Dr. Alberto R. Timm – A Igreja Adventista crê que Cristo veio com as duas naturezas humanas de Adão. Em certo sentido antes da queda e em outro, depois da queda.
1. É pré-lapsariana (idêntica a de Adão antes da queda) no sentido moral e espiritual. Não tinha pendor para o pecado, não tinha paixão ou qualquer inclinação para pecado.
2. É pós-lapsariana (idêntica à nossa) no sentido físico e morfológico. Jesus sentia frio, fome, sede, cansaço e veio na estatura dos homens de sua época.
Apoio Bíblico Para os Dois Conceitos:
1. Hebreus 7:26 refere-se a Cristo como santo, inculpável, sem mácula e feito mais alto do que os Céus. Descreve a condição pré-lapsariana.
2. Por outro lado, Hebreus 2:14 e 17 afirmam que Ele Se tornou semelhante aos demais homens, na participação comum na carne e no sangue, o que sugere uma condição pós-lapsariana.
Apoio no Espírito de Profecia para esses Conceitos:
Posição Pré-Lapsariana:
1. “Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, unido com Deus e amado por Deus, Ele começou onde o primeiro Adão começou Ele cruzou o chão onde Adão caiu, e redimiu o fracasso de Adão.” Youth’s Instructor, June 2, 1898.
2. “Ele venceu Satanás na mesma natureza sobre a qual no Éden Satanás obteve a vitória.” Youth’s Instructor, June 2, 1898.
3. “Ele devia tomar Sua posição como cabeça da humanidade, mas não a pecaminosidade do homem.” Signs of the Times, May 29, 1901.
4. “Sede cuidadosos, extremamente cuidadosos quanto a como vos ocupais com a natureza humana de Cristo. Não O coloqueis diante do povo como um homem com propensões para o pecado.” SDABC, vol. 5, págs. 1128 e 1129, Carta 8, 1895
5. “Ele é o segundo Adão. O primeiro Adão foi criado puro, impecável, sem uma mancha de pecado sobre si; ele era a imagem de Deus.” SDABC, vol. 5, págs.1128 e 1129. Carta 8, 1895
6. “Nem por um momento existiu nEle uma propensão má.” SDABC, vol. 5, págs. 1128 e 1129. Carta 8, 1895.
7. “Nunca de forma alguma, deixeis a mais leve impressão sobre mentes humanas de que uma mancha, ou corrupção, ou inclinação para a corrupção se apegou a Cristo.” SDABC, vol. 5, págs. 1128 e 1129. Carta 8, 1895.
8. “Que cada ser humano seja advertido contra a idéia de tornar Cristo totalmente humano tal como um de nós; isto não pode ser.” SDABC, vol. 5, págs. 1128 e 1129. Carta 8, 1895.
9. “Cristo não tinha natureza pecaminosa.” ST, 29 de maio de 1901.
10. “Cristo não tinha a mesma deslealdade pecaminosa, corrupta e decaída que nós possuímos.” Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 131
11. “Deus enviou um Ser sem pecado.” Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 132
12. “Ele nunca teve doença em Sua própria carne.” Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 133
13. “Não havia nEle nenhuma mancha de pecado.” Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 134
14. “Ele era sem pecado. A virtude e pureza caracterizavam Sua vida.” Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 134
Posição Pós-Lapsariana:
1. “Estava no plano de Deus que Cristo tomasse sobre Si a forma e natureza do homem caído.” Spirit of Prophecy, vol. 2, p. 39
2. “A natureza de Deus, cuja lei tinha sido transgredida, e a natureza de Adão, o transgressor, se reuniram em Jesus – o Filho de Deus e o Filho do homem.” SDABC, vol. 5, págs. 1128 e 1129. Carta 8, 1895
3. “Cristo, que não conhecia o mínimo vestígio de pecado ou contaminação, tomou nossa natureza em seu estado deteriorado.” Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 253
4. “Cristo assumiu a natureza humana enfraquecida com quatro mil anos de pecado.” O Desejado de Todas as Nações, p. 49
Conclusão: Os dois conceitos não se contradizem, mas se complementam. No entanto, os defensores da natureza de Cristo com pendor para o pecado se detém somente nos textos do segundo grupo.
Conclusão Perigosa dos Defensores da Natureza de Cristo:
com Pendor para o Pecado
Os defensores desta idéia dizem que se Jesus foi vitorioso tendo uma natureza como a nossa, também nós podemos ter vitória perfeita sobre o pecado.
1. Se consigo com o tempo ser perfeito e justo como Cristo foi, logo não vou precisar mais Dele. Não preciso mais de um intercessor no Céu.
2. Se eu acumulo muita santidade, torno-me igual a Ele.
3. A salvação se torna fruto de meus próprios esforços.
4. O cristão cairá no perfeccionismo.
5. Se Cristo tivesse inclinação para o pecado, Ele precisaria de um Salvador para Ele mesmo. Por que? Porque pecado não é meramente ato, mas status (estado). A inclinação, o pendor para o pecado já é pecado. O rei Davi afirmou em Salmo 51:5 – “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe”.
6. Jeremias 17:9 – “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?”
7. A criança já nasce egoísta. (Exemplo: é natural a criança não repartir seus brinquedos, sem ninguém ter-lhe ensinado isso.)
As Palavras: TUDO e TODAS AS COISAS
Estas palavras têm caráter relativo.
Hebreus 2:17, 18 – “Em todas as coisas se tornasse semelhante aos irmãos… tendo sido tentado.”
Hebreus 4:15 – “Foi tentado em todas as coisas à nossa semelhança, mas sem pecado.”
A palavra tudo é uma forma bíblica de expressão. Exemplos:
Gênesis 25:5, 6 – “Abraão deu tudo o que possuía a Isaque. Porém, aos filhos das concubinas que tinha, deu ele presentes e, …”
Gênesis 9:3 – “Tudo o que se move e vive ser-vos-á para alimento; …”
I Timóteo 4:4 – “pois tudo que Deus criou é bom, e, …”
II Pedro 2:3 – “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, …”
Romanos 14:20 – “… Todas as coisas, na verdade, são limpas, …”
Do ponto de vista da lógica, Cristo poderia ser tentado em tudo, em todas as coisas?
1. Não foi tentado naquilo que Ele não era. Exemplo: não era mulher. Cristo era homem. A tentação de Cristo não tem que ver com cada detalhe da tentação. Seria impossível.
2. Cristo era solteiro ou casado? Solteiro. Isto quer dizer que ele não podia compreender os casados porque era solteiro?
3. Nasceu como judeu no primeiro século. Isto quer dizer que Ele não poderia entender o homem do século 21?
4. No primeiro século não havia Internet, pornografia, novelas, TV.
5. A tentação tem significado apenas quando ela é adequada a uma pessoa em particular. A acusação de Satanás não era que seres pecaminosos não poderiam guardar a lei de Deus, mas que Adão, antes da queda, não podia fazê-lo.
6. A identificação de Cristo conosco, em nossas tentações está em Sua vitória sobre a essência do pecado, porque toda tentação tem um elemento comum: levar-nos a viver de forma independente de Deus.
Conclusão – Do ponto de vista lógico, Ele não poderia ser tentado em todas as coisas. Esta é uma idéia provinciana, pequena.
A Palavra Semelhante
Romanos 1:23 – “E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem…”
Romanos 5:14 – “… mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão…”
Romanos 6:5 – “Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, …”
Semelhança não quer dizer igual. Jesus Cristo veio em semelhança e não em igualdade.
Apocalipse 9:7 – “O aspecto dos gafanhotos era semelhante a cavalos…”
Hebreus 7:15 – “E isto é ainda muito mais evidente, quando, à semelhança de Melquisedeque…”
Semelhança não era igualdade absoluta.
Jesus Cristo semelhança de Cristo.
Homem, aparência de judeu, filho de José e Maria, tinha uma mãe, tinha uma linhagem de genealogia humana, passou pelas leis do desenvolvimento humano, características físicas, sono, fadiga, fome, sede. EGW – Cristo veio com quatro mil anos de degenerescência.
Não nasceu como todos nós nascemos. Cristo é diferente.
Davi disse: “todos nós nascemos em pecado e em pecado me concebeu minha mãe.” De Cristo, você não pode dizer isto.
Foi gerado pelo Espírito Santo. I João 3:5 – Nele não existe pecado.
Pecado não é só ato, mas estado e condição. Jesus não veio em estado pecaminoso. Exemplo:
Adultério não é só ato, mas estado.
João 14:30 – “Já não falarei muito convosco, porque aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em mim.”
João 8:46 – “Quem dentre vós me convence do pecado?…”
Pecado não é só ação. É o estado que precede a ação. Você não é pecador porque peca, mas peca porque é pecador. Há um estado que antecede a ação.
Pr. Alberto Timm
Fonte: Novo Tempo

Deixando Ele o santuário, as trevas cobrem os habitantes da Terra. Naquele tempo terrível os justos devem viver à vista de um Deus santo, sem intercessor. — O Grande Conflito, 613-614.
ResponderExcluir“Estes são os que vieram de grande tribulação” (Apocalipse 7:14); passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve nação; suportaram a aflição do tempo da angústia de Jacó; permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juízos de Deus. — O Grande Conflito, 648-649.
ResponderExcluirPassaram pelo tempo de angústia qual nunca houve desde que houve nação; suportaram a aflição do tempo de angústia de Jacó; permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juízos de Deus. Eles “lavaram suas vestiduras, e as alvejaram no sangue do Cordeiro”. “Não se achou mentira na sua boca; não têm mácula” diante de Deus. “Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que Se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima”. Apocalipse 7:14; 14:5; 7:16, 17.
ResponderExcluirNaquele tempo terrível, depois de finalizada a mediação de Jesus, os santos estavam a viver à vista de um Deus santo, sem intercessor. Cada caso estava decidido, cada jóia contada. Jesus demorou um momento no compartimento exterior do santuário celestial, e os pecados que tinham sido confessados enquanto Ele esteve no lugar santíssimo, foram colocados sobre Satanás, o originador do pecado, que deve sofrer o castigo deles.*
ResponderExcluirPelo milagre da divina graça, muitos podem tornar-se aptos para uma vida de utilidade. Desprezados e abandonados, perderam por completo o ânimo; talvez pareçam insensíveis e indiferentes. Sob o ministério do Espírito Santo, todavia, a estupidez que faz parecer impossível seu reerguimento desaparecerá. A mente pesada, obscurecida, despertará. O escravo do pecado será posto em liberdade. O vício desaparecerá, será vencida a ignorância. Mediante a fé que opera por amor, o coração será purificado e a mente, iluminada. C.B.V, 169
ResponderExcluirO Salvador tomou sobre Si as enfermidades humanas, e viveu uma vida sem pecado, a fim de os homens não terem nenhum temor de que, devido à fraqueza da natureza humana, eles não pudessem vencer. Cristo veio para nos tornar “participantes da natureza divina” (2Pe 1:4), e Sua vida declara que a humanidade, unida à divindade, não comete pecado.
ResponderExcluirMas Cristo vem ter conosco onde nos achamos. Tomou nossa natureza e venceu, para que, revestindo-nos de Sua natureza, nós pudéssemos vencer. Feito “em semelhança da carne do pecado” (Romanos 8:3) D.T.N,214
ResponderExcluirAo pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira pessoa da Divindade, a qual viria, não com energia modificada, mas na plenitude do divino poder. É o Espírito que torna eficaz o que foi realizado pelo Redentor do mundo. É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele torna-se o crente participante da natureza divina. Cristo deu Seu Espírito como um poder divino para vencer toda tendência hereditária e cultivada para o mal, e gravar Seu próprio caráter em Sua igreja. D.T.N, 475
ResponderExcluirA tendência para pecar ou tentação para pecar não é pecado.
ResponderExcluirEssas coisas não constituem rebelião contra Deus. Ceder ao pecado e cometer o ato pecaminoso, transgredindo assim a lei de Deus, isto sim nos aliena do Senhor e nos torna culpados diante dEle. Somos responsabilizados pelo nosso próprio pecado, mas graças a Deus, é nos oferecido perdão para os nossos pecados e somos aceitos perante Deus porque a graça reina “pela justiça para a vida eterna, mediante jesus Cristo, nosso Senhor”
Tratado de Teologia Adventista, 289