimônio – e mesmo a forma laica e informal de compromisso, a coabitação –, não se resume a uma festa. Depois da noite de núpcias, começa, para todos os casais, aquilo que o psiquiatra Alfredo Simonetti, ligado ao Hospital das Clínicas de São Paulo, descreve como “o sofrimento de viver a dois”: uma luta diária contra a natureza humana, que, ao mesmo tempo que atrai as pessoas para a vida conjugal, faz com que elas, rapidamente, se desapontem com as dificuldades do cotidiano a dois.
As estatísticas brasileiras são eloquentes a respeito tanto do fascínio quanto das agruras do casamento. Cerca de 1 milhão de pessoas se casam todos os anos no Brasil – e pouco mais de 250 mil se separam no mesmo período. Logo, de cada quatro casamentos, um termina em separação. Embora a estatística seja adversa, o risco não é suficiente para fazer as pessoas deixar de casar. Os números do IBGE mostram que a quantidade de uniões por 100 mil brasileiros aumenta um bocadinho a cada ano. Entre 1998 e 2008, o número de casamentos cresceu 34,8%, superando em 13 pontos porcentuais o crescimento vegetativo da população nessa faixa etária. Os divórcios e as separações, no mesmo período de dez anos, cresceram menos, 33%. A diferença é pouca, mínima na verdade, mas sugere que o sonho de casar está mais em alta que a vontade de se separar.
Há várias maneiras de olhar para essas estatísticas de casamento e separação. Uma delas é com otimismo: as pessoas se separam por que estão infelizes, e é bom que a lei facilite o afastamento. Antes de 2002, a separação judicial no Brasil, quando não era consensual, estava condicionada à comprovação de “culpa objetiva e específica” de uma das partes. Hoje em dia, qualquer motivo, mesmo fútil, é suficiente para que o juiz aceite a “impossibilidade de vida comum”. Os juízes entendem que, se uma das partes não quer, basta. Qualquer que seja a razão.
Outra forma de olhar para a mesma estatística é com alarme. Afinal, a cada casamento fracassado corresponde uma dose imensa de sofrimento humano. O divórcio, diz um estudo americano, só perde em termos de estresse para a morte de um cônjuge. É das piores experiências que as pessoas podem ter na vida. Para os filhos, a separação também é dolorosa. Cria períodos de terrível ansiedade. Quando se olha para além da família, a onda de separações tem como consequência social o empobrecimento das pessoas. Mães pobres que criam sozinhas seus filhos, como mostram pesquisas recentes, estão entre os poucos grupos sociais que não conseguiram se beneficiar da elevação geral da renda brasileira dos últimos anos. Parecem estar abaixo da possibilidade de ascensão.
As pesquisas sugerem que o sonho da maioria continua sendo um único casamento, que dure a vida inteira
Tudo isso seria mais ou menos irrelevante se homens e mulheres estivessem perfeitamente confortáveis com a ideia de casamentos seriais. Eles seriam intercalados por períodos miseráveis de separação e pelo êxtase da descoberta de uma nova parceira ou parceiro. Não é isso que a pessoas querem. Mesmo nos Estados Unidos, país que tem uma longa tradição de convívio com o divórcio, onde metade das uniões termina em separação (o dobro da taxa brasileira!), as pesquisas sugerem que o sonho da maioria continua sendo um único casamento longo e feliz, que abarque a existência, produza filhos e dê à vida de cada um dos cônjuges uma riqueza de sentido que ela não teria sozinha. As pessoas não se separam por ter superado essa aspiração romântica. Ao contrário, elas se afastam amarguradas por não conseguir atingir esse ideal. Em geral, quem faz isso é a mulher. Nos Estados Unidos, elas são responsáveis por dois terços dos pedidos de separação. No Brasil, essa proporção é ainda maior, 72%. Ao que tudo indica, para essas mulheres o sonho de felicidade no casamento não mudou. A realidade é que tem se revelado mesquinha.
Além do entretenimento de uma boa leitura, há no livro informações e ideias úteis para quem deseja iniciar ou preservar um casamento. A primeira coisa que ele atira pela janela é o romantismo. Casamento não é uma questão de paixão, afirma Gilbert. Bons casamentos não se ancoram numa erupção hormonal que desliga o senso crítico e faz do cérebro apaixonado algo parecido com o cérebro de um dependente químico (como está demonstrado por estudos de imagens de ressonância magnética!). Estatísticas americanas mostram que, quanto mais jovens as pessoas se casam, maior a chance de separação – e isso parece estar ligado à urgência e à instabilidade das paixões juvenis. Só depois dos 25 anos as estatísticas começam a ficar menos dramáticas. Tendo casado pela primeira vez aos 24 anos, depois de uma sequência de paixões avassaladoras, Gilbert parece saber do que está falando. Ela está separada desde 2002, mas ainda paga pensão mensal ao ex-marido, embora ele tenha se casado novamente, seja pai e vá lançar, em setembro, seu próprio livro de memórias, do qual se esperam grandes doses de veneno contra a ex-mulher e mantenedora. Ninguém com esse fardo biográfico é capaz de olhar para o casamento sem justificada má vontade.
Além da divisão das tarefas da casa, parece haver mais coisas a ser aprendidas com os casamentos sólidos – como a decisão de criar espaços exclusivos para o casal, que não incluam os filhos. Todos os especialistas dizem que isso é essencial para manter a chama do desejo e reforçar a sintonia. O comerciante Alexandre Cavalcante, de 36 anos, e a mulher Andréa Cristina, dona de casa, fazem assim: tiram duas semanas de férias por ano, sem as crianças. Eles têm Vanessa, de 16 anos, e Mateus, de 10. Vivem em Natal, no Rio Grande do Norte. “Em janeiro passado, nós dois fizemos um cruzeiro”, diz ele. O sucesso desse casamento é um desafio às estatísticas. A união começou com a gravidez de Andréa aos 18 anos e tinha tudo para acabar rápido. “Todos apostavam que não duraria seis meses”, diz Alexandre. Já dura 16 anos. Andréa, que agora tem 35, atribui isso ao fato de os dois conversarem muito. Ele acha que o essencial é a consciência de estar casado. “Casar é saber que não é só você”, afirma.
Outra ilusão que o livro se empenha em destruir é a completude. Não há um homem ou mulher, diz ela, que seja capaz de preencher a vida de cada um de nós. A pessoa que porá nosso mundo no lugar ou fará com que ele permaneça à deriva somos nós mesmos. O outro é um companheiro de viagem, não um pedaço de nosso corpo ou uma fração de nossa alma. Muito menos um guia. “Eu me recuso a sobrecarregar Felipe com a tremenda responsabilidade de me completar”, ela escreve. “Já lidei o suficiente com minhas falhas para saber que elas pertencem apenas a mim. Mas foi preciso mais de três décadas e meia para chegar a isso.”
Outra obsessão feminina à qual os maridos não costumam dar atenção é a intimidade. Para os homens, essa palavra tem uma conotação quase puramente física, enquanto no universo feminino intimidade significa um milhão de outras coisas. “Um nível profundo e psicológico de comunicação e reciprocidade”, por exemplo. Ou “um jeito de falar sobre si e de ser escutada pelo outro”. Ou, ainda, “um tipo de conversa especial, de entrega singular, de quem fala e de quem escuta”. Essa intimidade de atributos quase metafísicos, diz Mirian, está por trás de inúmeros pedidos de separação no Brasil. “A mulher casada há vários anos diz que não consegue mais ter intimidade com o marido”, afirma ela.
Virgílio Nascimento.
http://virgilionascimento.blogspot.com
Fonte :Novo Tempo
O casamento. A boda. O matrimônio. O que essas palavras evocam são imagens tocantes e cenas de festa. Uma noiva sorrindo à beira de um lago, radiante em seu vestido branco de cetim que, embora ela não saiba, foi usado pela primeira vez pela rainha Vitória, da Inglaterra, em seu casamento com o príncipe Albert, em 1840. De lá para cá, as noivas no Ocidente vestem branco. E são rainhas por um dia.
Mas o casamento, a boda, o matrimônio – e mesmo a forma laica e informal de compromisso, a coabitação –, não se resume a uma festa. Depois da noite de núpcias, começa, para todos os casais, aquilo que o psiquiatra Alfredo Simonetti, ligado ao Hospital das Clínicas de São Paulo, descreve como “o sofrimento de viver a dois”: uma luta diária contra a natureza humana, que, ao mesmo tempo que atrai as pessoas para a vida conjugal, faz com que elas, rapidamente, se desapontem com as dificuldades do cotidiano a dois.
As estatísticas brasileiras são eloquentes a respeito tanto do fascínio quanto das agruras do casamento. Cerca de 1 milhão de pessoas se casam todos os anos no Brasil – e pouco mais de 250 mil se separam no mesmo período. Logo, de cada quatro casamentos, um termina em separação. Embora a estatística seja adversa, o risco não é suficiente para fazer as pessoas deixar de casar. Os números do IBGE mostram que a quantidade de uniões por 100 mil brasileiros aumenta um bocadinho a cada ano. Entre 1998 e 2008, o número de casamentos cresceu 34,8%, superando em 13 pontos porcentuais o crescimento vegetativo da população nessa faixa etária. Os divórcios e as separações, no mesmo período de dez anos, cresceram menos, 33%. A diferença é pouca, mínima na verdade, mas sugere que o sonho de casar está mais em alta que a vontade de se separar.
Há várias maneiras de olhar para essas estatísticas de casamento e separação. Uma delas é com otimismo: as pessoas se separam por que estão infelizes, e é bom que a lei facilite o afastamento. Antes de 2002, a separação judicial no Brasil, quando não era consensual, estava condicionada à comprovação de “culpa objetiva e específica” de uma das partes. Hoje em dia, qualquer motivo, mesmo fútil, é suficiente para que o juiz aceite a “impossibilidade de vida comum”. Os juízes entendem que, se uma das partes não quer, basta. Qualquer que seja a razão.
Outra forma de olhar para a mesma estatística é com alarme. Afinal, a cada casamento fracassado corresponde uma dose imensa de sofrimento humano. O divórcio, diz um estudo americano, só perde em termos de estresse para a morte de um cônjuge. É das piores experiências que as pessoas podem ter na vida. Para os filhos, a separação também é dolorosa. Cria períodos de terrível ansiedade. Quando se olha para além da família, a onda de separações tem como consequência social o empobrecimento das pessoas. Mães pobres que criam sozinhas seus filhos, como mostram pesquisas recentes, estão entre os poucos grupos sociais que não conseguiram se beneficiar da elevação geral da renda brasileira dos últimos anos. Parecem estar abaixo da possibilidade de ascensão.
As pesquisas sugerem que o sonho da maioria continua sendo um único casamento, que dure a vida inteira
Tudo isso seria mais ou menos irrelevante se homens e mulheres estivessem perfeitamente confortáveis com a ideia de casamentos seriais. Eles seriam intercalados por períodos miseráveis de separação e pelo êxtase da descoberta de uma nova parceira ou parceiro. Não é isso que a pessoas querem. Mesmo nos Estados Unidos, país que tem uma longa tradição de convívio com o divórcio, onde metade das uniões termina em separação (o dobro da taxa brasileira!), as pesquisas sugerem que o sonho da maioria continua sendo um único casamento longo e feliz, que abarque a existência, produza filhos e dê à vida de cada um dos cônjuges uma riqueza de sentido que ela não teria sozinha. As pessoas não se separam por ter superado essa aspiração romântica. Ao contrário, elas se afastam amarguradas por não conseguir atingir esse ideal. Em geral, quem faz isso é a mulher. Nos Estados Unidos, elas são responsáveis por dois terços dos pedidos de separação. No Brasil, essa proporção é ainda maior, 72%. Ao que tudo indica, para essas mulheres o sonho de felicidade no casamento não mudou. A realidade é que tem se revelado mesquinha.
Além do entretenimento de uma boa leitura, há no livro informações e ideias úteis para quem deseja iniciar ou preservar um casamento. A primeira coisa que ele atira pela janela é o romantismo. Casamento não é uma questão de paixão, afirma Gilbert. Bons casamentos não se ancoram numa erupção hormonal que desliga o senso crítico e faz do cérebro apaixonado algo parecido com o cérebro de um dependente químico (como está demonstrado por estudos de imagens de ressonância magnética!). Estatísticas americanas mostram que, quanto mais jovens as pessoas se casam, maior a chance de separação – e isso parece estar ligado à urgência e à instabilidade das paixões juvenis. Só depois dos 25 anos as estatísticas começam a ficar menos dramáticas. Tendo casado pela primeira vez aos 24 anos, depois de uma sequência de paixões avassaladoras, Gilbert parece saber do que está falando. Ela está separada desde 2002, mas ainda paga pensão mensal ao ex-marido, embora ele tenha se casado novamente, seja pai e vá lançar, em setembro, seu próprio livro de memórias, do qual se esperam grandes doses de veneno contra a ex-mulher e mantenedora. Ninguém com esse fardo biográfico é capaz de olhar para o casamento sem justificada má vontade.
Além da divisão das tarefas da casa, parece haver mais coisas a ser aprendidas com os casamentos sólidos – como a decisão de criar espaços exclusivos para o casal, que não incluam os filhos. Todos os especialistas dizem que isso é essencial para manter a chama do desejo e reforçar a sintonia. O comerciante Alexandre Cavalcante, de 36 anos, e a mulher Andréa Cristina, dona de casa, fazem assim: tiram duas semanas de férias por ano, sem as crianças. Eles têm Vanessa, de 16 anos, e Mateus, de 10. Vivem em Natal, no Rio Grande do Norte. “Em janeiro passado, nós dois fizemos um cruzeiro”, diz ele. O sucesso desse casamento é um desafio às estatísticas. A união começou com a gravidez de Andréa aos 18 anos e tinha tudo para acabar rápido. “Todos apostavam que não duraria seis meses”, diz Alexandre. Já dura 16 anos. Andréa, que agora tem 35, atribui isso ao fato de os dois conversarem muito. Ele acha que o essencial é a consciência de estar casado. “Casar é saber que não é só você”, afirma.
Outra ilusão que o livro se empenha em destruir é a completude. Não há um homem ou mulher, diz ela, que seja capaz de preencher a vida de cada um de nós. A pessoa que porá nosso mundo no lugar ou fará com que ele permaneça à deriva somos nós mesmos. O outro é um companheiro de viagem, não um pedaço de nosso corpo ou uma fração de nossa alma. Muito menos um guia. “Eu me recuso a sobrecarregar Felipe com a tremenda responsabilidade de me completar”, ela escreve. “Já lidei o suficiente com minhas falhas para saber que elas pertencem apenas a mim. Mas foi preciso mais de três décadas e meia para chegar a isso.”
Outra obsessão feminina à qual os maridos não costumam dar atenção é a intimidade. Para os homens, essa palavra tem uma conotação quase puramente física, enquanto no universo feminino intimidade significa um milhão de outras coisas. “Um nível profundo e psicológico de comunicação e reciprocidade”, por exemplo. Ou “um jeito de falar sobre si e de ser escutada pelo outro”. Ou, ainda, “um tipo de conversa especial, de entrega singular, de quem fala e de quem escuta”. Essa intimidade de atributos quase metafísicos, diz Mirian, está por trás de inúmeros pedidos de separação no Brasil. “A mulher casada há vários anos diz que não consegue mais ter intimidade com o marido”, afirma ela.
Virgílio Nascimento.
http://virgilionascimento.blogspot.com
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